1/9/2016 17:18
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Corinthians: ano 106
Vou logo dizendo aos corintianos: posso se considerado um "anti".
Mas não pensem que eu sou desses "antis" que acham que todo o mal do futebol brasileiro é o Corinthians. Tenho tamanha simpatia pelo clube e o chamado "Timão" me emocionou em inúmeras oportunidades e confesso que o clube teve a minha torcida em várias oportunidades.
O meu apreço pelo Corinthians está na minha origem. Nasci no mesmo bairro que o time foi fundado, o bairro paulistano do Bom Retiro, e casa em que eu morei até completar sete anos estava localizada a menos de cinco quadras da famosa esquina que Rua Cônego Martins com a Rua Jose Paulino, local onde foi fundado o clube.
Sem dizer que grande parte dos meus familiares e amigos torciam - e ainda torcem - para o Corinthians. Portanto, a minha infância me faz ter simpatia pelo Corinthians, pois nos longos almoços de domingos o assunto era futebol e as discussões entre palmeirenses e corintianos - como no bairro como um todo - eram recheadas de brincadeiras e de bom humor. De vez em quando, saia um "porco" para cá - no tempo que isso era uma ofensa para que torcia para o Palmeiras - e um "sofredor" pra lá, pois o Corinthians viva um longo e interminável jejum de títulos.
Acho que não dá separar o Corinthians de sua imensa torcida - ela que se tornou Fiel nos 23 anos - entre 1954 e 1977 - sem nenhum título paulista. Essa comunhão entre clube e seu torcedores faz o Corinthians um clube especial. E isso sempre me chamou a atenção.
Por exemplo, em 1976, torci pelo Corinthians na célebre invasão do Maracanã - vitória do time paulista nos pênaltis sobre o Fluminense. Também não deu para ficar indiferente durante as comemorações do título do Campeonato Paulista de 1977. A série de partidas finais contra a Ponte Preta foi uma autêntica epopeia. A festa pelo final do jejum de títulos, que terminou com um gol de Basílio, ainda está bem viva na minha memória, principalmente a invasão de campo após a conquista do título e os inúmeros corintianos que atravessaram o campo de joelhos.
Para não ficar só em recordações da infância, há as lembranças do Mundial de 2012. Não vou dizer quantos corintianos estavam no Japão, mas em todos os lugares o " vai Corinthians" fazia eco nas ruas japonesas. Fora o que aconteceu nos dois estádios, com a festa da Fiel atraindo os olhares curiosos dos japoneses. Eu estava lá e do outro lado do mundo acompanhei o dia que o planeta virou alvinegro.
Lógico que a torcida conta, mas há alguns jogadores que também ajudam a qualquer um ter admiração pelo Corinthians.
No meu caso gosto de citar três.
Um deles foi Rivellino, que era um dos jogadores que eu gostava de ser nas peladas - até pelo fato de ser canhoto. O meia tinha técnica e um campo se desdobrava, pena que não tenha ganho um título pelo clube e tenha tido que deixar o Corinthians após uma derrota para o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista de 1974.
Também há a dupla Sócrates e Casagrande. O primeiro era um craque, ao mesmo tempo em que nem parecia ser um jogador de futebol ou atleta. Ele decidia os jogos em campo de maneira genial - que de tão espetacular parecia simples - e fugia do padrão de jogador de futebol, aparecendo em shows e tendo participação política, em um país que ainda vivia comandado por militares. Já Casagrande era o símbolo que todo adolescente gostaria de ser. Aos 19 anos, ele era titular e artilheiro do Corinthians sem perder a rebeldia dentro e fora dos campos.
O time da chamada Democracia Corintiana, com Sócrates sendo um dos mentores e líderes, foi reverenciado não por conquistar o bicampeonato paulista de 1982/83 mas também por mostrar para uma geração, o que era viver em um regime democrático.
No Corinthians, a relação tão intensa entre torcida e o time consegue que jogadores comuns se transformem em grandes jogadores - característica que não existe em outros clubes. Por isso, só o Corinthians, mesmo com um time recheado de jogadores ruins tecnicamente, nunca pode ser descartado em qualquer competição.
Ainda não me acostumei em ver o Corinthians jogando em sua moderna Arena, mas torço que o clube, mesmo se modernizando, não perca nunca a sua essência de ser o time do povo.
Mas não pensem que eu sou desses "antis" que acham que todo o mal do futebol brasileiro é o Corinthians. Tenho tamanha simpatia pelo clube e o chamado "Timão" me emocionou em inúmeras oportunidades e confesso que o clube teve a minha torcida em várias oportunidades.
O meu apreço pelo Corinthians está na minha origem. Nasci no mesmo bairro que o time foi fundado, o bairro paulistano do Bom Retiro, e casa em que eu morei até completar sete anos estava localizada a menos de cinco quadras da famosa esquina que Rua Cônego Martins com a Rua Jose Paulino, local onde foi fundado o clube.
Sem dizer que grande parte dos meus familiares e amigos torciam - e ainda torcem - para o Corinthians. Portanto, a minha infância me faz ter simpatia pelo Corinthians, pois nos longos almoços de domingos o assunto era futebol e as discussões entre palmeirenses e corintianos - como no bairro como um todo - eram recheadas de brincadeiras e de bom humor. De vez em quando, saia um "porco" para cá - no tempo que isso era uma ofensa para que torcia para o Palmeiras - e um "sofredor" pra lá, pois o Corinthians viva um longo e interminável jejum de títulos.
Acho que não dá separar o Corinthians de sua imensa torcida - ela que se tornou Fiel nos 23 anos - entre 1954 e 1977 - sem nenhum título paulista. Essa comunhão entre clube e seu torcedores faz o Corinthians um clube especial. E isso sempre me chamou a atenção.
Por exemplo, em 1976, torci pelo Corinthians na célebre invasão do Maracanã - vitória do time paulista nos pênaltis sobre o Fluminense. Também não deu para ficar indiferente durante as comemorações do título do Campeonato Paulista de 1977. A série de partidas finais contra a Ponte Preta foi uma autêntica epopeia. A festa pelo final do jejum de títulos, que terminou com um gol de Basílio, ainda está bem viva na minha memória, principalmente a invasão de campo após a conquista do título e os inúmeros corintianos que atravessaram o campo de joelhos.
Para não ficar só em recordações da infância, há as lembranças do Mundial de 2012. Não vou dizer quantos corintianos estavam no Japão, mas em todos os lugares o " vai Corinthians" fazia eco nas ruas japonesas. Fora o que aconteceu nos dois estádios, com a festa da Fiel atraindo os olhares curiosos dos japoneses. Eu estava lá e do outro lado do mundo acompanhei o dia que o planeta virou alvinegro.
Lógico que a torcida conta, mas há alguns jogadores que também ajudam a qualquer um ter admiração pelo Corinthians.
No meu caso gosto de citar três.
Um deles foi Rivellino, que era um dos jogadores que eu gostava de ser nas peladas - até pelo fato de ser canhoto. O meia tinha técnica e um campo se desdobrava, pena que não tenha ganho um título pelo clube e tenha tido que deixar o Corinthians após uma derrota para o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista de 1974.
Também há a dupla Sócrates e Casagrande. O primeiro era um craque, ao mesmo tempo em que nem parecia ser um jogador de futebol ou atleta. Ele decidia os jogos em campo de maneira genial - que de tão espetacular parecia simples - e fugia do padrão de jogador de futebol, aparecendo em shows e tendo participação política, em um país que ainda vivia comandado por militares. Já Casagrande era o símbolo que todo adolescente gostaria de ser. Aos 19 anos, ele era titular e artilheiro do Corinthians sem perder a rebeldia dentro e fora dos campos.
O time da chamada Democracia Corintiana, com Sócrates sendo um dos mentores e líderes, foi reverenciado não por conquistar o bicampeonato paulista de 1982/83 mas também por mostrar para uma geração, o que era viver em um regime democrático.
No Corinthians, a relação tão intensa entre torcida e o time consegue que jogadores comuns se transformem em grandes jogadores - característica que não existe em outros clubes. Por isso, só o Corinthians, mesmo com um time recheado de jogadores ruins tecnicamente, nunca pode ser descartado em qualquer competição.
Ainda não me acostumei em ver o Corinthians jogando em sua moderna Arena, mas torço que o clube, mesmo se modernizando, não perca nunca a sua essência de ser o time do povo.
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Postado por
Edson Alan Melo
-
3627 visitas - Fonte: Blog PERON NA ARQUIBAN
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Parabens pra vc nesta data querida ,muitas felicidades muitos anos de vida.VAI CORINTHIANS.
Salve, salve meu timão, é lindo ver o Corinthians contagiando e sacudindo esta cidade, parabéns Corinthians
Salve, salve meu timão, é lindo ver o Corinthians contagiando e sacudindo esta cidade, parabéns Corinthians
Salve, salve meu timão, é lindo ver o Corinthians contagiando e sacudindo esta cidade, parabéns Corinthians
Feliz aniversário corinthias tudo de bom , e muitos títulos. VAI CORINTHIAS! !!!!!!!!!
feliz aniversario meu corinthingão <br />vaiiiii corinthians