26/3/2026 16:07
Justiça ameaça intervir no Corinthians após perícia apontar omissão de R$ 149 milhões
Entenda o risco de intervenção judicial no Corinthians em 2026. Veja os detalhes da divergência de R$ 149 milhões nas receitas e o impacto no RCE do clube.
O Corinthians vive um dos momentos mais críticos de sua história administrativa neste 26 de março de 2026. A Justiça de São Paulo emitiu um alerta formal: ou o clube esclarece o "sumiço" contábil de R$ 149,2 milhões em suas receitas, ou sofrerá uma intervenção judicial. O magistrado Guilherme Cavalcanti Lamego, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, apontou que o Timão declarou apenas R$ 64,2 milhões para o cálculo das parcelas de dívidas, enquanto a perícia da Laspro Consultores identificou uma arrecadação real de R$ 213,4 milhões no mês de fevereiro.
Essa discrepância fere diretamente o Regime de Centralização de Execuções (RCE), o "escudo" jurídico que protege o clube de bloqueios bancários em troca do repasse de uma porcentagem fixa do faturamento para pagar credores. Ao declarar um valor menor, o Corinthians estaria, na prática, retendo dinheiro que deveria ir para o pagamento de dívidas cíveis e trabalhistas, que somam cerca de R$ 450 milhões dentro deste plano.
Os Números da Controvérsia
A perícia técnica foi incisiva ao detalhar onde o dinheiro "não apareceu" na prestação de contas enviada ao juiz:
Origem da Receita,Valor Declarado (R$),Valor Identificado pela Perícia (R$),Diferença (R$)
Total Mensal (Fev/26),"64.202.368,75","213.414.738,29","149.212.369,54"
Principais Omissões,-,"Venda de atletas, antecipações e receitas financeiras",-
A Reação do Clube e o Risco de Intervenção
O presidente Osmar Stabile nega qualquer má-fé. Em nota oficial, o Corinthians sustenta que protocolou uma petição detalhada no dia 24 de março (antes da decisão judicial) explicando que a diferença se deve a movimentações internas entre contas e receitas "não operacionais" que, na visão do clube, não deveriam compor a base de cálculo do RCE.
Contudo, a Justiça não parece convencida. A advertência de nomear um interventor ou observador judicial é o último passo antes da perda de autonomia da diretoria. Se a intervenção ocorrer, um profissional nomeado pelo juiz passará a controlar as chaves do cofre do Parque São Jorge, garantindo que cada real arrecadado seja carimbado conforme a prioridade dos credores. Para um clube que já lida com uma epidemia de lesões e a pressão por resultados, perder o controle financeiro para a Justiça seria o "xeque-mate" em uma gestão já fragilizada por denúncias de sócios e oposição.
VEJA TAMBÉM
- Corinthians encerra preparação para enfrentar o Fluminense com grandes desfalques
- Após pedido de Corinthians FPF libera Fazendinha para jogos noturnos após reforma
- Milan recua em negociação por André Luiz após atrito com diretoria do Corinthians
432 visitas - Fonte: Tudo Timão
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do Timão
Notícias mais lidas