O Corinthians chegou a Brasília para a disputa da Supercopa Rei enfrentando um adversário que não estava nos planos táticos: um surto de virose. O técnico Dorival Júnior revelou que a delegação foi atingida em cheio nos dias que antecederam a partida, com um total de 26 pessoas — entre atletas e membros da comissão técnica — apresentando sintomas de mal-estar.
A situação ligou o alerta no departamento médico alvinegro. O impacto foi tão direto que três a quatro jogadores titulares foram impedidos de participar do último treino tático antes da viagem para a capital federal, forçando a comissão técnica a trabalhar com cenários alternativos de última hora.
Gestão de Elenco e Resiliência
Apesar do susto, o clima interno é de superação. Dorival Júnior priorizou a recuperação física e a organização tática através de vídeos e conversas individuais, já que a intensidade no campo de treino precisou ser reduzida para preservar a energia dos atletas.
Estatisticamente, o Timão chega para a final em um momento de busca por equilíbrio, somando duas vitórias, dois empates e duas derrotas em 2026. A boa notícia é que, com exceção de José Martínez e do zagueiro Tchoca, a maior parte do grupo já apresenta melhora e deve ir para o jogo no sacrifício.
O Jogo da Inteligência Tática
Para bater o Flamengo, o Corinthians precisará de uma leitura de jogo impecável sob pressão. A estratégia deve focar em:
Transições Eficazes: Explorar os espaços deixados pela agressividade rubro-negra.
Força Coletiva: Suprir qualquer desgaste físico individual com um sistema de cobertura sólido.
Fator Emocional: Usar a dificuldade extra como combustível para consolidar o trabalho de Dorival Júnior com o terceiro troféu consecutivo.
Expectativa no Mané Garrincha
Mesmo com o "inimigo invisível" nos hotéis de Brasília, a Fiel não abandonou o time. A recepção calorosa da torcida serviu como o remédio final para elevar o moral do grupo. Se o Corinthians conseguir superar a debilidade física e bater o rival histórico, a conquista da Supercopa Rei entrará para a história como um dos títulos mais resilientes da era moderna do clube.
A bola rola às 16h, e o Timão entra em campo não apenas contra 11 adversários, mas contra a própria condição física, em busca da glória máxima.
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