27/8/2026 18:14
Corinthians debate SAF em reunião histórica e busca clareza sobre futuro financeiro do clube
Em reunião de quatro horas no Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians ouviu o projeto da SAFiel, que promete captar até R$ 2,5 bilhões para abater dívidas.
O futuro institucional e o enfrentamento de um passivo que beira os R$ 2,7 bilhões foram colocados no centro da mesa nesta quinta-feira (27), no Parque São Jorge, e colocam a estrutura política do clube totalmente em jogo. O presidente Osmar Stabile confirma a realização de uma extensa reunião de quatro horas entre a cúpula alvinegra — incluindo integrantes dos conselhos Deliberativo, Fiscal e de Orientação (CORI), além do vice-presidente Armando Mendonça — e representantes do movimento SAFiel, projeto que propõe transformar a torcida em acionista para sanear o futebol corinthiano.
A abertura formal de diálogo reage ao tamanho do endividamento e à busca por saídas para a quitação da Neo Química Arena. A diretoria alvinegra contesta qualquer possibilidade de atalho no processo e admite que o tema divide opiniões nos bastidores: o mandatário Osmar Stabile fez questão de impor travas e avisar que qualquer transformação societária dependerá, obrigatoriamente, do crivo minucioso de todos os órgãos fiscalizadores e da aprovação final dos associados em Assembleia Geral.
— A necessidade de sanear um passivo bilionário nos desafia diariamente na presidência. A diretoria admite a importância de ouvir propostas inovadoras, mas a governança e o estatuto nos cobram responsabilidade institucional irrestrita. Não há nenhum acordo travado nem decisão tomada; o clube vai analisar as minutas com calma para que nada fira a soberania do Corinthians — dispara uma fonte ligada à cúpula alvinegra nos bastidores do Parque São Jorge.
O encontro serviu para quebrar resistências e mapear o tamanho do impasse jurídico-financeiro: os fundadores do grupo, representados por Eduardo Salusse, prometeram enviar respostas detalhadas aos questionamentos técnicos levantados pelos dirigentes nas próximas semanas. A meta do plano é captar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões no mercado para modernizar a gestão, amortizar a dívida do estádio, alavancar as categorias de base e bancar reforços de peso no elenco profissional.
O vice Armando Mendonça alertou para os riscos de alimentar falsas expectativas na Fiel torcida antes da hora, pedindo cautela máxima na divulgação de projeções.
Cientes de que o endividamento sufoca a rotina financeira do departamento de futebol, conselheiros e lideranças políticas cobram transparência total nas planilhas apresentadas pela entidade. O Corinthians confirma que seguirá monitorando os estudos de viabilidade técnica antes de dar qualquer novo passo em direção a um modelo de Sociedade Anônima do Futebol.
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