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Corinthians prioriza bancos e empreiteiras, esquece 'pequenos' e pena para pagar arena
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Arena Corinthians tem dívida total de R$ 1,2 milhão
O Corinthians foi atrás de bancos e empreiteiras para pagar praticamente metade da sua Arena erguida em Itaquera com os incentivos fiscais dados pela prefeitura paulistana. Um ano e meio depois, arrecadou R$ 24,8 milhões dos R$ 420 milhões que podem render os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs). E o clube despreza os pequenos empresários e torcedores mais abastados, que poderiam fazer com os títulos um bom negócio para eles e para o clube.
CIDs são papéis emitidos pela prefeitura para o abatimento de tributos municipais como ISS e IPTU. Podem ser adquiridos tanto por pessoas jurídicas (empresas) como pessoas físicas (no caso, o torcedor), conforme lei sancionada na cidade em 2011.
Por meio do fundo que administra a Arena, o Corinthians passou a comercializar os certificados no ano passado, mas com foco apenas em pessoas jurídicas.
"Para ser sincero, não analisamos a comercialização dos certificados para pessoas físicas. Talvez não tenhamos nos atento ao torcedor e empresário corintiano até porque os valores dos certificados são altos. O foco acabou voltado para a comercialização para bancos e empreiteiras", admitiu Emerson Piovesan, diretor financeiro do clube, à ESPN.
"R$ 500 milhões em IPTU é um processo longo. Nós estamos em cima das grandes corporações, tem isso, pois isso se paga mais e mensal", confirmou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, também ao ESPN.com.br.
O valor mínimo estipulado por lei para venda dos CIDs é R$ 50 mil, sendo permitido adquirir quantos certificados quiser. A exigência é que o comprador não tenha qualquer débito com o munícipio. O que pode tornar a aquisição dos títulos um bom negócio é que o Corinthians tem autorização para realizar as vendas com descontos.
Segundo informou a secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura à reportagem, o que vale para o município é o valor de face do documento. Assim, mesmo que o Corinthians negocie um certificado por R$ 40 mil, por exemplo, o valor que será abatido de tributos será R$ 50 mil.
Outra vantagem: o valor dos CIDs é corrigido regularmente pelo índice IPCA/IBGE. Para efeito de abatimento de imposto, valerá sempre o valor corrigido. Hoje, o valor corrigido é R$ 58 mil.
Como a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, donos de residências/mansões em bairros nobres da capital poderiam se beneficiar. O mesmo raciocínio vale para comerciantes que possuem estabelecimentos em áreas de alto valor.

GETTY
Torcida corintiana na Arena em Itaquera
Até aqui foram transferidos 700 certificados, que resultaram em R$ 24,8 milhões revertidos para o pagamento da dívida pela construção da arena. Os compradores foram a Odebrecht, responsável pela construção da Arena e que administra o fundo do estádio, e os consórcios que administram as linhas 5 (lilás) e 6 (laranja) do Metrô em São Paulo.
O consórcio da primeira é formado pelas construtoras Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, enquanto o da segunda tem Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC e pelo Fundo Eco Realty.
O Corinthians admite dificuldade para realizar as vendas. Entre os motivos, citou a crise financeira no país e principalmente uma ação do Ministério Público em 2012, questionando a legalidade da emissão dos certificados para pagamento da construção do estádio.
"Isso criou uma insegurança, especialmente nos bancos. Nosso trabalho é tentar tirar esse receio e mostrar o quanto é interessante adquirir o CID. O momento difícil ainda não passou, mas nossa previsão é arrecadar neste ano R$ 60 milhões", disse Piovesan.
A dívida total do Corinthians pela construção da Arena em Itaquera é de R$ 1,2 milhão. A expectativa do clube era arrecadar metade com a venda da exploração do nome do estádio e metade via CIDs. O restante seria completado com empréstimos e a renda dos jogos.
"A conta é a seguinte: devemos mais ou menos, com juros, já R$ 1,2 bilhão. Temos mais ou menos R$ 500 milhões de CIDs mais o nome do estádio com uns R$ 350 milhões, mais uns R$ 50 milhões de descontos que não foram realizados na obra, aí sobram uns R$ 350 milhões para pagar em 12 anos [até 2015]. A conta é essa", disse Sanchez.
O valor arrecadado até agora com os CIDs corresponde a 6% do total de R$ 420 milhões que o clube pode obter, segundo informou a prefeitura.
Arena Corinthians tem dívida total de R$ 1,2 milhão
O Corinthians foi atrás de bancos e empreiteiras para pagar praticamente metade da sua Arena erguida em Itaquera com os incentivos fiscais dados pela prefeitura paulistana. Um ano e meio depois, arrecadou R$ 24,8 milhões dos R$ 420 milhões que podem render os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs). E o clube despreza os pequenos empresários e torcedores mais abastados, que poderiam fazer com os títulos um bom negócio para eles e para o clube.
CIDs são papéis emitidos pela prefeitura para o abatimento de tributos municipais como ISS e IPTU. Podem ser adquiridos tanto por pessoas jurídicas (empresas) como pessoas físicas (no caso, o torcedor), conforme lei sancionada na cidade em 2011.
Por meio do fundo que administra a Arena, o Corinthians passou a comercializar os certificados no ano passado, mas com foco apenas em pessoas jurídicas.
"Para ser sincero, não analisamos a comercialização dos certificados para pessoas físicas. Talvez não tenhamos nos atento ao torcedor e empresário corintiano até porque os valores dos certificados são altos. O foco acabou voltado para a comercialização para bancos e empreiteiras", admitiu Emerson Piovesan, diretor financeiro do clube, à ESPN.
"R$ 500 milhões em IPTU é um processo longo. Nós estamos em cima das grandes corporações, tem isso, pois isso se paga mais e mensal", confirmou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, também ao ESPN.com.br.
O valor mínimo estipulado por lei para venda dos CIDs é R$ 50 mil, sendo permitido adquirir quantos certificados quiser. A exigência é que o comprador não tenha qualquer débito com o munícipio. O que pode tornar a aquisição dos títulos um bom negócio é que o Corinthians tem autorização para realizar as vendas com descontos.
Segundo informou a secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura à reportagem, o que vale para o município é o valor de face do documento. Assim, mesmo que o Corinthians negocie um certificado por R$ 40 mil, por exemplo, o valor que será abatido de tributos será R$ 50 mil.
Outra vantagem: o valor dos CIDs é corrigido regularmente pelo índice IPCA/IBGE. Para efeito de abatimento de imposto, valerá sempre o valor corrigido. Hoje, o valor corrigido é R$ 58 mil.
Como a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, donos de residências/mansões em bairros nobres da capital poderiam se beneficiar. O mesmo raciocínio vale para comerciantes que possuem estabelecimentos em áreas de alto valor.

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Torcida corintiana na Arena em Itaquera
Até aqui foram transferidos 700 certificados, que resultaram em R$ 24,8 milhões revertidos para o pagamento da dívida pela construção da arena. Os compradores foram a Odebrecht, responsável pela construção da Arena e que administra o fundo do estádio, e os consórcios que administram as linhas 5 (lilás) e 6 (laranja) do Metrô em São Paulo.
O consórcio da primeira é formado pelas construtoras Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, enquanto o da segunda tem Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC e pelo Fundo Eco Realty.
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"Isso criou uma insegurança, especialmente nos bancos. Nosso trabalho é tentar tirar esse receio e mostrar o quanto é interessante adquirir o CID. O momento difícil ainda não passou, mas nossa previsão é arrecadar neste ano R$ 60 milhões", disse Piovesan.
A dívida total do Corinthians pela construção da Arena em Itaquera é de R$ 1,2 milhão. A expectativa do clube era arrecadar metade com a venda da exploração do nome do estádio e metade via CIDs. O restante seria completado com empréstimos e a renda dos jogos.
"A conta é a seguinte: devemos mais ou menos, com juros, já R$ 1,2 bilhão. Temos mais ou menos R$ 500 milhões de CIDs mais o nome do estádio com uns R$ 350 milhões, mais uns R$ 50 milhões de descontos que não foram realizados na obra, aí sobram uns R$ 350 milhões para pagar em 12 anos [até 2015]. A conta é essa", disse Sanchez.
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Postado por Marcos - 4296 visitas - Fonte: ESPN
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