16/10/2015 17:40
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Do trauma de ser zagueiro à Seleção sub-17: a volta por cima de Léo Santos
Jogador revela ter sido dispensado em sua primeira passagem no Corinthians por um técnico que mandava os atacantes o humilharem com dribles. Na volta, ele se firmou
Léo Santos em ação pelo Corinthians (Foto: Divulgação)
Luque, Paraguai, 13 de março de 2015. O Brasil enfrenta o Peru pelo Sul-Americano Sub-17 e está pressionado. Perdera o jogo anterior para a Venezuela, e se não vencesse, poderia ficar fora da competição na primeira fase. Mas venceu por 3 a 0, com três gols do atacante Leandrinho, destaque do jogo ao lado do meia Marco Túlio. Na zaga, um coadjuvante discreto tomava conta da posição: era o corintiano Léo Santos, que aproveitou a suspensão de Zé Marcos para tomar conta do pedaço. Não saiu mais do time.
A história de Léo Santos é, acima de tudo, uma história de persistência. De superação de traumas, limitações, dificuldades. Uma narrativa em que o trabalho é protagonista, e não a malemolência, a ginga, ou certa irresponsabilidade que muitas vezes é tratada como "ousadia" no meio do futebol. O zagueiro é um dos 21 convocados pelo técnico Carlos Amadeu para a disputa do Mundial Sub-17, que começa neste sábado no Chile: o Brasil estreia às 19h (de Brasília) contra a Coreia do Sul, com transmissão ao vivo do SporTV e acompanhamento em Tempo Real no GloboEsporte.com.
O primeiro não na Portuguesa
Criado em Itaquera, bairro da Zona Leste de São Paulo que hoje abriga o estádio do Corinthians, o zagueiro começou a jogar futebol na escolinha Chute Inicial, aos cinco anos, incentivado pelo pai, Cláudio. Depois, aos sete, mudou-se para o Parque do Carmo e passou para o clube ACM. Foi o pai também quem o inscreveu no primeiro teste, na Portuguesa.
- Cheguei a passar, mas viram que eu ia tomar a posição do zagueiro que estava lá, e mandaram o técnico que me aprovou embora. O novo treinador chegou e me dispensou - conta o zagueiro, que tinha nove anos na ocasião.
Após o episódio, Léo Santos treinou em uma escolinha por três anos até chegar pela primeira vez ao Corinthians.
Humilhações e volta por cima
O zagueiro não guarda boas recordações de sua primeira passagem pelo Parque São Jorge. Ele chegou no sub-13, e teve problemas com o treinador da época, o qual prefere não citar o nome.
- Eu não tinha a malícia, a malandragem do futebol. O técnico mandava os atacantes partirem para cima de mim, me humilharem, e ficava dando risada quando eu tomava os dribles. Depois, disse que eu estava muito abaixo dos outros e não tinha como ficar comigo no elenco - revela o jogador, que chegou a pensar em parar de jogar e ficou traumatizado: não queria mais ser zagueiro.
O técnico que o indicou para o Corinthians, Birô, o levou para outra escolinha, e depois para o futebol de salão do Timão, como pivô. Pouco tempo depois, veio a segunda chance no campo, desta vez como volante. Uma conversa com o técnico Leandro Floriano, porém, mudou os planos do jogador, em 2012.
- Ele me disse que de volante eu não estava evoluindo, e havia um jogo da Seleção contra o Corinthians. Ele perguntou se eu queria jogar como zagueiro, e eu disse: "É claro que quero" - conta Léo Santos.

Léo Santos em treino da Seleção sub-17 (Foto: Divulgação)
A mudança logo surtiu efeito. Ele se destacou na partida, virou titular da zaga do Corinthians, já conquistou sete títulos pela base do Timão e três pela Seleção. A carreira, ao menos na base, se consolidou, mas Léo Santos mantém, aparentemente, o discurso afiado e a cabeça no lugar.
- Não quero ser o segundo melhor zagueiro da minha idade. Trabalho todos os dias para ser o melhor - conta o zagueiro, que tem como ídolo o ex-corintiano Marquinhos, atualmente na seleção principal.
Luque, Paraguai, 13 de março de 2015. O Brasil enfrenta o Peru pelo Sul-Americano Sub-17 e está pressionado. Perdera o jogo anterior para a Venezuela, e se não vencesse, poderia ficar fora da competição na primeira fase. Mas venceu por 3 a 0, com três gols do atacante Leandrinho, destaque do jogo ao lado do meia Marco Túlio. Na zaga, um coadjuvante discreto tomava conta da posição: era o corintiano Léo Santos, que aproveitou a suspensão de Zé Marcos para tomar conta do pedaço. Não saiu mais do time.
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Humilhações e volta por cima
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- Ele me disse que de volante eu não estava evoluindo, e havia um jogo da Seleção contra o Corinthians. Ele perguntou se eu queria jogar como zagueiro, e eu disse: "É claro que quero" - conta Léo Santos.

Léo Santos em treino da Seleção sub-17 (Foto: Divulgação)
A mudança logo surtiu efeito. Ele se destacou na partida, virou titular da zaga do Corinthians, já conquistou sete títulos pela base do Timão e três pela Seleção. A carreira, ao menos na base, se consolidou, mas Léo Santos mantém, aparentemente, o discurso afiado e a cabeça no lugar.
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Postado por
Karin Mott
-
3735 visitas - Fonte: Globo Esporte
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