3/4/2014 08:02

Corinthians usa lógica da NBA para abrir espaço para reforços no time

Miami Heat de Chris Bosh e Lebron James usou bem a regra da NBA e montou um time de estrelas

Corinthians usa lógica da NBA para abrir espaço para reforços no time
Para tentar criar uma dinastia com Lebron James, Dwayne Wade e Chris Bosh, o Miami Heat teve de limpar seu elenco e abrir espaço para os salários polpudos das estrelas em 2010. O Corinthians está longe de uma constelação e mais ainda de construir um domínio tão grande, mas tenta pensar parecido. No meio da reformulação que promove, o clube calcula quanto economiza em sua folha salarial para poder, em breve, voltar a investir em um nome de peso.

A conta vem sendo feita desde a saída de Ibson, em fevereiro. O volante puxou a fila e levou consigo, dias depois, Douglas, Alexandre Pato e Paulo André, que seriam negociados em sequência. Emerson Sheik, em atrito com a diretoria, deve ser o próximo.

O atacante deve ser emprestado com o Corinthians pagando R$ 250 mil, 50% do seu salário atual. Com isso, o clube terá feito uma economia de cerca de R$ 1 milhão desde que a reformulação começou.

Poupar serve para várias coisas. De cara, reduz a folha salarial do Corinthians, que passa de R$ 7 milhões mensais e é das mais caras do país. Além disso, mantém em curso a renovação do elenco que o clube acha necessário, mandando embora medalhões que, exceção feita a Paulo André, já não rendiam mais no Parque São Jorge. Por último, abre espaço para contratações de peso.

"Isso nunca foi feito só pensando em poupar. É poupar para aplicar melhor e ter resultados melhores. O nosso objetivo era começar um novo ciclo depois um período vitorioso, em que conquistamos tudo o que gostaríamos. Reformular dói, e difícil, mas às vezes é necessário", disse Ronaldo Ximenes, diretor de futebol alvinegro.

Com a sobra na folha salarial, o Corinthians pode engordar seu elenco com promessas como Bruno Henrique e Luciano, que custam pouco, mas também pode apostar em nomes mais chamativos, como Elias. Se tivesse fechado na última terça, o volante custaria ao clube cerca de R$ 500 mil.

A lógica é a mesma da NBA, com a diferença de que na liga norte-americana ela é uma regra. "Todo mundo tem de seguir. Não é uma diretriz. Tem um teto e tem um super teto, que é o que realmente preocupa os times, porque você começa a ter multas em cima disso. Para cada dólar a mais ele paga dois ou três, isso depende do tanto que ele infringiu. Por isso, se ele está excedendo US$ 12 milhões e isso vai virar US$ 36 milhões", disse Giancarlo Gianpietro, blogueiro de basquete do UOL Esporte.

A mecânica é parecida com outras ligas norte-americanas, em que os times são franquias de uma única corporação. Na NBA, o valor das multas é dividido entre as outras equipes. Para evitar isso, os gestores precisam fazer um malabarismo. Quando querem comportar estrelas em uma mesma equipe, a manobra é maior ainda.

O Corinthians e a lógica da NBA

750
mil reais
o Corinthians economizou com as saídas de Ibson, Douglas, Pato e Paulo André, que iniciaram a reformulação atual
8
de 15 jogadores
do Miami Heat foram trocados em 2010 para que o time pudesse montar seu trio de estrelas sem estourar o teto orçamentário
56,62
milhões de dólares

ganham anualmente Lebron James, Dwayne Wade e Chris Bosh, principais nomes do Miami Heat, atual bicampeão da NBA
Em 2010, o Miami Heat trocou oito dos 15 jogadores do seu elenco para abrir espaço em sua folha salarial. Com isso, conseguiu reunir Cris Bosh e Lebron James, suas estrelas que estavam sem contrato, a Dwayne Wade, que já estava na franquia, mas renovou seu compromisso.

Para não deixar os astros sozinhos, o técnico Pat Riley trouxe outros oito nomes para completar o elenco que seria vice-campeão da liga. Hoje, já soma dois títulos e está entre os favoritos para o título deste ano.

No futebol, não é tão comum encontrar dirigentes que façam essa conta. No ano passado, por exemplo, o Grêmio quase comprometeu 2014 com sua tentativa de ganhar a Libertadores no primeiro ano de sua recém-inaugurada Arena.

Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos se juntaram a um elenco que já tinha Elano, Zé Roberto, Kleber e Marcelo Moreno, além do técnico Vanderlei Luxemburgo. A folha salarial bateu os R$ 10 milhões mensais e pelo menos quatro atletas ganhavam mais de R$ 500 mil cada.

O Grêmio caiu nas oitavas da Libertadores diante do modesto Santa Fé, da Colômbia, e sofreu com os salários pelo resto do ano. Dida, Cris, André Santos e Vargas saíram do clube, assim como Marcelo Moreno e Elano, embora parte dos salários dos dois últimos ainda sejam pagos pelos gaúchos. Zé Roberto, para ficar, reduziu seus ordenados pela metade, e a direção está interessada em negociar Kleber.


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