A Justiça de São Paulo tomou uma decisão impactante para o Corinthians ao condenar o clube a pagar a quantia de R$ 11,37 milhões ao zagueiro Gil. A sentença foi proferida pela juíza Camila Rodrigues Borges de Azevedo, da 19ª Vara Cível, representando mais um desafio financeiro para a equipe. O valor em questão se refere a pendências acumuladas durante a trajetória do defensor no Timão.
A condenação contempla direitos de imagem não pagos entre julho e dezembro de 2023, junto a uma dívida remanescente da primeira passagem de Gil pelo clube. O processo judicial reconheceu a existência da dívida, independentemente de outras tentativas do Corinthians de reestruturar suas finanças através da Justiça. Além do montante principal, o clube também foi condenado a pagar honorários advocatícios, fixados em 10% do valor total da ação, elevando ainda mais o peso dessa decisão nas finanças da agremiação.
Na sentença, a magistrada esclareceu que o pedido do Corinthians para se integrar ao Regime Centralizado de Execuções em outro processo não altera este caso específico. A ação movida por Gil possui uma natureza cognitiva, o que significa que visa comprovar a existência da dívida, e não apenas sua execução. Este entendimento enfatiza que o clube não pode utilizar mecanismos jurídicos alternativos para suspender ou evitar o reconhecimento de débitos. Embora a decisão ainda caiba recurso, ela já é considerada um sinal de alerta interno para a gestão financeira do Corinthians.
Gil, um ídolo recente do Timão, é um dos principais nomes da história mais contemporânea do clube. Durante suas duas passagens, o zagueiro participou de 444 partidas, sendo titular em sua maioria. Com sete anos e meio dedicados ao clube, Gil não apenas teve um papel de destaque no campo, mas também conquistou três títulos significativos: o Paulistão e a Recopa Sul-Americana em 2013, além do Brasileirão Betano de 2015. Sua notável performance lhe garantiu uma convocação para a Seleção Brasileira, solidificando ainda mais sua importância no futebol nacional.
Curiosamente, essa condenação surgiu pouco tempo após uma homenagem prestada ao jogador. Antes do clássico Majestoso, realizado em Itaquera, Gil recebeu uma placa da diretoria, sendo aplaudido pela torcida ao lado de seu filho. Esse gesto simbólico agora contrasta com a dura realidade jurídica e financeira enfrentada pelo clube.



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