O ambiente político e financeiro no Parque São Jorge ganhou contornos ainda mais dramáticos na reta final da intertemporada pós-Copa do Mundo. A diretoria do Corinthians, liderada pelo presidente Osmar Stabile, agendou uma reunião formal com o elenco profissional para tentar conter uma onda de descontentamento que começa a tomar conta do vestiário. O motivo principal do encontro é a falta de pagamento das parcelas de direitos de imagem, que deveriam ser quitadas impreterivelmente no dia 20 de cada mês.
Embora os vencimentos registrados em carteira de trabalho (CLT) estejam rigorosamente em dia, o atraso sistemático na imagem — que compõe grande parte da remuneração das estrelas do time — já gera ruídos internos. O executivo de futebol Marcelo Paz realizou uma conversa prévia com as lideranças do grupo nas últimas semanas para tentar acalmar os ânimos, mas os atletas cobram um posicionamento oficial e cronogramas claros da cúpula alvinegra.
Em declarações colhidas nos bastidores do CT Joaquim Grava, o sentimento de desconforto do elenco ficou evidente. "Tudo o que temos que fazer é entender que somos profissionais. Independentemente de qualquer coisa, temos que dar o nosso melhor todos os dias. É claro que sabemos todas as informações, somos afetados quando o salário é atrasado, mas tenho certeza que a diretoria está trabalhando para resolver", revelou um dos atletas sob a condição de anonimato.
A liderança do elenco tratou de classificar a busca por receitas como "uma luta e uma guerra da diretoria", reforçando o compromisso de manter o foco técnico no gramado, mesmo sabendo que a falta de fluxo de caixa prejudica diretamente as famílias e o rendimento psicológico do grupo. Stabile deve usar a reunião para destrinchar as receitas previstas e justificar o colapso financeiro recente.
Se a situação interna é complexa, o cenário jurídico internacional é alarmante. A diretoria do Timão admitiu abertamente que não possui qualquer previsão para conseguir derrubar as punições de transfer ban aplicadas pela Fifa. A sanção máxima, que impede a inscrição de qualquer novo reforço na CBF, foi ratificada após o clube falhar nos pagamentos de três transferências internacionais de peso:
Sem poder registrar os atletas desejados por Fernando Diniz no mercado da bola, o Corinthians tenta juntar os cacos internamente. O comandante blinda o elenco de olho no reinício das competições nacionais. O Timão volta a campo de forma oficial no dia 23 de julho, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o Remo, na Neo Química Arena, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.
E aí, Fiel? Como vocês avaliam essa postura da diretoria do Corinthians de acumular três transfer bans seguidos na Fifa? O elenco está certo em cobrar os direitos de imagem publicamente? Deixe seu comentário abaixo e participe da nossa corrente de debates do Timão!
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