15/5/2015 15:06
Não é possível que alguém caia no papo de soberba no Corinthians. Isso nunca partiria do Tite ou da comissão técnica. Nunca vi falta de respeito ou provocação dos profissionais. No elenco, de uns 35 jogadores, mais ou menos, daria para apontar no máximo uns cinco “malas”. E nem assim contaminam ninguém.
A imagem de menosprezo e confiança em excesso foi culpa da declaração do diretor de futebol, Sérgio Janikian. Ali, também não foi soberba. Foi despreparo, inexperiência, burrice ou qualquer coisa do tipo. Não foi a primeira vez que ele falou mais do que devia. Já deveria ter sido evitada a segunda. Mas foram várias vezes que ele quis aparecer e acabou falando mais do que a boca. Contra o Guaraní, passou uma imagem errada de toda uma equipe, mas que certamente assim seria recebida pelo Corinthians se tivesse vindo do outro lado. O futebol não se ganha só no campo e, fora dele, o Corinthians começou perdendo.
As dívidas não entraram em campo, não foram culpadas, mas também não dá para serem ignoradas. Elas existiam, sim, desde o ano passado. Existiam quando a equipe voava nos primeiros meses de 2015. Mas qualquer situação errada que se acumula vai se agravando. Quando o salário do trabalhador atrasa dois dias, a reclamação é inevitável. E oito meses, então? É impossível estar satisfeito. A falta de pagamento já havia deixado todo mundo de “saco cheio”, ainda mais depois de promessas não cumpridas que tudo seria quitado. E se o clube achou que seria melhor pagar antes do jogo contra o Guaraní, no fim foi pior. “Agora vocês acham que precisam pagar pra gente jogar? Que somos mercenários? Que paramos de render por causa disso?”. Pode ter certeza de que alguns jogadores pensaram assim.
O Corinthians rendeu muito pouco nos últimos sete jogos – segundo tempo contra o Santos, Ponte Preta, San Lorenzo, Palmeiras, São Paulo, Guaraní e Guaraní. Tite só mudou a equipe por necessidade. E foi mal nas últimas escolhas. Errou ao entrar com Luciano no jogo do Paraguai, depois de 14 dias de intervalo. Errou com Malcom no jogo da volta. Errou por ter entrado com Ralf no 4-1-4-1 para propor o jogo, já que o meio ficou com um armador a menos. Tite se prende muito à sua filosifia e aos seus fiéis jogadores, desde a última passagem. Pois deveria ter testado novo esquema para ter entrado com Danilo ou Love – que são muito mais experientes e decisivos – nos dois duelos contra o Guaraní. E deveria ter dado melhor saída à equipe com Bruno Henrique ou Cristian no lugar de Ralf. Um dia, uma vez, isso terá de ser testado. Me surpreendeu a demora ou o receio para tentar algo novo de quem já havia tido coragem de sacar Liedson (herói e artilheiro do título brasileiro de 2011) durante a Libertadores-2012 e Douglas (camisa 10 do time, melhor do segundo semestre e depois de ter dado assistência para Guerrero na semifinal) na decisão do Mundial-2012 contra o Chelsea, porque sabia que só ganharia com Jorge Henrique ajudando Alessandro na marcação.
Não existissem os problemas acima, talvez não fariam diferença outros erros pelo caminho. A falha de Cássio, por exemplo, poderia ser um erro individual compensado pela força da equipe no restante do jogo. A expulsão de Fábio Santos poderia repetir a de Guerrero contra o Once Caldas, quando o Corinthians fez mais três gols com um a menos e encaminhou a vaga para a fase de grupos. Os gols perdidos por Guerrero, no Paraguai e em São Paulo, poderiam ser apenas chances perdidas de um jogo que acabou em goleada.
Sempre que questionado sobre o Corinthians ter chegado ao auge muito cedo, Tite discordou e afirmou que a equipe ainda estava em formação. Está claro, então, que esse esquema e esses titulares não foram ideais para ganhar títulos. É preciso começar a mudar. E Tite, entre todos os problemas, é quem tem mais potencial para dar a volta por cima e tirar a corda do pescoço do clube.
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As dívidas não entraram em campo, não foram culpadas, mas também não dá para serem ignoradas. Elas existiam, sim, desde o ano passado. Existiam quando a equipe voava nos primeiros meses de 2015. Mas qualquer situação errada que se acumula vai se agravando. Quando o salário do trabalhador atrasa dois dias, a reclamação é inevitável. E oito meses, então? É impossível estar satisfeito. A falta de pagamento já havia deixado todo mundo de “saco cheio”, ainda mais depois de promessas não cumpridas que tudo seria quitado. E se o clube achou que seria melhor pagar antes do jogo contra o Guaraní, no fim foi pior. “Agora vocês acham que precisam pagar pra gente jogar? Que somos mercenários? Que paramos de render por causa disso?”. Pode ter certeza de que alguns jogadores pensaram assim.
O Corinthians rendeu muito pouco nos últimos sete jogos – segundo tempo contra o Santos, Ponte Preta, San Lorenzo, Palmeiras, São Paulo, Guaraní e Guaraní. Tite só mudou a equipe por necessidade. E foi mal nas últimas escolhas. Errou ao entrar com Luciano no jogo do Paraguai, depois de 14 dias de intervalo. Errou com Malcom no jogo da volta. Errou por ter entrado com Ralf no 4-1-4-1 para propor o jogo, já que o meio ficou com um armador a menos. Tite se prende muito à sua filosifia e aos seus fiéis jogadores, desde a última passagem. Pois deveria ter testado novo esquema para ter entrado com Danilo ou Love – que são muito mais experientes e decisivos – nos dois duelos contra o Guaraní. E deveria ter dado melhor saída à equipe com Bruno Henrique ou Cristian no lugar de Ralf. Um dia, uma vez, isso terá de ser testado. Me surpreendeu a demora ou o receio para tentar algo novo de quem já havia tido coragem de sacar Liedson (herói e artilheiro do título brasileiro de 2011) durante a Libertadores-2012 e Douglas (camisa 10 do time, melhor do segundo semestre e depois de ter dado assistência para Guerrero na semifinal) na decisão do Mundial-2012 contra o Chelsea, porque sabia que só ganharia com Jorge Henrique ajudando Alessandro na marcação.
Não existissem os problemas acima, talvez não fariam diferença outros erros pelo caminho. A falha de Cássio, por exemplo, poderia ser um erro individual compensado pela força da equipe no restante do jogo. A expulsão de Fábio Santos poderia repetir a de Guerrero contra o Once Caldas, quando o Corinthians fez mais três gols com um a menos e encaminhou a vaga para a fase de grupos. Os gols perdidos por Guerrero, no Paraguai e em São Paulo, poderiam ser apenas chances perdidas de um jogo que acabou em goleada.
Sempre que questionado sobre o Corinthians ter chegado ao auge muito cedo, Tite discordou e afirmou que a equipe ainda estava em formação. Está claro, então, que esse esquema e esses titulares não foram ideais para ganhar títulos. É preciso começar a mudar. E Tite, entre todos os problemas, é quem tem mais potencial para dar a volta por cima e tirar a corda do pescoço do clube.
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 3582 visitas - Fonte: LANCE!Net
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