1/6/2026 16:46

Comissão de Ética do Corinthians aprova impeachment de Osmar Stábile em decisão

A Comissão de Ética do Corinthians aprovou a abertura do processo de impeachment contra o presidente Osmar Stábile após uso da sede como garantia de dívida bilionária.

Comissão de Ética do Corinthians aprova impeachment de Osmar Stábile em decisão
O expediente nos gabinetes do Parque São Jorge ganhou contornos de pura fumaça e ralação jurídica. A Comissão de Ética do Corinthians agiu rápido e aprovou a abertura do processo de impeachment contra o atual presidente, Osmar Stábile. O mandatário interino agora corre contra o relógio e tem um prazo ríspido de dez dias para formalizar sua defesa regulamentar. Passada essa etapa, o racha definitivo será encaminhado para votação no Conselho Deliberativo, colocando a estabilidade administrativa e o futuro da instituição diretamente em jogo em meio a um dos momentos mais sombrios da história política alvinegra.

Nos bastidores do clube, o caldeirão ferve desde abril, quando conselheiros da oposição e sócios protocolaram o pedido de deposição. A alta cúpula confirma que o estopim da crise foi a manobra financeira para abater a dívida asfixiante de R$ 1,2 bilhão junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Para chancelar o acordo de sustentabilidade fiscal, a diretoria de Stábile utilizou o conjunto de imóveis da sede social do Parque São Jorge como garantia patrimonial. A oposição contesta ferozmente a operação e dispara que o ato transgrediu de forma grave o Estatuto Social do clube, por empenhar o maior patrimônio físico da Fiel sem o devido aval dos órgãos de controle.

O pedido de impedimento detalha um ruidoso marasmo administrativo e cobra explicações sobre a falta de transparência da gestão. O documento aponta que a presidência omitiu respostas a requerimentos vitais, como os relatórios de manutenção da Neo Química Arena e os critérios da política de distribuição de ingressos. Para piorar o cenário, Stábile se complicou internamente após dar uma declaração ríspida admitindo a existência de "funcionários fantasmas" na folha de pagamento do clube, além de segurar a divulgação do balanço financeiro de 2025 — cujo prazo legal estourou em março de 2026.

O Corinthians admite que o ambiente institucional virou uma panela de pressão destrutiva. O racha de poder na presidência acontece em um rito de pura faxina política: em menos de uma semana, o Conselho expulsou Andrés Sánchez por uso ilegal de cartão corporativo e assistiu à renúncia em massa de Duílio Monteiro Alves de seus cargos vitais. Na sessão eletiva desta segunda-feira (1), o Conselho ainda define se cassa em definitivo os direitos políticos do ex-presidente Augusto Melo. Stábile desafia as acusações para tentar manter o controle do futebol profissional, mas sabe que desatar esse imenso impasse na Justiça será a única rota para salvar o Corinthians da insolvência política.


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