4/4/2018 08:24
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Conheça a história de Sidcley
Após rodar por incontáveis clubes, até nos Emirados Árabes, lateral espera ter vida longa no Timão
Ilustração: Mario Alberto
O que você fazia aos 12 anos? Sidcley, hoje lateral-esquerdo do Corinthians, já rodava o Brasil em busca de uma oportunidade no futebol.
Foram tantos clubes em que ele jogou e fez testes, que o jogador até perde as contas de quantas camisas vestiu.
– Futebol é assim, você vai tentando, batendo até entrar. Mas teve época que era f***, nada dava certo – recorda-se o lateral.
Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, Sidcley saiu de casa aos 12 anos, com a ajuda de um empresário. A primeira parada foi no Rio de Janeiro, para defender o Campo Grande. Após um ano, seguiu para Porto Alegre, onde realizou testes no Grêmio, mas não foi aprovado. Depois de quatro meses, foi a vez de tentar a sorte em São Paulo. Passou por Joanópolis, Barueri, Corinthians e até o Palmeiras, adversário deste domingo, às 16h, na final do Campeonato Paulista. Em nenhum deles o lateral conseguiu se firmar.
– Ele estava no sub-13, mas era tão pequenininho que o pessoal achava que ele tinha 10 anos. Andamos um monte, mas não demos sorte. Só no Corinthians foram três testes. O Sidcley passou por Ponte, Ituano, Paulista... – conta o agente Nilson Moura, que hospedou o jogador por dois anos em sua casa.
Sidcley chegou ao Corinthians em troca por empréstimo com Camacho (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
Ainda adolescente, Sidcley passou também pela base do São Caetano. Foi quando recebeu um convite para atuar simultaneamente em uma equipe de futsal, o São Bernardo Chase.
– Eu nem ganhava dinheiro, não. Fui para pegar ritmo mesmo. Estava treinando no campo, mas não ia para os jogos – afirma.
O problema é que tudo que Sidcley sabia fazer nas quadras era brincar; mal conhecia as regras do futsal.
Técnico do Chase na época, Hugo Leonardo foi o responsável por mostrar as diferenças entre a quadra e o campo para o jogador e ensinar os fundamentos do futsal. Para isso, foram necessárias algumas duras:
– O Sid se destacava pela habilidade e velocidade com a perna esquerda, porém, como todo moleque habilidoso, driblava em locais errados, e eu pegava no pé. Sou chato demais! O Sidcley era intenso para atacar, mas a disposição para marcar não era igual – comenta Hugo Leonardo.
A passagem pelo futsal durou pouco mais de um ano. O atleta já estava perto de completar 17 anos quando decidiu voltar à sua terra natal. Na época, ele ainda atuava como meia e aceitou um contrato curto para a disputa do Campeonato Capixada pelo Linhares.
Em sua primeira competição como profissional, o jogador se destacou e recebeu uma proposta surpreendente.
– Eu já estava com outro empresário. Ele tinha um jogador em Dubai e falou que o clube lá precisava de um outro brasileiro – relembra Sidcley.
– Não sabia nem falar "hi", nem oi eu conseguia dar. Mas falei: "Bora! Já rodei por tudo, não vou para lá?"
Com a ajuda de outros brasileiros, Sidcley se virou bem nos Emirados Árabes, onde ficou por um ano. No entanto, o Sharjah FC o utilizava apenas no time sub-20, e o jogador queria atuar entre os profissionais.
Assim, ele decidiu voltar ao Brasil e foi disputar a Série A2 do Campeonato Paulista pelo Catanduvense. Foi lá que deixou o meio de campo para se tornar lateral-esquerdo.
– O time só tinha um lateral e teve um jogo que, com cinco minutos, ele torceu o tornozelo. Aí o Ruy Scarpino, que era o técnico, me perguntou: "Você faz a lateral?" Pô, era a chance que eu tinha de mostrar o meu futebol. Aceitei na hora.
As boas atuações pela equipe do interior paulista o levaram em 2014 ao Atlético-PR, clube no qual passou mais tempo na carreira.
Porém, depois de três anos, quando o jogador já estava bem estabelecido em Curitiba e, enfim, pôde levar a família para perto, surgiu a chance de jogar pelo Corinthians. O lateral novamente fez as malas, deixou a filha de um ano e oito meses para trás e assinou contrato de empréstimo até o fim desta temporada.
Será que no Timão acaba a vida de andarilho, Sidcley?
– Se Deus quiser! É daqui para melhor!
O que você fazia aos 12 anos? Sidcley, hoje lateral-esquerdo do Corinthians, já rodava o Brasil em busca de uma oportunidade no futebol.
Foram tantos clubes em que ele jogou e fez testes, que o jogador até perde as contas de quantas camisas vestiu.
– Futebol é assim, você vai tentando, batendo até entrar. Mas teve época que era f***, nada dava certo – recorda-se o lateral.
Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, Sidcley saiu de casa aos 12 anos, com a ajuda de um empresário. A primeira parada foi no Rio de Janeiro, para defender o Campo Grande. Após um ano, seguiu para Porto Alegre, onde realizou testes no Grêmio, mas não foi aprovado. Depois de quatro meses, foi a vez de tentar a sorte em São Paulo. Passou por Joanópolis, Barueri, Corinthians e até o Palmeiras, adversário deste domingo, às 16h, na final do Campeonato Paulista. Em nenhum deles o lateral conseguiu se firmar.
– Ele estava no sub-13, mas era tão pequenininho que o pessoal achava que ele tinha 10 anos. Andamos um monte, mas não demos sorte. Só no Corinthians foram três testes. O Sidcley passou por Ponte, Ituano, Paulista... – conta o agente Nilson Moura, que hospedou o jogador por dois anos em sua casa.
Sidcley chegou ao Corinthians em troca por empréstimo com Camacho (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Ainda adolescente, Sidcley passou também pela base do São Caetano. Foi quando recebeu um convite para atuar simultaneamente em uma equipe de futsal, o São Bernardo Chase.
– Eu nem ganhava dinheiro, não. Fui para pegar ritmo mesmo. Estava treinando no campo, mas não ia para os jogos – afirma.
O problema é que tudo que Sidcley sabia fazer nas quadras era brincar; mal conhecia as regras do futsal.
Técnico do Chase na época, Hugo Leonardo foi o responsável por mostrar as diferenças entre a quadra e o campo para o jogador e ensinar os fundamentos do futsal. Para isso, foram necessárias algumas duras:
– O Sid se destacava pela habilidade e velocidade com a perna esquerda, porém, como todo moleque habilidoso, driblava em locais errados, e eu pegava no pé. Sou chato demais! O Sidcley era intenso para atacar, mas a disposição para marcar não era igual – comenta Hugo Leonardo.
A passagem pelo futsal durou pouco mais de um ano. O atleta já estava perto de completar 17 anos quando decidiu voltar à sua terra natal. Na época, ele ainda atuava como meia e aceitou um contrato curto para a disputa do Campeonato Capixada pelo Linhares.
Em sua primeira competição como profissional, o jogador se destacou e recebeu uma proposta surpreendente.
– Eu já estava com outro empresário. Ele tinha um jogador em Dubai e falou que o clube lá precisava de um outro brasileiro – relembra Sidcley.
– Não sabia nem falar "hi", nem oi eu conseguia dar. Mas falei: "Bora! Já rodei por tudo, não vou para lá?"
Com a ajuda de outros brasileiros, Sidcley se virou bem nos Emirados Árabes, onde ficou por um ano. No entanto, o Sharjah FC o utilizava apenas no time sub-20, e o jogador queria atuar entre os profissionais.
Assim, ele decidiu voltar ao Brasil e foi disputar a Série A2 do Campeonato Paulista pelo Catanduvense. Foi lá que deixou o meio de campo para se tornar lateral-esquerdo.
– O time só tinha um lateral e teve um jogo que, com cinco minutos, ele torceu o tornozelo. Aí o Ruy Scarpino, que era o técnico, me perguntou: "Você faz a lateral?" Pô, era a chance que eu tinha de mostrar o meu futebol. Aceitei na hora.
As boas atuações pela equipe do interior paulista o levaram em 2014 ao Atlético-PR, clube no qual passou mais tempo na carreira.
Porém, depois de três anos, quando o jogador já estava bem estabelecido em Curitiba e, enfim, pôde levar a família para perto, surgiu a chance de jogar pelo Corinthians. O lateral novamente fez as malas, deixou a filha de um ano e oito meses para trás e assinou contrato de empréstimo até o fim desta temporada.
Será que no Timão acaba a vida de andarilho, Sidcley?
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Postado por
Lucas Guimarães Anuzi Pereira
-
8667 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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gosto do futebol dele, mais ainda faltam alguns detalhes de marcação pra ser corrigido e isso com o tempo o Carile conseguirá e ele fechará contrato com o corinthians em definitivo.....em breve seleção
ta faltando mais raça...mas eh bom jogador
bom lateral!!! vai daruitas alegrias para fiel torcida.... vai Corinthians