26/12/2021 15:51
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Retrospectiva do Corinthians: ano de limpa no elenco, chegada das estrelas e volta à Libertadores
Timão não teve títulos, mas trouxe reforços de peso; Feminino leva a tríplice coroa
Foi uma temporada de altos e baixos para o Corinthians no futebol masculino. De resultados e de expectativas.
Apesar de passar o primeiro dos três anos de gestão sem títulos, o presidente Duílio Monteiro Alves avançou na proposta de reestruturação financeira, reformulou o elenco e conseguiu contratações de muito impacto. Pressionado, manteve Sylvinho, que colocou o time de volta à Libertadores em 2022.
Foi um ano de eliminações dolorosas no Campeonato Paulista, na Copa Sul-Americana e na Copa do Brasil. Ano de questionamentos da torcida contra Vagner Mancini e, depois, contra Sylvinho.
No segundo semestre, o Timão repatriou Renato Augusto e Willian. Trouxe ainda Giuliano e Róger Guedes. Nomes de impacto que alimentaram os sonhos do torcedor por um futebol melhor.
No Brasileirão, o Timão foi quinto, com 57 pontos. Uma campanha irregular, mas capaz de atingir o objetivo da diretoria, que conta muito com o dinheiro gerado pela Libertadores no ano que vem.
A reta final de 2021 contou com a volta da Fiel à Neo Química Arena. Um reencontro espetacular.
No feminino, só glórias. O time comandado por Arthur Elias foi campeão brasileiro, venceu novamente e Taça Libertadores e terminou o ano com o título paulista. Tríplice coroa histórica para as mulheres.
Abaixo, relembre momentos importantes do masculino em 2021:
Reta final de 2020
Por conta da pandemia do coronavírus, o Brasileirão de 2020 teve 11 rodadas disputadas em 2021. O Timão virou o ano embalado. Estava invicto há seis jogos no Brasileirão, com 39 pontos e ocupando a 10ª posição. No primeiro jogo de 2021, venceu o Fluminense em casa por 5 a 0. A empolgação, porém, foi freada na rodada seguinte: uma impiedosa derrota por 4 a 0 para o Palmeiras, no Allianz.
Dali para frente, o Timão só venceu mais dois jogos na competição e terminou o Brasileirão apenas na 12ª posição, fora da zona de classificação para a Libertadores. Na 38ª rodada, empatou sem gols contra o Internacional no Beira-Rio, impediu o título colorado e ajudou o Flamengo a celebrar o título.
Reformulação
O fim da temporada 2020 já grudou no início da temporada 2021, sem férias para os jogadores. Com um discurso de corte de gastos, a diretoria decidiu que seria o momento de apostar na garotada da base, passou a reduzir o elenco e anunciou que não faria contratações no primeiro semestre.
Nomes como Marllon, Walter e Michel Macedo foram negociados. A liberação de Walter, aliás, foi registrada pelas lentes do SporTV no documentário "Acesso Total" (reveja aqui).
Bem avaliado, o João Victor voltou de empréstimo do Atlético-GO. O elenco passou a contar com vários garotos como Rodrigo Varanda, Vitinho, Mandaca, Cauê e Adson.
Eliminações precoces
Vagner Mancini chegou a viver um período de dez jogos de invencibilidade. Como estratégia para evitar lesões, armou um "time A" e um "time B". Com resultados melhores com o time B, passou a dar mais espaço aos jovens e, pela primeira vez em anos, o Corinthians teve um time com três zagueiros. O esquema contava com Jemerson, Gil e João Victor.
Na Sul-Americana, o Timão caiu num grupo com o Peñarol, do Uruguai, que fez ótima campanha e não deu nenhuma chance de classificação para o Timão na primeira fase. A derrota por 4 a 0 em Montevidéu balançou Mancini. Três dias depois, o Timão perdeu para o Palmeiras por 2 a 0, foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista e colocou fim à passagem do treinador pelo Timão.
Mais saídas
Aos poucos, mais jogadores foram deixando o Timão. Cazares saiu em abril, e logo após a queda no Paulistão o zagueiro Jemerson e o meia Otero também seguiram esse caminho. Ambos tinham contrato até o meio do ano e salário alto.
Com 13 saídas, Corinthians calculou uma queda de quase R$ 4 milhões na folha a partir de julho.
A escolha do técnico
Antes da contratação de Sylvinho, anunciada no dia 23 de maio, o Timão tentou outros dois nomes.
O que mais movimentou as redes sociais foi o de Renato Gaúcho, que havia deixado o Grêmio. Durante a novela, a Fiel até criou uma hashtag #aceitaRenato. A campanha chegou até a filha do treinador, que movimentou as redes sociais e alimentou esperanças. No fim, Renato disse não. Depois dele, o Timão foi atrás do uruguaio Diego Aguirre, que também pediu muito alto e deixou de ser opção no clube.
Assim, o ex-lateral-esquerdo Sylvinho topou largar a vida na Europa, onde vivia com a família, para mergulhar no Corinthians. Logo de cara, porém, foi eliminado diante do Atlético-GO na terceira fase da Copa do Brasil. De junho a dezembro, o foco único seria a disputa do Campeonato Brasileiro.
Sylvinho e o time em construção
O Corinthians entrou no Brasileirão com baixas expectativas. Num ano de corte de elenco, a expectativa era repetir a campanha passada e seguir no meio de tabela, sem risco de rebaixamento.
Sylvinho começou com ótimos resultados fora de casa no primeiro turno, mas sofrendo para vencer na Neo Química Arena, que ainda não contava com o retorno do torcedor. Sem reforços, apostou em garotos como Roni e Vitinho para formar seu meio-campo, montando um time sólido defensivamente.
Nomes como Mateus Vital, Ramiro, Camacho e Bruno Méndez também deixaram o elenco, aliviando ainda mais a folha salarial.
Até que, a partir de julho, tudo mudou. A diretoria contratou Giuliano, Renato Augusto e Róger Guedes. No fim de agosto, chegou ainda o meia Willian. Muito mais qualificado, o time alimentou a ideia no torcedor de que seria possível disputar o título com o Atlético-MG. Algo que nunca foi real.
Em outubro, o Governo de São Paulo começou a liberar a volta da torcida para os estádios. Primeiro, com 30% da capacidade. Depois, com 10%. Na presença da Fiel, o Timão fez sete vitórias e um empate, com resultados que compensaram o péssimo desempenho fora de casa no returno.
O único empate em casa, aliás, foi bastante frustrante para o torcedor. Quase 44 mil pessoas foram à Neo Química Arena na esperança de ver o Timão rebaixar o Grêmio, em vingança ao que ocorreu em 2007, quando o Corinthians caiu no Olímpico. O Grêmio, porém, saiu na frente e depois segurou o 1 a 1. O rebaixamento Tricolor aconteceria apenas na rodada seguinte, contra o Atlético-MG.
Apesar de passar o primeiro dos três anos de gestão sem títulos, o presidente Duílio Monteiro Alves avançou na proposta de reestruturação financeira, reformulou o elenco e conseguiu contratações de muito impacto. Pressionado, manteve Sylvinho, que colocou o time de volta à Libertadores em 2022.
Foi um ano de eliminações dolorosas no Campeonato Paulista, na Copa Sul-Americana e na Copa do Brasil. Ano de questionamentos da torcida contra Vagner Mancini e, depois, contra Sylvinho.
No segundo semestre, o Timão repatriou Renato Augusto e Willian. Trouxe ainda Giuliano e Róger Guedes. Nomes de impacto que alimentaram os sonhos do torcedor por um futebol melhor.
No Brasileirão, o Timão foi quinto, com 57 pontos. Uma campanha irregular, mas capaz de atingir o objetivo da diretoria, que conta muito com o dinheiro gerado pela Libertadores no ano que vem.
A reta final de 2021 contou com a volta da Fiel à Neo Química Arena. Um reencontro espetacular.
No feminino, só glórias. O time comandado por Arthur Elias foi campeão brasileiro, venceu novamente e Taça Libertadores e terminou o ano com o título paulista. Tríplice coroa histórica para as mulheres.
Abaixo, relembre momentos importantes do masculino em 2021:
Reta final de 2020
Por conta da pandemia do coronavírus, o Brasileirão de 2020 teve 11 rodadas disputadas em 2021. O Timão virou o ano embalado. Estava invicto há seis jogos no Brasileirão, com 39 pontos e ocupando a 10ª posição. No primeiro jogo de 2021, venceu o Fluminense em casa por 5 a 0. A empolgação, porém, foi freada na rodada seguinte: uma impiedosa derrota por 4 a 0 para o Palmeiras, no Allianz.
Dali para frente, o Timão só venceu mais dois jogos na competição e terminou o Brasileirão apenas na 12ª posição, fora da zona de classificação para a Libertadores. Na 38ª rodada, empatou sem gols contra o Internacional no Beira-Rio, impediu o título colorado e ajudou o Flamengo a celebrar o título.
Reformulação
O fim da temporada 2020 já grudou no início da temporada 2021, sem férias para os jogadores. Com um discurso de corte de gastos, a diretoria decidiu que seria o momento de apostar na garotada da base, passou a reduzir o elenco e anunciou que não faria contratações no primeiro semestre.
Nomes como Marllon, Walter e Michel Macedo foram negociados. A liberação de Walter, aliás, foi registrada pelas lentes do SporTV no documentário "Acesso Total" (reveja aqui).
Bem avaliado, o João Victor voltou de empréstimo do Atlético-GO. O elenco passou a contar com vários garotos como Rodrigo Varanda, Vitinho, Mandaca, Cauê e Adson.
Eliminações precoces
Vagner Mancini chegou a viver um período de dez jogos de invencibilidade. Como estratégia para evitar lesões, armou um "time A" e um "time B". Com resultados melhores com o time B, passou a dar mais espaço aos jovens e, pela primeira vez em anos, o Corinthians teve um time com três zagueiros. O esquema contava com Jemerson, Gil e João Victor.
Na Sul-Americana, o Timão caiu num grupo com o Peñarol, do Uruguai, que fez ótima campanha e não deu nenhuma chance de classificação para o Timão na primeira fase. A derrota por 4 a 0 em Montevidéu balançou Mancini. Três dias depois, o Timão perdeu para o Palmeiras por 2 a 0, foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista e colocou fim à passagem do treinador pelo Timão.
Mais saídas
Aos poucos, mais jogadores foram deixando o Timão. Cazares saiu em abril, e logo após a queda no Paulistão o zagueiro Jemerson e o meia Otero também seguiram esse caminho. Ambos tinham contrato até o meio do ano e salário alto.
Com 13 saídas, Corinthians calculou uma queda de quase R$ 4 milhões na folha a partir de julho.
A escolha do técnico
Antes da contratação de Sylvinho, anunciada no dia 23 de maio, o Timão tentou outros dois nomes.
O que mais movimentou as redes sociais foi o de Renato Gaúcho, que havia deixado o Grêmio. Durante a novela, a Fiel até criou uma hashtag #aceitaRenato. A campanha chegou até a filha do treinador, que movimentou as redes sociais e alimentou esperanças. No fim, Renato disse não. Depois dele, o Timão foi atrás do uruguaio Diego Aguirre, que também pediu muito alto e deixou de ser opção no clube.
Assim, o ex-lateral-esquerdo Sylvinho topou largar a vida na Europa, onde vivia com a família, para mergulhar no Corinthians. Logo de cara, porém, foi eliminado diante do Atlético-GO na terceira fase da Copa do Brasil. De junho a dezembro, o foco único seria a disputa do Campeonato Brasileiro.
Sylvinho e o time em construção
O Corinthians entrou no Brasileirão com baixas expectativas. Num ano de corte de elenco, a expectativa era repetir a campanha passada e seguir no meio de tabela, sem risco de rebaixamento.
Sylvinho começou com ótimos resultados fora de casa no primeiro turno, mas sofrendo para vencer na Neo Química Arena, que ainda não contava com o retorno do torcedor. Sem reforços, apostou em garotos como Roni e Vitinho para formar seu meio-campo, montando um time sólido defensivamente.
Nomes como Mateus Vital, Ramiro, Camacho e Bruno Méndez também deixaram o elenco, aliviando ainda mais a folha salarial.
Até que, a partir de julho, tudo mudou. A diretoria contratou Giuliano, Renato Augusto e Róger Guedes. No fim de agosto, chegou ainda o meia Willian. Muito mais qualificado, o time alimentou a ideia no torcedor de que seria possível disputar o título com o Atlético-MG. Algo que nunca foi real.
Em outubro, o Governo de São Paulo começou a liberar a volta da torcida para os estádios. Primeiro, com 30% da capacidade. Depois, com 10%. Na presença da Fiel, o Timão fez sete vitórias e um empate, com resultados que compensaram o péssimo desempenho fora de casa no returno.
O único empate em casa, aliás, foi bastante frustrante para o torcedor. Quase 44 mil pessoas foram à Neo Química Arena na esperança de ver o Timão rebaixar o Grêmio, em vingança ao que ocorreu em 2007, quando o Corinthians caiu no Olímpico. O Grêmio, porém, saiu na frente e depois segurou o 1 a 1. O rebaixamento Tricolor aconteceria apenas na rodada seguinte, contra o Atlético-MG.
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Postado por
Henrique Monteiro Cesaretti
-
3261 visitas - Fonte: globoesporte.com
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