A cena do atacante deixando o campo de maca contra o São Bernardo não foi apenas um susto momentâneo. O diagnóstico de lesão de grau 2 no bíceps femoral da coxa esquerda impõe uma pausa forçada ao atleta, que vinha sendo peça-chave na organização tática de Dorival Júnior com três gols em oito jogos. Agora, o foco se volta para a Arena Corinthians e para a capacidade do grupo em manter a intensidade ofensiva sem a sua principal referência de velocidade e profundidade.
O Cardápio de Opções de Dorival Júnior
Sem o habitual "fogo e gelo" da dupla Yuri-Memphis, a comissão técnica avalia cinco nomes para o setor, cada um alterando a dinâmica de leitura de jogo da equipe:
Pedro Raul: A opção mais natural para manter um centroavante de ofício. Oferece força no jogo aéreo e pivô, permitindo que Memphis flutue com mais liberdade.
Gui Negão: O "favorito" da torcida no momento. Destaca-se pelo posicionamento inteligente dentro da área, sendo o sucessor direto nas características de finalização.
Vitinho, Kayke e Dieguinho: O trio da mobilidade. Caso Dorival opte por um ataque sem referência fixa, qualquer um deles pode ser utilizado para aumentar o drible e a velocidade nas transições, forçando Memphis a atuar mais centralizado.
A "Final" contra a Portuguesa
O tempo de adaptação é curto. O Corinthians encara a Portuguesa no próximo dia 22 de fevereiro, em jogo único pelas quartas de final do Paulistão. A escolha do substituto definirá como o Timão pretende agredir a Lusa:
Com Referência: Jogo de sustentação e cruzamentos (Pedro Raul).
Com Mobilidade: Jogo de trocas de passes curtos e infiltrações (Vitinho ou Kayke).
Adaptação e Sinergia
A ausência de Yuri Alberto exige mais do que apenas uma substituição de nomes; exige um ajuste na sinergia coletiva. O departamento médico estima de quatro a seis semanas para a recuperação, o que significa que o atacante pode perder não só o estadual, mas também o início da fase de grupos da Libertadores e rodadas cruciais do Brasileirão, como o duelo contra o Athletico-PR.
Para Dorival, o desafio é transformar o desfalque em oportunidade para testar novas variantes táticas. A competitividade do Corinthians será medida pela rapidez com que Memphis Depay conseguirá encontrar entrosamento com seu novo parceiro de ataque, mantendo o ímpeto de um time que entra no mata-mata sob alta expectativa.
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