29/3/2016 12:30
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Da 4ª divisão de SP à Seleção em seis anos: a ascensão meteórica de Felipe
Agora titular do Corinthians e convocado por Dunga, zagueiro defendia o União Mogi na última divisão do futebol paulista em 2010. Pai e amigos relembram trajetória
Felipe foi convocado para o lugar de David Luiz, que está suspenso (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
O ano era 2010. A maioria dos jogadores da seleção brasileira que enfrenta o Paraguai às 21h45 (horário de Brasília) desta terça-feira, em Assunção, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, já atuava por grandes clubes, sejam eles brasileiros ou europeus. Àquela altura, alguns até ostentavam currículos recheados de títulos, haviam passado pelas seleções principal e de base e eram facilmente reconhecidos nas ruas.
Felipe, no entanto, podia andar tranquilamente por um shopping ou pelo movimentado Mercado Municipal de São Paulo, onde trabalhou com a venda de cogumelos, que não seria abordado por algum fã.
O zagueiro, convocado para a vaga do suspenso David Luiz, vivia um mundo oposto ao glamour da Seleção e que ainda é a realidade de muitos atletas no Brasil: ele lutava para tirar o União Mogi da dura quarta (e última) divisão do futebol paulista.
– Ele mesmo me deu a notícia (da convocação). Foi alegria total. A família ficou eufórica. Não é uma coisa normal, que acontece todos os dias – diz o pai de Felipe, Carlos, que segue morando em Mogi das Cruzes.
– Em 2009, fui junto com ele ao colégio retirar o histórico escolar, que era necessário para o primeiro registro como atleta sub-20. Conversando no carro, ele disse: será mesmo que vamos conseguir subir com o União? Eu falei que isso era consequência do trabalho. Ele perguntou também da carreira, e eu disse que via, sim, habilidade suficiente nele para um dia até chegar à Seleção, quem sabe – diz Senerito Souza, atual presidente do União Mogi e na época diretor do clube.

Em 2010, Felipe defendeu o time profissional do União Mogi (Foto: Arquivo Pessoal/Xandy Moraes)
Em 2010, Felipe foi titular de praticamente toda a campanha do União Mogi na busca pelo acesso à Série A3. O time até começou bem, mas caiu na segunda fase com seis derrotas em seis jogos em meio a vários problemas recorrentes nos clubes da quarta divisão, principalmente o atraso nos salários. Felipe teve de lidar com essas dificuldades, ao mesmo tempo em que fez amizades que perduram até hoje.
– É um orgulho grande não só para mim, mas para toda a cidade. Um cara que saiu daqui de Mogi, jogava bola na várzea também, ninguém dava nada por ele. Foi um salto muito rápido. Ele gosta muito do Miranda e de outros dois jogadores que não vai ter a oportunidade de jogar junto, o Thiago Silva e o Neymar. Até brinquei que ele vai para a Disney e não vai ver o Mickey – diz o amigo e atacante Xandy, que em 2016 novamente vai defender o União Mogi na quarta divisão de SP.
Do União, Felipe seguiu para o Bragantino, em 2011, até ser contratado pelo Corinthians, em 2012. No Timão, o zagueiro demorou para se firmar, chegando a enfrentar a desconfiança e as críticas da torcida em alguns momentos. No ano passado, porém, ele ganhou espaço e foi peça importante do título do Campeonato Brasileiro. O pai acompanhou essa evolução sempre de perto.
– Sou suspeito para falar porque sempre acreditei no meu filho. Em todos os clubes por que passou, até mesmo na várzea, ele nunca demorou para se firmar. E a crítica em um clube grande é normal, acontece até por uma falha mínima. Como já sabíamos disso, pouco me abatia. Sempre conversei muito com ele. Sobre o Tite, mais do que eu, ele acreditou e apostou no Felipe, que trabalhou e fez o que tinha de ser feito – diz o pai do jogador.
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O pai de Felipe se mostra esperançoso com o futuro do filho, que em maio completa 27 anos e que no ano passado renovou seu contrato com o Corinthians até 2018. Ele espera também ver o nome do zagueiro em futuras convocações da Seleção.<br />
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– Acredito muito que ele possa continuar (na Seleção). Nunca vou deixar de acreditar. Também temos que ter o pé no chão, pensar no momento. Sobre um dia ele jogar na Europa, precisa ver o que é bom. Se chegar alguma coisa, é claro que a gente vai ver, mas nem sempre o que vem da Europa é melhor do que o que está aqui.<br />
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O ano era 2010. A maioria dos jogadores da seleção brasileira que enfrenta o Paraguai às 21h45 (horário de Brasília) desta terça-feira, em Assunção, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, já atuava por grandes clubes, sejam eles brasileiros ou europeus. Àquela altura, alguns até ostentavam currículos recheados de títulos, haviam passado pelas seleções principal e de base e eram facilmente reconhecidos nas ruas.
Felipe, no entanto, podia andar tranquilamente por um shopping ou pelo movimentado Mercado Municipal de São Paulo, onde trabalhou com a venda de cogumelos, que não seria abordado por algum fã.
O zagueiro, convocado para a vaga do suspenso David Luiz, vivia um mundo oposto ao glamour da Seleção e que ainda é a realidade de muitos atletas no Brasil: ele lutava para tirar o União Mogi da dura quarta (e última) divisão do futebol paulista.
– Ele mesmo me deu a notícia (da convocação). Foi alegria total. A família ficou eufórica. Não é uma coisa normal, que acontece todos os dias – diz o pai de Felipe, Carlos, que segue morando em Mogi das Cruzes.
– Em 2009, fui junto com ele ao colégio retirar o histórico escolar, que era necessário para o primeiro registro como atleta sub-20. Conversando no carro, ele disse: será mesmo que vamos conseguir subir com o União? Eu falei que isso era consequência do trabalho. Ele perguntou também da carreira, e eu disse que via, sim, habilidade suficiente nele para um dia até chegar à Seleção, quem sabe – diz Senerito Souza, atual presidente do União Mogi e na época diretor do clube.

Em 2010, Felipe defendeu o time profissional do União Mogi (Foto: Arquivo Pessoal/Xandy Moraes)
Em 2010, Felipe foi titular de praticamente toda a campanha do União Mogi na busca pelo acesso à Série A3. O time até começou bem, mas caiu na segunda fase com seis derrotas em seis jogos em meio a vários problemas recorrentes nos clubes da quarta divisão, principalmente o atraso nos salários. Felipe teve de lidar com essas dificuldades, ao mesmo tempo em que fez amizades que perduram até hoje.
– É um orgulho grande não só para mim, mas para toda a cidade. Um cara que saiu daqui de Mogi, jogava bola na várzea também, ninguém dava nada por ele. Foi um salto muito rápido. Ele gosta muito do Miranda e de outros dois jogadores que não vai ter a oportunidade de jogar junto, o Thiago Silva e o Neymar. Até brinquei que ele vai para a Disney e não vai ver o Mickey – diz o amigo e atacante Xandy, que em 2016 novamente vai defender o União Mogi na quarta divisão de SP.
Do União, Felipe seguiu para o Bragantino, em 2011, até ser contratado pelo Corinthians, em 2012. No Timão, o zagueiro demorou para se firmar, chegando a enfrentar a desconfiança e as críticas da torcida em alguns momentos. No ano passado, porém, ele ganhou espaço e foi peça importante do título do Campeonato Brasileiro. O pai acompanhou essa evolução sempre de perto.
– Sou suspeito para falar porque sempre acreditei no meu filho. Em todos os clubes por que passou, até mesmo na várzea, ele nunca demorou para se firmar. E a crítica em um clube grande é normal, acontece até por uma falha mínima. Como já sabíamos disso, pouco me abatia. Sempre conversei muito com ele. Sobre o Tite, mais do que eu, ele acreditou e apostou no Felipe, que trabalhou e fez o que tinha de ser feito – diz o pai do jogador.
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O pai de Felipe se mostra esperançoso com o futuro do filho, que em maio completa 27 anos e que no ano passado renovou seu contrato com o Corinthians até 2018. Ele espera também ver o nome do zagueiro em futuras convocações da Seleção.<br />
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– Acredito muito que ele possa continuar (na Seleção). Nunca vou deixar de acreditar. Também temos que ter o pé no chão, pensar no momento. Sobre um dia ele jogar na Europa, precisa ver o que é bom. Se chegar alguma coisa, é claro que a gente vai ver, mas nem sempre o que vem da Europa é melhor do que o que está aqui.<br />
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Postado por Marcos - 5124 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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