18/3/2014 07:52

Manobras fracassam e Gobbi fica na berlinda no Corinthians após eliminação.

Para o presidente do Corinthians, Mario Gobbi, os percalços do final de semana foram maiores do que a eliminação no Paulistão. O mandatário viu seu diretor de futebol e homem de confiança, Ronaldo Ximenes, afastar-se do cargo por problemas de saúde. Uma de suas principais apostas para reverter seu desgaste político acabou virando munição para a já grande fogueira de críticas a sua gestão.

Os antecessores, Roberto de Andrade e Duilio Monteiro Alves, sofreram com reclamações de conselheiros por não estarem presentes com o elenco no dia a dia. Por isso, Ximenes entrou na função tendo como uma principais missões acompanhar os jogadores de perto e promover a reformulação do elenco. O presidente esperava que o resultado das mudanças recuperasse o estrago causado pelo fraco 2013, mas o tiro acabou saindo pela culatra.

Gobbi não viajou a Penápolis para o jogo de domingo, que decidiu o futuro da equipe na competição estadual – Ximenes foi em seu lugar. Segundo relatos de membros da delegação, confirmados por pessoas de dentro da diretoria, o diretor de futebol acabou dormindo em excesso e permanecendo no hotel durante a partida.

A justificativa dada para a ausência e para o afastamento, anunciado nesta segunda-feira, é a de que a sonolência é consequência de medicamentos que o dirigente utiliza para tratar uma questão de saúde. Ela não alivia, porém, a insatisfação com a postura do presidente, e do próprio Ximenes.

Mesmo antes do episódio, o diretor de futebol era alvo de algumas críticas no clube. Ao UOL Esporte, ex-aliados de Gobbi e membros da própria diretoria afirmam que, embora bem articulado e com boa formação, Ximenes era um estranho no meio futebolístico. O treinador Mano Menezes, cada vez mais, incorporava funções de montagem de elenco que cabem a um diretor de futebol. A reportagem ligou várias vezes para Ximenes, mas não conseguiu falar com ele.

As críticas a Mario Gobbi são mais contundentes, e partem de dois diretores, além de ex-aliados e conselheiros. O primeiro ponto é a atitude considerada omissa: não é uma regra o presidente ir aos jogos fora de casa – mesmo assim as fontes ouvidas pela reportagem consideram incompreensível a decisão de não estar presente no primeiro jogo decisivo do clube no semestre, após um 2013 decepcionante.

O segundo é a falta de controle sobre os acontecimentos no departamento de futebol. Pela proximidade com Ximenes, a avaliação é de que o mandatário deveria ter conhecimento dos seus problemas de saúde. Mantê-lo no cargo e ainda dar a ele a responsabilidade de acompanhar o grupo em um jogo decisivo, sem que tivesse 100% de condições de cumprir a função, é considerado inadmissível.

Gobbi já se defendeu diversas vezes dos ataques a sua presença no cotidiano do clube, afirmando que seu estilo de gestão envolve ouvir muito os responsáveis por cada departamento, sem se furtar de tomar as decisões. O presidente também diz que, nos momentos importantes, se faz presente: de fato, esteve no CT para atender à imprensa após a invasão, e, nesta segunda, após a eliminação, acompanhou o treinamento.

Sobre a ausência em Penápolis, a justificativa é de que ela se deu justamente devido à presença de Ximenes, representando a diretoria de futebol. O incidente que levou o diretor a não comparecer jamais havia sido imaginado.

O grupo político do atual presidente corintiano está reduzido: o dirigente afastado era um dos seus pontos de apoio na atual diretoria. Outros são Carlos Ojeda, diretor de patrimônio, e José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa.

Enquanto a sucessão de fatos do final de semana teve impacto bastante negativo para Gobbi, Andrés Sanchez apareceu ao lado do elenco. O ex-presidente apoiou o atual para sua sucessão, mas os dois divergiram, e hoje estão extremamente distantes. Sanchez esteve presente no sábado, sem Gobbi, no primeiro treino oficial no Itaquerão. No domingo, foi ao jogo – tem amizade com o prefeito de Penápolis – e visitou a cabine reservada à diretoria e comissão técnica. Politicamente, sua presença, mesmo sem ser parte da diretoria, em dois momentos importantes, deu destaque negativo ainda maior às ausências do mandatário.

O próprio Mario Gobbi assumirá, temporariamente, a diretoria de futebol do Corinthians. Estará no cargo nesta quarta-feira, quando o time estreia na Copa do Brasil, diante do Bahia de Feira de Santana, na casa do adversário.





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