Na última terça-feira, Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, compareceu à Comissão de Ética do clube para prestar esclarecimentos sobre a invasão ao Parque São Jorge, ocorrida em 31 de maio de 2025. O dirigente, que foi destituído do cargo, foi convocado juntamente com outros envolvidos no incidente.
A reunião, presidida por Leonardo Pantaleão, não foi suspensa apesar das tentativas de Augusto Melo. O ex-presidente participou do encontro por videoconferência, acompanhado de seu advogado, Ricardo Jorge. Durante a sua defesa, Melo alegou que tinha sido convencido a ir à sala da presidência por aliados que afirmavam que ele era o legítimo presidente.
Além de Augusto Melo, a Comissão de Ética também irá ouvir outros conselheiros implicados na invasão, como Peterson Ruan Aiello e Wanderson Sales. Maria Ângela de Souza Ocampos, uma das principais figuras do episódio, já prestou seu depoimento. A Comissão de Ética dos Associados, liderada por Luiz Alberto Bussab, investiga ainda a participação dos sócios presentes no ato.
Após ouvir todos os envolvidos, a Comissão emitirá um parecer que poderá incluir possíveis punições, sendo que cada caso será analisado individualmente. Posteriormente, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, levará o assunto para discussão em plenário, onde os conselheiros decidirão sobre as eventuais penalizações.
Para relembrar os acontecimentos, no dia 31 de maio, Augusto Melo, que já havia sido afastado pelo Conselho Deliberativo, foi ao Parque São Jorge na companhia de alguns aliados. Eles tentaram reverter sua destituição a partir de um documento assinado por Maria Ângela de Souza Ocampos, que alegava ter anulado atos conduzidos por Romeu Tuma Júnior. O intendente considerava que, em virtude de uma licença médica de Roberson de Medeiros, o 'Dunga', Melo deveria ser reconduzido ao cargo.
Os aliados de Augusto sustentaram a validade da ação com base em artigos do estatuto do clube, mas a Gazeta Esportiva ressaltou que esses artigos são aplicáveis apenas aos associados e não aos conselheiros eleitos. Irregularidades no ato foram evidenciadas por Rodrigo Bittar, que havia votado contra o afastamento de Tuma na reunião de 9 de abril.



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