2/5/2014 08:10

Rincón, Bebeto e Léo Silva: relembre transferências polêmicas entre rivais

Mudança de Alan Kardec do Palmeiras para o São Paulo não é único episódio em que uma saída de jogador causa crise entre as diretorias. Confira a lista

Rincón, Bebeto e Léo Silva: relembre transferências polêmicas entre rivais
RICARDINHO (CORINTHIANS/SÃO PAULO)
Bicampeão brasileiro e campeão mundial pelo Corinthians, o meia Ricardinho trocou de clube em 2002, mesmo com mais dois anos de contrato a cumprir. Após a Copa do Mundo daquele ano, o jogador forçou sua saída do Parque São Jorge e aceitou a proposta do São Paulo, que desembolsou R$ 4 milhões para tê-lo. Ricardinho pagou R$ 2 milhões para rescindir seu contrato com o Corinthians, e o Tricolor o ressarciu posteriormente. O meia ainda retornaria ao Timão em 2006, mas sem o mesmo sucesso de antes.

Alan Kardec causou uma crise diplomática entre dois vizinhos ao negociar com o São Paulo, seu novo clube, durante o fim do contrato com o Palmeiras. O presidente alviverde, Paulo Nobre, acusou o Tricolor de antiético por assediar o artilheiro. Mas essa não foi a primeira vez em que dois rivais se estranham quando um deles tira um jogador do outro.

Em 1989, Bebeto foi protagonista de um episódio semelhante ao de Alan. O atacante deixou o Flamengo e foi para o Vasco enquanto negociava sua renovação de contrato. Os grandes de Minas também já trocaram rusgas por situações semelhantes. Herói do título da Libertadores, o zagueiro Leonardo Silva também deixou o Cruzeiro após não renovar o vínculo. Na década de 1980, o lateral-direito Nelinho fez o mesmo caminho. E ainda há outros exemplos. Confira alguns deles:

BEBETO (FLAMENGO/VASCO)



O atacante Bebeto, campeão do Brasileiro de 1983 e da Copa União de 1987, provocou polêmica ao trocar o Flamengo pelo Vasco em julho de 1989. Durante a novela em que se transformou a negociação de sua extensão de contrato, os cruz-maltinos fizeram uma proposta e acertaram com o jogador.

O Flamengo primeiro tentou interromper na Justiça a transferência, mas não conseguiu, e depois fez proposta igual à do Vasco. Mas o baiano preferiu ir para São Januário, o que irritou muitos rubro-negros. Em 1996, ele voltou à Gávea, mas pouco rendeu.

NELINHO (CRUZEIRO/ATLÉTICO-MG)



O lateral-direito Nelinho quebrou um tabu que durava quase 26 anos ao ser negociado de um gigante mineiro para outro. O campeão da Libertadores de 1976 - e convocado para as Copas de 1974 e 1978 - estava encostado no Cruzeiro do técnico Iustrich (no vídeo, Nelinho critica o treinador)e rumou para o Atlético-MG, clube pelo qual seria quatro vezes campeão mineiro. Antes dele, Sinval havia sido o último a trocar um rival pelo outro, só que no sentido inverso, em 1956.

LEONARDO SILVA (CRUZEIRO/ATLÉTICO-MG)



Outra troca entre os rivais mineiros também causou polêmica. Leonardo Silva passou um mês negociando renovação de contrato com o Cruzeiro, depois de outros seis de recuperação de séria lesão no joelho.

Não chegou a um acordo e aceitou proposta do Atlético-MG. Cinco dias depois, em janeiro de 2011, a diretoria celeste acionou a Justiça do Trabalho alegando que o atleta não teria cumprido uma cláusula de prorrogação do contrato. Em maio de 2012, a Justiça considerou a ação do Cruzeiro

LEANDRO AMARAL (VASCO/FLUMINENSE)



O atacante Leandro Amaral fazia um ótimo Brasileiro pelo Vasco em 2007, quando foi sondado pelo Fluminense. No fim da temporada, ele entrou na Justiça contra o Cruz-Maltino, alegando que seu contrato havia sido renovado unilateralmente e, por meio de liminar, conseguiu se desvincular e assinar com o Tricolor. Uma batalha no tribunal fez com que a transferência fosse invalidada e depois confirmada. Leandro Amaral chegou a atuar pelo Fluminense em 2008, mas uma vitória do Vasco na Justiça o devolveu a São Januário.

RINCÓN (CORINTHIANS/SANTOS)




Menos de um mês após levantar a taça de campeão mundial de clubes e de ter assinado pré-contrato com o Corinthians, o colombiano Freddy Rincón firmou vínculo com o Santos para ganhar US$ 80 mil - cerca de R$ 185 mil na época - a mais.

No dia 2 de fevereiro de 2000, a diretoria corintiana foi pega de surpresa com o acerto e cobrou US$ 4,8 milhões - R$ 8,9 milhões - de multa rescisória por ter feito o pré-acordo com o volante. Por meio de liminar obtida na Justiça, o Santos conseguiu regularizar o jogador alguns dias depois.

THIAGO NEVES (FLAMENGO/FLUMINENSE)



Após fazer dupla com Ronaldinho Gaúcho no Brasileirão de 2011 e ajudar o Flamengo a conquistar a vaga na Libertadores, o meia Thiago Neves frustrou os rubro-negros. O Fla tentou renovar o contrato de empréstimo com o Al Hilal ao final da temporada, esteve perto do acerto, mas o Fluminense levou a melhor. O Tricolor entrou em acordo com os árabes e assinou com o meia por quatro anos, causando mal-estar com a diretoria flamenguista.


CARLOS ALBERTO DIAS (FLAMENGO/BOTAFOGO)



No início de 1990, o meia Carlos Alberto Dias assinou um pré-contrato com o Botafogo, mas depois acertou com o Flamengo. Treinou por uma semana na Gávea, mas o presidente alvinegro na época, Emil Pinheiro, fez valer o acordo que havia feito com o meia e o tirou do rival. O Rubro-Negro até cogitou brigar na Justiça para ter Carlos Alberto Dias, mas o contrato com o jogador havia sido firmado após o prazo de inscrição

GABRIEL (GRÊMIO/INTERNACIONAL)



No início do ano passado, o lateral-direito Gabriel se desligou do Grêmio após entrar em atrito com o então treinador Vanderlei Luxemburgo e rumou para o Beira-Rio. O acerto aconteceu um dia após a rescisão com os tricolores. Em sua apresentação no Inter, Gabriel ainda cutucou o rival e disse que torceria pela queda do Grêmio na Libertadores diante da LDU, na primeira fase da competição.


MARCELINHO CARIOCA (CORINTHIANS/SANTOS)





Bicampeão brasileiro e campeão mundial pelo Corinthians, o meia Marcelinho Carioca estava isolado no clube durante o início do nacional de 2001. Afastado por Vanderlei Luxemburgo após entrar em atrito com jogadores e a diretoria, o jogador conseguiu se desvincular por meio de ação na Justiça e se transferiu para o Santos, não obtendo um bom rendimento. Permaneceu apenas até o fim daquela temporada no Peixe.


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