20/2/2026 04:23

MP investiga gestão de Duilio no Corinthians por gastos questionáveis

Inquérito apura notas fiscais e cartões corporativos

MP investiga gestão de Duilio no Corinthians por gastos questionáveis

O Ministério Público de São Paulo avançou nas investigações sobre supostas irregularidades financeiras durante a presidência de Duilio Monteiro Alves no Corinthians, que ocorreu entre 2021 e 2023. As autoridades estão analisando a atuação de empresas que podem ter emitido notas fiscais fraudulentas, levantando suspeitas sobre a gestão do ex-presidente do clube.



Um dos nomes mencionados no inquérito é o de Pedro Luis Soares, atual diretor jurídico do Corinthians e contador de uma das empresas sob investigação, a Centro Automotivo Skapneu LTDA. Esta oficina mecânica, ativa desde 2005 e situada na Zona Leste de São Paulo, é acusada de ter gerado documentos que poderiam justificar gastos não autorizados no clube durante a gestão de Duilio.



Soares, que ingressou na diretoria jurídica do clube em setembro de 2022, após a eleição do presidente Osmar Stabile, tem sido um intermediário nas comunicações entre o Corinthians e o MP-SP. Sua função envolve responder a solicitações do órgão em investigações relacionadas a ex-presidentes do clube, destacando seu papel na estrutura jurídica da organização.



O Corinthians optou por não se manifestar oficialmente sobre o caso. Em resposta a questionamentos, Pedro Soares emitiu uma nota esclarecendo que não ocupou cargos diretores durante a gestão de Duilio e que sua atuação se limita à responsabilidade de seu escritório contábil, assegurando que todas as operações foram devidamente documentadas.



A investigação da Polícia Civil desencadeou um inquérito em janeiro de 2026, cuja intenção é investigar o desvio de recursos e o uso de notas fiscais inconsistentes na presidência de Duilio. Um relatório preliminar apontou que o clube teria realizado gastos que englobam itens pessoais, totalizando R$ 86.524,62 em 176 compras, incluindo produtos não relacionados à rotina do clube.



Duilio Monteiro Alves não reconheceu as despesas apontadas e registrou uma queixa formal, envolvendo a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva. Para complicar ainda mais a situação, há um outro inquérito em andamento sobre o uso indevido de cartões corporativos sob sua gestão.



Recentemente, o MP-SP ampliou as apurações, identificando novos investigados, como Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro do Corinthians, e Wesley Melo, diretor financeiro sob Duilio. Entre as irregularidades identificadas, destacam-se adiantamentos que totalizam R$ 1.278.798,10, liberados sem a necessária documentação que comprovasse a validade das despesas.



Este cenário levanta questões sobre a gestão financeira do clube e a responsabilidade ética dos envolvidos, refletindo um momento delicado na história do Corinthians. As repercussões das investigações podem ter um impacto significativo nas relações internas do clube e na confiança dos torcedores, exigindo uma resposta clara e eficaz da diretoria frente às acusações que pairam sobre administradores anteriores.



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