17/6/2026 11:27
Justiça interrompe reforma estatutário no Corinthians após escândalo!
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a Assembleia Geral do Corinthians que votaria a reforma do Estatuto Social, apontando descumprimento de regras internas.
A instabilidade no cenário político do Sport Club Corinthians Paulista ganhou um capítulo ríspido e de forte impacto institucional. Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo cortou as asas da diretoria alvinegra e suspendeu a Assembleia Geral de associados, que estava marcada para o próximo sábado, dia 20 de junho. O rache que definiria o futuro político do clube tinha como foco a votação de uma proposta de reforma do Estatuto Social, tema que há meses incendeia o Parque São Jorge e mantém o comando do clube sob forte pressão.
A liminar concedida pelo desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado, reage diretamente a um Agravo de Instrumento apresentado por três conselheiros vitalícios. O trio barrou a convocação ao questionar a lisura dos procedimentos adotados pela atual gestão. A oposição contesta a manobra da diretoria e argumenta que o processo atropelou as normas internas, gerando um impasse jurídico que ameaça a estabilidade do clube.
No despacho que congelou a votação, o magistrado foi direto e apontou indícios claros de descumprimento das regras do clube. O foco do problema está no artigo 97 do regulamento interno, que deixa sob responsabilidade exclusiva do Conselho de Orientação (Cori) a missão de propor alterações estatutárias. Ao ignorar essa prerrogativa, a atual gestão colocou os planos em risco. Os conselheiros revelam que, até a aprovação preliminar em novembro de 2025, não existia sequer um texto formalizado, tratando o caso como um "cheque em branco". Para piorar, o Cori já havia rejeitado o projeto antes dele passar pelo Conselho Deliberativo, o que, segundo a denúncia, invalida o rito.
Essa disputa pelo controle das regras do jogo se arrasta desde o início de 2026 e acumula decisões contraditórias. Uma primeira convocação para debater o tema já havia sido derrubada em abril por outra liminar. Mesmo com o alerta, a cúpula corinthiana insistiu em um novo chamado, resultando no atual revés. Embora uma decisão recente tivesse estendido o direito de voto para sócios com menos de cinco anos de casa, a nova canetada do TJ-SP impõe uma paralisação por tempo indeterminado. Com o futuro estatutário em jogo, o Corinthians se vê obrigado a recuar até que o mérito da ação seja julgado, mantendo o clima de guerra declarada longe dos gramados.
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