Uma auditoria realizada pelo Corinthians revelou irregularidades significativas na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike. O clube tomou a decisão de demitir um funcionário que estava envolvido na venda clandestina de camisas oficiais. Este trabalhador, que atuava no setor de limpeza do Parque São Jorge, foi apontado como uma parte de um possível esquema de comercialização ilegal, que incluía a venda de produtos do clube tanto dentro quanto fora de suas instalações.
A investigação começou após um denunciante anônimo relatar sobre o comércio clandestino. O relatório indicou que duas camisas foram adquiridas pelo funcionário, totalizando R$ 300, através de transferências via Pix. Em outra transação, uma camisa da coleção 2025 foi vendida por R$ 180. A auditoria confirmou que todas as peças eram originais e de propriedade do Corinthians.
Após receber os resultados, o presidente do clube, Osmar Stabile, tomou conhecimento da gravidade da situação e se dirigiu pessoalmente para conversar com o funcionário, que acabou admitindo sua participação nas vendas. Contudo, o relatório da auditoria não esclarece a origem dos produtos comercializados.
A auditoria expôs também uma série de irregularidades na gestão dos materiais esportivos. Foi identificado que a retirada de itens excedia em até 300% a cota anual prevista em contrato. Ao mesmo tempo, os uniformes utilizados pelas categorias de base e outros esportes estavam em condições precárias ou nem sequer chegavam às mãos dos atletas.
Sete ocorrências foram classificadas como graves no relatório, incluindo a falta de um inventário físico atualizado e a distribuição desigual de uniformes entre diretores, funcionários e atletas. O vice-presidente Armando Mendonça, responsável pela administração dos materiais, foi destacado na investigação por ações inconformes, como a retirada de itens sem a devida documentação ou autorização.
O presidente do Corinthians enviou o relatório para análise das comissões do Conselho Deliberativo, com a Comissão de Justiça incumbida de investigar os fatos, sendo acompanhada pela Comissão de Ética do clube, para avaliar a necessidade de qualquer ação disciplinar futura.



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