15/4/2014 10:07

Apenas duas das 12 sedes da Copa começaram a instalar estruturas temporárias.

Consideradas fundamentais pela Fifa para a realização da Copa do Mundo, as estruturas temporárias foram iniciadas em apenas duas das 12 cidades-sede a menos de dois meses da competição e tornaram-se o mais recente impasse nos conturbados preparativos do Brasil.

O caso mais preocupante ocorre em São Paulo, devido à indefinição de quem vai pagar pelas instalações, que englobam estruturas para as áreas de tecnologia, segurança e imprensa e ficam no entorno dos estádios. Por contrato, os donos dos estádios são os responsáveis por arcar com os custos - que vão de R$ 22 milhões a cerca de R$ 60 milhões, dependendo da sede -, mas o Corinthians não quer bancar sozinho, e a prefeitura e o governo de São Paulo avisaram que não vão colocar dinheiro público.

"Não temos uma definição sobre os custos das estruturas provisórias. O Corinthians está negociando com parceiros para esse pagamento. Se isso não acontecer, o clube pagará com recursos próprios", disse o responsável do time pelas obras, Andrés Sanchez, em nota à Reuters.

O custo das estruturas no estádio paulista, sede da abertura do Mundial, em 12 de junho, chegaria a R$ 60 milhões, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, e o tempo de instalação é uma preocupação, já que elas demoram de um a dois meses para ficar prontas, segundo representantes das cidades-sede. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, esteve no Brasil no final de março para resolver problemas sobre as estruturas temporárias, mas deixou o país sem uma definição do que vai ocorrer na Arena Corinthians.

"O principal desafio são as estruturas temporárias...sem elas não podemos ter toda a estrutura de TV, de hospitalidade. As cidades e governos precisam correr para ter essas instalações prontas para a Copa", afirmou Valcke em um vídeo no mês passado. O Comitê Organizador Local (COL) disse em nota à Reuters que "a montagem ocorre gradativamente entre abril, maio e junho" e que "há tempo hábil para que todos os estádios estejam prontos e sejam testados para a Copa do Mundo".

Se em São Paulo ainda não há acordo, os outros dois estádios privados encontraram soluções recentemente. Em Curitiba, a prefeitura vai pagar 22 milhões de reais pelas estruturas da Arena da Baixada, do Atlético-PR, que tiveram parte da infraestrutura iniciada neste ano, disse a secretaria municipal da Copa. Em Porto Alegre, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou no fim de março projeto de lei que concede isenção fiscal de até 25 milhões de reais às empresas que financiarem a instalação das estruturas temporárias.

O Internacional, dono do Beira-Rio, definiu no início do mês as empresas responsáveis pela instalação, depois de afirmar que não pagaria por isso, o que, segundo o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, colocou em risco a permanência da cidade como sede do Mundial.

Tempo exíguo

Nas outras nove cidades, os custos ficarão com os governos do Estado, que são os responsáveis pelos estádios. A maior parte dessas sedes está em fase final de licitação, e em apenas uma delas, Recife, foi iniciado o trabalho de instalação de cercas, tendas e todos os equipamentos necessários para receber a Copa, em 24 de março, com prazo de finalização em 22 de maio, segundo a secretaria pernambucana. Para a Secretaria de Estado de Turismo e Esportes de Minais Gerais, a dificuldade para o acordo sobre as estruturas foi a "definição do escopo por parte da Fifa e negociações com o Comitê Organizador Local para redução de gastos".

Belo Horizonte estima gastar cerca de R$ 50 milhões com as instalações.

Em Manaus, a Unidade Gestora do Projeto Copa admitiu que "há um tempo exíguo (para finalizar as instalações), mas sem risco algum de não ficarem prontas até a Copa", garantindo que "as estruturas estarão prontas até junho" a um custo de R$ 35 milhões.

O processo de instalação em Fortaleza também vai ser encerrado na primeira semana de junho, a um valor de R$ 30 milhões, segundo a Secretaria Especial da Copa, que explicou a razão de as estruturas não serem contratadas de maneira permanente.

"A construção destas infraestruturas em modo permanente seria extremamente dispendiosa e sem utilidade no dia-a-dia", informou em comunicado à Reuters.

Brasília ainda estuda um convênio entre o governo do Distrito Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), como foi feito na Copa das Confederações do ano passado. No Rio de Janeiro, o Estado está preparando o edital de licitação para as estruturas complementares e garante que tudo será entregue a tempo.

Fan fest

Outra questão ainda a ser revolvida para o Mundial, marcado também por atrasos nos estádios, estouro em orçamentos e obras inacabadas em aeroportos e mobilidade urbana, é a realização da Fan Fest, evento em áreas públicas reservadas nas cidades-sede para que os torcedores possam assistir aos jogos em telões. Os custos da Fan Fest ficaram, na maioria das cidades, a cargo das prefeituras, mas Recife afirmou em fevereiro que não vai colocar dinheiro público para realizar o evento, e o impasse continua. "A prefeitura está tentando captar recursos privados. Está ficando bem perto (do torneio), mas a gente está tentando. Não vai ter dinheiro público, está batido o martelo", disse a Secretaria de Esportes e Copa do Mundo de Recife.

A capital pernambucana busca uma solução nos moldes de São Paulo, que vai realizar o Fan Fest através de empresas de eventos, que terão exclusividade na exploração comercial. "A prefeitura não vai gastar nenhum centavo", disse um porta-voz da prefeitura.

A Fifa ameaçou ir à Justiça se a capital pernambucana não fizer a Fan Fest, argumentando que todas as cidades-sede assinaram um compromisso para promover o evento.

A federação internacional considera ainda levar a arena pública para uma cidade vizinha a Recife, segundo o diretor de marketing da entidade, Thierry Weil.



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