8/9/2014 20:09
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Especialistas do L!Net analisam primeiro turno do Brasileirão 2014
Alvaro de Oliveira Filho, Eduardo Tironi, Humberto Peron, João Carlos Assumpção, José Luiz Portela e Roberto Assaf falaram sobre a primeira metade do Campeonato
Jogão entre Flu e Cruzeiro na última rodada deram esperança para um melhor segundo turno (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)
Com o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o LANCE!Net foi atrás da opiniões do especialistas Alvaro de Oliveira Filho, Eduardo Tironi, Humberto Peron, João Carlos Assumpção, José Luiz Portela e Roberto Assaf para saber suas impressões sobre a primeira parte da competição nacional.
Como não poderia deixar de ser, o líder isolado Cruzeiro foi unanimidade na opinião dos colunistas. A diferença gritante entre a qualidade do futebol apresentado nos gramados brasileiros durante a Copa do Mundo e o Brasileirão também foi tema recorrente.
Confira a abaixo as análises completas de Alvaro de Oliveira Filho, Eduardo Tironi, Humberto Peron, João Carlos Assumpção, José Luiz Portela e Roberto Assaf.
Roberto Assaf, colunista do LANCE!Net.
- A realização da Copa do Mundo dividiu o primeiro turno do Brasileiro em duas partes. Mas não aconteceram mudanças efetivas entre os dois períodos. Hoje, 100 dias depois da paralisação, e embora ocorressem trocas de posições, os cinco primeiros colocados são os mesmos - Cruzeiro, Inter, São Paulo, Corinthians e Fluminense - e os que brigam do meio da tabela para baixo vivem drama semelhante - analisou Assaf, que completou:
- Mais importante, no entanto, é frisar que à exceção do time de Minas, que joga o futebol mais vistoso do campeonato, daí a liderança, o nível da competição é sofrível, e os que ainda sonham com o título cumprem atuações irregulares, de rara criatividade, distante do que se viu em algumas seleções ao longo da Copa. A tímida média de gols - de 2,10 por partida - é um retrato do que se diz.
Assaf também argumentou que poucos foram os técnicos brasileiros que aproveitaram as novidades apresentadas durante a Copa do Mundo realizada no Brasil.
- A realidade, a impressão é a de que foram raros os treinadores que observaram atentamente ao Mundial, e pior, os que o fizeram ainda não tiveram ousadia, ou quem sabe capacidade, para promover novidades. O que se espera é que a briga cada vez maior pelo primeiro lugar, por vagas na Libertadores, e contra o rebaixamento - há uma diferença de apenas sete pontos do 10º colocado para o 17º - traga definitivamente aos técnicos a coragem que falta para tornar suas equipes mais ofensivas, e logo, audaciosas o suficiente para diminuir o marasmo do campeonato.
Porém, os bons jogos da última rodada deram um pingo de esperança para a sequência do Brasileirão:
- De qualquer forma, dois jogos da 19ª rodada, Fluminense 3 x 3 Cruzeiro e Inter 2 x 3 Figueirense, deixaram a esperança que isto possa virar realidade - concluiu Assaf.
José Luiz Portella, colunista do LANCE!Net.
- O primeiro turno revelou um futebol de baixa qualidade e um Cruzeiro de boa qualidade. Uma diferença real entre ele e os demais. A média das partidas foi muito ruim, com algumas exceções que confirmaram a regra. Os árbitros foram pior ainda e concorreram para a perda de atratividade dos jogos - disse José Luiz Portella.
Para o colunista, que também enxergou uma melhora nos últimos jogos, a incessante troca de técnicos é prejudicial ao nível do futebol brasileiro.
- A troca de técnicos mostrou que os clubes não tem planejamento nem sabem o que querem. Contratam técnicos intempestivamente e os substituem sem manter a lógica da contratação anterior. Ou seja, procuram técnicos com filosofia diversa a comprovar que a escolha obedece o sabor do momento. A conclusão do turno ameaçou uma melhora nos jogos que precisa ser confirmada.
- Destaque para Ricardo Goulart, melhor do que Éverton Ribeiro nessa fase - José Luiz Portella.
Eduardo Tironi, colunista do LANCE!Net.
- Há o Cruzeiro e há o restante. Um time formado, fortalecido e com trabalho de longo prazo mostrou neste primeiro turno que a continuidade funciona. Alguns rivais, com trabalhos mais curtos, melhoraram seu desempenho só durante a competição, fazendo com que o segundo turno prometa mais equilíbrio. O que fica do primeiro turno é o reforço do conceito de que não há mágica no futebol na maioria das vezes: trabalho a longo prazo e planejamento dão resultado - Eduardo Tironi.
Alvaro de Oliveira Filho, colunista do LANCE!Net.
- O nível é muito baixo. As primeiras 19 rodadas mostraram que o Brasileiro 2014 tem mais candidatos ao rebaixamento ou ao ostracismo do que ao título. Como só caem quatro, sobrarão muitos times que mereciam disputar a Série B no ano que vem. O Cruzeiro, eliminado nas quartas de final de uma Libertadores assustadoramente ruim, sobrou na turma. Tem quase três rodadas de vantagem sobre o segundo colocado e isso apenas reforça o quanto nosso futebol anda medíocre. Robinho e Kaká, que perambulavam esquecidos pela Europa, chegaram e ganharam destaque imediato em suas equipes - disse.
Alvaro de Oliveira explicou porque o Cruzeiro sobra no Brasileirão e alertou para o crescimento do São Paulo.
- O Cruzeiro sobra porque oscila menos, porque tem um bom técnico e um elenco numeroso e de qualidade. Passamos algumas rodadas buscando adversários para o atual campeão brasileiro. O Fluminense de Cristóvão Borges, o Internacional de Abel Braga, o Corinthians de Mano Menezes. Nenhum deles mostrou-se capaz de ameaçar a supremacia mineira até agora. O São Paulo, que patinou na primeira metade do turno, parece estar encontrando um caminho e poderá tornar o Brasileiro um pouco mais interessante se vencer o Cruzeiro no próximo domingo.
Assim como fez Roberto Assaf, Alvaro de Oliveira utilizou a baixa média de gols como exemplo da baixa qualidade do futebol.
- A média de gols (2,10 por partida) é a mais baixa desde que o Brasileiro passou a ser disputado no sistema de pontos corridos. Apenas dois times (Cruzeiro e São Paulo) atingiram 60% de aproveitamento. Fluminense e Grêmio, que estão na parte de cima da tabela, sofreram seis derrotas cada um, quase um terço dos jogos que disputaram. Internacional, vice-líder na penúltima rodada, já perdeu cinco vezes - argumentou o colunista, que ainda deu uma dica para os demais clubes que participam do Brasileirão:
- É possível melhorar estes números e o nível dos jogos no segundo turno. Basta que os times façam o que fizeram Fluminense e Cruzeiro, na última rodada: entrem em campo preocupados apenas em jogar futebol, deixando de lado a deslealdade e as simulações.
João Carlos Assumpção, colunista do LANCE!Net.
- O primeiro turno do Brasileirão foi fraco tecnicamente e não apresentou novidades táticas. O Cruzeiro, muito superior aos demais, com elenco forte e um time titular entrosado e poderoso, foi o único que se salvou até aqui. Está sobrando na competição e aparece como franco favorito ao título - disse João Carlos, que também destacou o crescimento do Tricolor Paulista:
- O São Paulo, que oscilou muito no início, parece que se encontrou nas últimas rodadas e tem apresentado um bom futebol graças principalmente a Ganso e Kaká, mas duvido que chegue a ameaçar os mineiros. Entre os outros times o equilíbrio é muito grande e todos parecem nivelados por baixo. Tanto que o Corinthians, que tem apresentado futebol sofrível até aqui, está entre os quatro primeiros - concluiu.
Humberto Peron, colunista do LANCE!Net.
- Acho que tirando o Cruzeiro, tivemos um primeiro turno muito fraco tecnicamente. A primeira parte do torneio nos revela como o futebol brasileiro perdeu sua capacidade ofensiva. É inadmissível que o futebol brasileiro, tão conhecido pela ofensividade, tenha no seu principal campeonato, 11 equipes - mais da metade dos participantes - que não consigam ter a média de um - um mísero gol - de média por partida. É muito pouco.
Com o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o LANCE!Net foi atrás da opiniões do especialistas Alvaro de Oliveira Filho, Eduardo Tironi, Humberto Peron, João Carlos Assumpção, José Luiz Portela e Roberto Assaf para saber suas impressões sobre a primeira parte da competição nacional.
Como não poderia deixar de ser, o líder isolado Cruzeiro foi unanimidade na opinião dos colunistas. A diferença gritante entre a qualidade do futebol apresentado nos gramados brasileiros durante a Copa do Mundo e o Brasileirão também foi tema recorrente.
Confira a abaixo as análises completas de Alvaro de Oliveira Filho, Eduardo Tironi, Humberto Peron, João Carlos Assumpção, José Luiz Portela e Roberto Assaf.
Roberto Assaf, colunista do LANCE!Net.
- A realização da Copa do Mundo dividiu o primeiro turno do Brasileiro em duas partes. Mas não aconteceram mudanças efetivas entre os dois períodos. Hoje, 100 dias depois da paralisação, e embora ocorressem trocas de posições, os cinco primeiros colocados são os mesmos - Cruzeiro, Inter, São Paulo, Corinthians e Fluminense - e os que brigam do meio da tabela para baixo vivem drama semelhante - analisou Assaf, que completou:
- Mais importante, no entanto, é frisar que à exceção do time de Minas, que joga o futebol mais vistoso do campeonato, daí a liderança, o nível da competição é sofrível, e os que ainda sonham com o título cumprem atuações irregulares, de rara criatividade, distante do que se viu em algumas seleções ao longo da Copa. A tímida média de gols - de 2,10 por partida - é um retrato do que se diz.
Assaf também argumentou que poucos foram os técnicos brasileiros que aproveitaram as novidades apresentadas durante a Copa do Mundo realizada no Brasil.
- A realidade, a impressão é a de que foram raros os treinadores que observaram atentamente ao Mundial, e pior, os que o fizeram ainda não tiveram ousadia, ou quem sabe capacidade, para promover novidades. O que se espera é que a briga cada vez maior pelo primeiro lugar, por vagas na Libertadores, e contra o rebaixamento - há uma diferença de apenas sete pontos do 10º colocado para o 17º - traga definitivamente aos técnicos a coragem que falta para tornar suas equipes mais ofensivas, e logo, audaciosas o suficiente para diminuir o marasmo do campeonato.
Porém, os bons jogos da última rodada deram um pingo de esperança para a sequência do Brasileirão:
- De qualquer forma, dois jogos da 19ª rodada, Fluminense 3 x 3 Cruzeiro e Inter 2 x 3 Figueirense, deixaram a esperança que isto possa virar realidade - concluiu Assaf.
José Luiz Portella, colunista do LANCE!Net.
- O primeiro turno revelou um futebol de baixa qualidade e um Cruzeiro de boa qualidade. Uma diferença real entre ele e os demais. A média das partidas foi muito ruim, com algumas exceções que confirmaram a regra. Os árbitros foram pior ainda e concorreram para a perda de atratividade dos jogos - disse José Luiz Portella.
Para o colunista, que também enxergou uma melhora nos últimos jogos, a incessante troca de técnicos é prejudicial ao nível do futebol brasileiro.
- A troca de técnicos mostrou que os clubes não tem planejamento nem sabem o que querem. Contratam técnicos intempestivamente e os substituem sem manter a lógica da contratação anterior. Ou seja, procuram técnicos com filosofia diversa a comprovar que a escolha obedece o sabor do momento. A conclusão do turno ameaçou uma melhora nos jogos que precisa ser confirmada.
- Destaque para Ricardo Goulart, melhor do que Éverton Ribeiro nessa fase - José Luiz Portella.
Eduardo Tironi, colunista do LANCE!Net.
- Há o Cruzeiro e há o restante. Um time formado, fortalecido e com trabalho de longo prazo mostrou neste primeiro turno que a continuidade funciona. Alguns rivais, com trabalhos mais curtos, melhoraram seu desempenho só durante a competição, fazendo com que o segundo turno prometa mais equilíbrio. O que fica do primeiro turno é o reforço do conceito de que não há mágica no futebol na maioria das vezes: trabalho a longo prazo e planejamento dão resultado - Eduardo Tironi.
Alvaro de Oliveira Filho, colunista do LANCE!Net.
- O nível é muito baixo. As primeiras 19 rodadas mostraram que o Brasileiro 2014 tem mais candidatos ao rebaixamento ou ao ostracismo do que ao título. Como só caem quatro, sobrarão muitos times que mereciam disputar a Série B no ano que vem. O Cruzeiro, eliminado nas quartas de final de uma Libertadores assustadoramente ruim, sobrou na turma. Tem quase três rodadas de vantagem sobre o segundo colocado e isso apenas reforça o quanto nosso futebol anda medíocre. Robinho e Kaká, que perambulavam esquecidos pela Europa, chegaram e ganharam destaque imediato em suas equipes - disse.
Alvaro de Oliveira explicou porque o Cruzeiro sobra no Brasileirão e alertou para o crescimento do São Paulo.
- O Cruzeiro sobra porque oscila menos, porque tem um bom técnico e um elenco numeroso e de qualidade. Passamos algumas rodadas buscando adversários para o atual campeão brasileiro. O Fluminense de Cristóvão Borges, o Internacional de Abel Braga, o Corinthians de Mano Menezes. Nenhum deles mostrou-se capaz de ameaçar a supremacia mineira até agora. O São Paulo, que patinou na primeira metade do turno, parece estar encontrando um caminho e poderá tornar o Brasileiro um pouco mais interessante se vencer o Cruzeiro no próximo domingo.
Assim como fez Roberto Assaf, Alvaro de Oliveira utilizou a baixa média de gols como exemplo da baixa qualidade do futebol.
- A média de gols (2,10 por partida) é a mais baixa desde que o Brasileiro passou a ser disputado no sistema de pontos corridos. Apenas dois times (Cruzeiro e São Paulo) atingiram 60% de aproveitamento. Fluminense e Grêmio, que estão na parte de cima da tabela, sofreram seis derrotas cada um, quase um terço dos jogos que disputaram. Internacional, vice-líder na penúltima rodada, já perdeu cinco vezes - argumentou o colunista, que ainda deu uma dica para os demais clubes que participam do Brasileirão:
- É possível melhorar estes números e o nível dos jogos no segundo turno. Basta que os times façam o que fizeram Fluminense e Cruzeiro, na última rodada: entrem em campo preocupados apenas em jogar futebol, deixando de lado a deslealdade e as simulações.
João Carlos Assumpção, colunista do LANCE!Net.
- O primeiro turno do Brasileirão foi fraco tecnicamente e não apresentou novidades táticas. O Cruzeiro, muito superior aos demais, com elenco forte e um time titular entrosado e poderoso, foi o único que se salvou até aqui. Está sobrando na competição e aparece como franco favorito ao título - disse João Carlos, que também destacou o crescimento do Tricolor Paulista:
- O São Paulo, que oscilou muito no início, parece que se encontrou nas últimas rodadas e tem apresentado um bom futebol graças principalmente a Ganso e Kaká, mas duvido que chegue a ameaçar os mineiros. Entre os outros times o equilíbrio é muito grande e todos parecem nivelados por baixo. Tanto que o Corinthians, que tem apresentado futebol sofrível até aqui, está entre os quatro primeiros - concluiu.
Humberto Peron, colunista do LANCE!Net.
- Acho que tirando o Cruzeiro, tivemos um primeiro turno muito fraco tecnicamente. A primeira parte do torneio nos revela como o futebol brasileiro perdeu sua capacidade ofensiva. É inadmissível que o futebol brasileiro, tão conhecido pela ofensividade, tenha no seu principal campeonato, 11 equipes - mais da metade dos participantes - que não consigam ter a média de um - um mísero gol - de média por partida. É muito pouco.
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Postado por
Edson Alan Melo
-
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