18/6/2026 12:06

Sem contratações? Com caixa zerado, Corinthians fecha as portas para reforços e confia no atual grupo.

Em meio a uma severa crise financeira, a diretoria do Corinthians trava novos investimentos e Fernando Diniz aposta na recuperação de renegados para o segundo semestre de 2026.

Sem contratações? Com caixa zerado, Corinthians fecha as portas para reforços e confia no atual grupo.
A chegada de Fernando Diniz ao comando do Corinthians trouxe o esperado choque de ordem tática, priorizando uma escalação mais estável e repetitiva. No entanto, o preço dessa consistência ecoa forte nos bastidores: uma ala expressiva do elenco amarga um longo período de escassez de minutos e tenta aproveitar o hiato do calendário para reconquistar espaço. Nomes como Jacaré, Alex Santana e Bahia foram chamados para o combate apenas uma vez na temporada de 2026, escancarando a falta de rotatividade no Parque São Jorge.

O cenário é ainda mais indigesto para peças que ostentavam enorme prestígio em outros momentos. Fabrizio Angileri, Charles e Gui Negão perderam o posto de titulares e hoje lutam contra o ostracismo. Para piorar, o departamento médico virou um baita impasse para a comissão técnica. Hugo Farias trata uma grave lesão no joelho, enquanto Kauê está sob os cuidados dos fisioterapeutas desde abril. No meio disso, o zagueiro João Pedro Tchoca viu o acerto com o futebol italiano esfriar, e o recém-chegado Pedro Milans corre contra o tempo para alcançar o ritmo ideal de competição exigido pelo comandante.

Quem também vive sob forte cobrança por regularidade é o quarteto formado por Memphis Depay, Kaio César, Kayke e Zakaria Labyad. Todos somam 14 partidas no ano, mas o futebol apresentado ainda não empolgou o torcedor. A situação de Kayke é a mais ríspida: o jogador teve uma séria contusão confirmada e o retorno aos gramados está previsto apenas para 2027. O holandês Memphis, por sua vez, caso decida cumprir seu contrato e afaste o assédio externo, surge como a grande esperança para elevar o nível técnico e a intensidade do time sob a liderança agressiva de Diniz.

O tamanho do desafio que está em jogo assusta. Com 37 partidas já disputadas na temporada de 2026, o Alvinegro encara um segundo semestre sufocante, dividido entre a ralação do Brasileirão, o mata-mata da Copa do Brasil e a obsessão pela Conmebol Libertadores. Como a diretoria admite que a forte crise financeira impede o clube de fazer loucuras no mercado, há um acordo travado internamente para priorizar a manutenção do núcleo atual. Sem reforços de peso à vista, Diniz desafia os atletas menos aproveitados a darem uma resposta imediata para provar que o Corinthians tem grupo para brigar por taças.


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