16/6/2015 13:26
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Promotor aguarda reabertura de investigação no caso "Máfia do Apito"
José Reinaldo Guimarães Carneiro diz que árbitros envolvidos ainda podem ser condenados na esfera criminal e destaca importância do caso para mudança na lei
Edilson Pereira de Carvalho árbitro (Foto: Ag. Estado)
O maior esquema de manipulação de resultados do futebol brasileiro completa 10 anos em 2015 e pode ter novos desdobramentos, segundo o promotor criminal do caso José Reinaldo Guimarães Carneiro. Em entrevista ao "Redação SporTV", Carneiro explicou que a investigação criminal foi apenas uma das frentes envolvendo o caso conhecido por "Máfia do Apito" e pode ser reaberta e resultar em novas punições.
- Todo mundo fala que na justiça criminal não deu em nada. Na verdade a máfia do apito teve três frentes muito grandes a partir da investigação (...) A segunda frente foi a investigação criminal. Não é que não havia crime, tínhamos crime de estelionato e de quadrilha, que foram as duas imputações que fizemos ainda em 2005. Não tínhamos um crime penal específico sobre esse assunto, só viemos a ter anos mais tarde. A investigação está dependendo de um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), está na mão do relator desde 2013, aguardando uma solução. Se ganharmos esse recurso, a parte criminal que foi trancada volta a ser aberta e os árbitros poderão ser condenados na esfera criminal - disse, explicando que o crime de fraude no esporte não existia na época e atualmente integra o estatuto do torcedor.
Na ocasião, o esquema foi capa da revista Veja, em reportagem assinada por André Rizek, atualmente apresentador do "Redação". Após o escândalo, os árbitros Edilson Pereira de Carvalho Paulo José Danelon foram banidos do esporte e, ao lado do empresário Nagib Fayad, apontado como mentor, da CBF e da Federação Paulista de Futebol (FPF), condenados ao pagamento de uma indenização de R$ 180 milhões. São essas as duas outras frentes a que o promotor se referiu.
- A primeira foi no futebol, o Paulo e o Edilson foram imediatamente banidos do futebol ainda em 2005 e as partidas fraudadas foram refeitas. Muita gente não gostou daquilo, mas não havia outra solução (...) A terceira frente foi a frente civil que o MP do consumidor ajuizou e conseguiu condenações milionárias - explicou.
O promotor considerou o caso gravíssimo e, apesar de ver avanços de 2005 para cá, não descarta novos casos semelhantes ao "máfia do apito" no futebol brasileiro e mundial.
- A gente não pode ter certeza absoluta de que não estejam acontecendo fraudes no esporte, aliás, nem devemos ter em razão dos noticiários recentes. Conforta saber que há 10 anos o MP, numa parceria investigativa com jornalistas e com a Polícia Federal já conseguia desvendar um esquema de fraude. Temos que ficar absolutamente atentos, o tempo todo, para evitar que essa paixão brasileira pelo futebol seja maculada, foi um fato muito grave o que aconteceu. Se acontecesse hoje, teríamos um tipo penal na lei muito mais forte para rebater a Máfia do Apito. Cabe às instituições, ao jornalismo investigativo, à policia federal, ao MP estar sempre de olhos bem abertos - disse.
O maior esquema de manipulação de resultados do futebol brasileiro completa 10 anos em 2015 e pode ter novos desdobramentos, segundo o promotor criminal do caso José Reinaldo Guimarães Carneiro. Em entrevista ao "Redação SporTV", Carneiro explicou que a investigação criminal foi apenas uma das frentes envolvendo o caso conhecido por "Máfia do Apito" e pode ser reaberta e resultar em novas punições.
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Na ocasião, o esquema foi capa da revista Veja, em reportagem assinada por André Rizek, atualmente apresentador do "Redação". Após o escândalo, os árbitros Edilson Pereira de Carvalho Paulo José Danelon foram banidos do esporte e, ao lado do empresário Nagib Fayad, apontado como mentor, da CBF e da Federação Paulista de Futebol (FPF), condenados ao pagamento de uma indenização de R$ 180 milhões. São essas as duas outras frentes a que o promotor se referiu.
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O promotor considerou o caso gravíssimo e, apesar de ver avanços de 2005 para cá, não descarta novos casos semelhantes ao "máfia do apito" no futebol brasileiro e mundial.
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Postado por Marcos - 4263 visitas - Fonte: Sportv
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