9/3/2019 17:41
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#RespeitaAsMinas: Movimento Alvinegras derruba a velha barreira divisão de arquibancadas entre "eles" e "elas"
A executiva Glaucia Tremura conta como o grupo pode fazer diferença na vida das mulheres
Rua Doutor Luís Aires, 1970. Neste endereço em um bar, antigo “Adega Alvim”, dez mulheres conversavam sobre futebol, com uma paixão em comum: o Corinthians. Elas adotaram um ritual: antes das partidas na Arena, combinavam de se encontrar por lá e seguiam para o estádio.
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A diretora comercial Glaucia Tremura, 42 anos, participa deste grupo, que surgiu há três anos. Hoje ela e as amigas são administradoras do “Movimento Alvinegras” e o que era apenas um encontro informal, desde outubro de 2018, tomou uma dimensão maior. “A Alana (uma das amigas) teve a ideia de criar o movimento para a gente desmitificar este ambiente, considerado masculino. Muitas mulheres sempre quiseram frequentar, mas tinham medo de violência e assédio”, contou.
Elas divulgaram nas redes sociais esta ideia e a aceitação foi enorme, algo que, confessam, não esperavam. Em cinco meses, foram criados 12 grupos de conversa na internet, liderados pelas amigas, que já atingem todo o país, com mais de mil integrantes femininas.
“O objetivo maior é auxiliá-las na ida à Arena e compra de ingressos. Nós as buscamos nos pontos de encontro (normalmente nas estações de metrô) e então seguimos a pé juntas”, disse.

Glaucia lamenta que o assunto futebol ainda seja um tabu. “Dificilmente sofremos assédio, mas ainda há muito preconceito, no geral.” A executiva coloca um debate no ar. “Por que os homens não são questionados o porque torcem? Eles torcem e a frase tem ponto final. Nós mulheres precisamos explicar, vem sempre uma pergunta na sequência”. Ela diz que é comum que sejam desafiadas a mostrar o domínio sobre o assunto. “Perguntam para a gente o que é impedimento, por exemplo... Homem não precisa responder coisas deste tipo para ser aceito”, falou.
“É comum perguntarem também se somos corinthianas porque vem de família. Eu costumo responder que quem é corinthiano nasce corinthiano, não se torna”.
Entre elas, o papo é sobre a situação do time, contratações, desempenho dos jogadores, esquema tático, críticas, muitas críticas... “Coitado do Carille, nós nos achamos técnicas”, diverte-se. “Temos um jeito apaixonado de torcer, xingamos e nos emocionamos como qualquer homem naquelas arquibancadas”.
Neste tempo já são muitas histórias, que aconteceram desde o bar em Artur Alvim, até fora do Brasil. Muitas acompanham o elenco em competições internacionais. Glaucia resolveu “importar” alguns torcedores. “Meu chefe é mexicano e quando vem para cá pede para que eu o leve na minha segunda casa. Ficou apaixonado pelo time e pela Arena”.
O movimento Alvinegras quer trazer mais e mais pessoas para o estádio. Incentivar mulheres e também homens, por que não?
“Ouvimos relatos muito lindos. Recebemos um e-mail de uma torcedora que sofreu agressões num relacionamento durante muitos anos e tinha medo de tudo. Nós a apoiamos e ela passou a frequentar a Arena. Este incentivo deu à ela uma força de viver”. No fim, o que vale é a grande paixão pelo Corinthians na mesa de bar, em casa com os filhos, nos estádios, no lugar que quiserem, independentemente de gênero.
Corinthians,Mulheres,#RespeitaAsMinas
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A diretora comercial Glaucia Tremura, 42 anos, participa deste grupo, que surgiu há três anos. Hoje ela e as amigas são administradoras do “Movimento Alvinegras” e o que era apenas um encontro informal, desde outubro de 2018, tomou uma dimensão maior. “A Alana (uma das amigas) teve a ideia de criar o movimento para a gente desmitificar este ambiente, considerado masculino. Muitas mulheres sempre quiseram frequentar, mas tinham medo de violência e assédio”, contou.
Elas divulgaram nas redes sociais esta ideia e a aceitação foi enorme, algo que, confessam, não esperavam. Em cinco meses, foram criados 12 grupos de conversa na internet, liderados pelas amigas, que já atingem todo o país, com mais de mil integrantes femininas.
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Glaucia lamenta que o assunto futebol ainda seja um tabu. “Dificilmente sofremos assédio, mas ainda há muito preconceito, no geral.” A executiva coloca um debate no ar. “Por que os homens não são questionados o porque torcem? Eles torcem e a frase tem ponto final. Nós mulheres precisamos explicar, vem sempre uma pergunta na sequência”. Ela diz que é comum que sejam desafiadas a mostrar o domínio sobre o assunto. “Perguntam para a gente o que é impedimento, por exemplo... Homem não precisa responder coisas deste tipo para ser aceito”, falou.
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Postado por
Leonardo Pierrotti
-
3441 visitas - Fonte: Site Oficial
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