30/8/2022 09:29
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"Também sofri e não queria ter sofrido" - VP reconhece que a equipe teve dificuldades contra o Bragantino! Veja o que disse o treinador durante entrevista coletiva após a partida
Técnico do Timão comentou sobre a pressão do Bragantino na reta final da partida em Itaquera
A pressão do Bragantino quase impediu o Corinthians de voltar a vencer após três jogos no Brasileirão. O time vinha de duas derrotas (Palmeiras e Fortaleza) e um empate (Avaí). Vítor Pereira admitiu o sofrimento com as jogadas mais agudas do Bragantino na reta final da partida:
– Também sofri, não queria ter sofrido. Naturalmente um treinador tem que responder àquilo que está a ver. O que estava acontecendo? O Bragantino, a perder, começaram a tirar cruzamentos, meter muitas bolas na área. Se eles colocarem seis em cima da nossa linha, o que eu vou fazer? Deixar os quatro? O ideal era pressionar e ter mais bola. Quando eu vejo que a equipe não está a conseguir ter bola, o que tenho que fazer? Equilibrar as coisas e criar uma compensação de forças atrás.
– Como não conseguíamos pressionar alto e ficar com a bola, optamos por colocar o Bruno. Estávamos com dificuldade no jogo aéreo. Eu queria exatamente o contrário. O nosso azar foi que quando o Ramiro entra, e entra bem, logo depois o Gustavo pediu para sair porque estava com um desconforto muscular. Tivemos que deslocar o Ramiro para a direita e perdemos a capacidade de pressão que ele estava a nos dar naquele momento. Isso nos empurrou para trás.
O Corinthians terá a semana livre para treinamentos e volta a campo somente no domingo, diante do Internacional, novamente em Itaquera.
Veja outros tópicos da entrevista:
Fausto Vera
– O Vera está jogando numa função como primeiro volante. Quando fomos buscá-lo, era para fazer o primeiro volante, o segundo volante, ele tem característica de chegada na área. Está a fazer primeiro volante porque achamos que ele tem qualidade e está fazê-lo com qualidade. É um jogador tático, que não perde bolas facilmente, está a melhorar muito em termos de recuperação de bolas. Está faltando um bocadinho de tranquilidade no remate de fora da área, já teve duas, três, quatro oportunidades de acertar a baliza, e ele não conseguiu. Mas essa tranquilidade virá certamente, ele é um jogador que tem nível e margem de projeção muito grande.
Maycon
– Eu não estou perceber bem qual é a informação relativa ao Maycon. Ele está em tratamento, não colocou o pé no chão em decorrência da fratura. Quando o Maycon estiver bem, será uma mais-valia para nós, não tenha dúvidas, é um jogador que vem acrescentar qualidade, coisas importantes ao nosso jogo. Mas ele não está nessa fase para falarmos do jogo contra o Fluminense. Não sou médico, mas ele está numa fase prematura. Não está colocando o pé no chão, como ele vai começar a correr, ganhar condição física... Uma fratura nos dedos. O Maycon no nível dele era um problema que eu queria ter o mais depressa possível.
Semana livre
– Vamos tentar recuperar jogadores que estão fora, talvez o Roni, o Giuliano, o Júnior eu não sei se consegue se recuperar. O Maycon não tem qualquer possibilidade. Portanto, mais soluções. Permite trabalharmos comportamentos táticos. O que hoje fizemos bem, como uma boa pressão na primeira etapa de hoje. E vai nos permitir prolongar esse bom nível na segunda parte também, é isso que se pretende. Eu gosto que a equipe pressione e tenha bola. Quando começamos a não ter bola e vir para trás, não somos especialistas, aquela equipe que em organização defensiva, em bloco baixo, tem essas características. As características de jogadores que temos é para quando pressionamos e temos bola, essa é a equipe que gosto. Temos que prolongar isso no tempo.
Título brasileiro
– Eu construí muito a minha vida com os pés no chão, encarando a realidade com objetivos de curto prazo. Não sou aquele sonhador que olha para os objetivos de longo prazo e não consegue os de curto prazo. O objetivo de curto prazo no Brasileirão é olhar para a equipe que está na nossa frente. Se chegarmos lá, depois olharemos para cima. Não sou de criar ilusões ou construir castelos de areia. Não sou esse tipo de pessoa. Vamos tentar melhorar essa semana, descansar nos primeiros dias, depois melhorar nossos comportamentos e estar bem no próximo jogo, que vai ser difícil, contra um adversário que está a discutir as mesmas posições que nós. A Copa é outro objetivo. Quem está na semifinal tem como objetivo chegar na final, temos um adversário forte pela frente, quando chegar essa semana de trabalho vamos tentar o máximo possível para tentar ultrapassar o Fluminense.
Organização ofensiva
– O Bragantino na segunda parte foi mais pressionante, os espaços estavam mais à profundidade. O jogo curto se tornou mais difícil. Tivemos que alterar nosso jogo para encontrar espaço nas costas da linha adversário. Na primeira parte houve mais espaço entrelinhas, eles não estavam tão pressionantes. Na primeira parte criamos bons movimentos no corredor esquerdo e direito, faltou o último passe entrar, aquele movimento para antecipar e encostar para fazer mais do que um gol. A segunda parte foi completamente diferente, o Bragantino mais pressionante, demoramos tempo para encontrar que os espaços estavam mais à profundidade, tivemos dificuldade de pressioná-los mais alto e o jogo se transformou num jogo de pior qualidade.
Corinthians, 2022, Vítor Pereira
– Também sofri, não queria ter sofrido. Naturalmente um treinador tem que responder àquilo que está a ver. O que estava acontecendo? O Bragantino, a perder, começaram a tirar cruzamentos, meter muitas bolas na área. Se eles colocarem seis em cima da nossa linha, o que eu vou fazer? Deixar os quatro? O ideal era pressionar e ter mais bola. Quando eu vejo que a equipe não está a conseguir ter bola, o que tenho que fazer? Equilibrar as coisas e criar uma compensação de forças atrás.
– Como não conseguíamos pressionar alto e ficar com a bola, optamos por colocar o Bruno. Estávamos com dificuldade no jogo aéreo. Eu queria exatamente o contrário. O nosso azar foi que quando o Ramiro entra, e entra bem, logo depois o Gustavo pediu para sair porque estava com um desconforto muscular. Tivemos que deslocar o Ramiro para a direita e perdemos a capacidade de pressão que ele estava a nos dar naquele momento. Isso nos empurrou para trás.
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Fausto Vera
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Maycon
– Eu não estou perceber bem qual é a informação relativa ao Maycon. Ele está em tratamento, não colocou o pé no chão em decorrência da fratura. Quando o Maycon estiver bem, será uma mais-valia para nós, não tenha dúvidas, é um jogador que vem acrescentar qualidade, coisas importantes ao nosso jogo. Mas ele não está nessa fase para falarmos do jogo contra o Fluminense. Não sou médico, mas ele está numa fase prematura. Não está colocando o pé no chão, como ele vai começar a correr, ganhar condição física... Uma fratura nos dedos. O Maycon no nível dele era um problema que eu queria ter o mais depressa possível.
Semana livre
– Vamos tentar recuperar jogadores que estão fora, talvez o Roni, o Giuliano, o Júnior eu não sei se consegue se recuperar. O Maycon não tem qualquer possibilidade. Portanto, mais soluções. Permite trabalharmos comportamentos táticos. O que hoje fizemos bem, como uma boa pressão na primeira etapa de hoje. E vai nos permitir prolongar esse bom nível na segunda parte também, é isso que se pretende. Eu gosto que a equipe pressione e tenha bola. Quando começamos a não ter bola e vir para trás, não somos especialistas, aquela equipe que em organização defensiva, em bloco baixo, tem essas características. As características de jogadores que temos é para quando pressionamos e temos bola, essa é a equipe que gosto. Temos que prolongar isso no tempo.
Título brasileiro
– Eu construí muito a minha vida com os pés no chão, encarando a realidade com objetivos de curto prazo. Não sou aquele sonhador que olha para os objetivos de longo prazo e não consegue os de curto prazo. O objetivo de curto prazo no Brasileirão é olhar para a equipe que está na nossa frente. Se chegarmos lá, depois olharemos para cima. Não sou de criar ilusões ou construir castelos de areia. Não sou esse tipo de pessoa. Vamos tentar melhorar essa semana, descansar nos primeiros dias, depois melhorar nossos comportamentos e estar bem no próximo jogo, que vai ser difícil, contra um adversário que está a discutir as mesmas posições que nós. A Copa é outro objetivo. Quem está na semifinal tem como objetivo chegar na final, temos um adversário forte pela frente, quando chegar essa semana de trabalho vamos tentar o máximo possível para tentar ultrapassar o Fluminense.
Organização ofensiva
– O Bragantino na segunda parte foi mais pressionante, os espaços estavam mais à profundidade. O jogo curto se tornou mais difícil. Tivemos que alterar nosso jogo para encontrar espaço nas costas da linha adversário. Na primeira parte houve mais espaço entrelinhas, eles não estavam tão pressionantes. Na primeira parte criamos bons movimentos no corredor esquerdo e direito, faltou o último passe entrar, aquele movimento para antecipar e encostar para fazer mais do que um gol. A segunda parte foi completamente diferente, o Bragantino mais pressionante, demoramos tempo para encontrar que os espaços estavam mais à profundidade, tivemos dificuldade de pressioná-los mais alto e o jogo se transformou num jogo de pior qualidade.
Corinthians, 2022, Vítor Pereira
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Postado por
Miguel
-
3552 visitas - Fonte: globoesporte.globo.com
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