Memphis Depay está prestes a disputar a Supercopa Rei neste domingo, em Brasília, onde o Corinthians enfrenta o Flamengo. O atacante, que já conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil pelo clube paulista, assume um papel crucial na organização tática da equipe e se destaca como referência para a torcida. No entanto, a instabilidade financeira do Corinthians, marcada por pagamentos atrasados, torna a renovação de seu contrato, que se encerra em junho, incerta.
Além de seu desempenho em campo, onde registra 19 gols e 14 assistências em 66 partidas, Depay terá a oportunidade de impactar financeiramente o clube. Com a participação na Supercopa, o Corinthians poderá arrecadar cerca de R$ 11,5 milhões caso se consagre campeão, onde R$ 4,7 milhões seriam direcionados ao jogador, conforme cláusula contratual associada a conquistas.
A diferença financeira entre a conquista do título e o vice-campeonato é de apenas R$ 300 mil, reforçando a importância do resultado para a saúde econômica do clube. No entanto, a diretoria está focada em um planejamento de reformulação para 2026, o que inclui a análise cuidadosa da renovação de contratos de outros jogadores que também expiram nesta temporada.
O Corinthians enfrenta um cenário financeiro desafiador, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Para contornar essa realidade, a gestão tomou medidas como o pedido de um empréstimo de R$ 70 milhões, vital para evitar punições que poderiam prejudicar a inscrição de novos jogadores e para garantir o pagamento de salários em dia.
A situação de emergência foi ainda mais exacerbada pela abertura mão da contratação do meia Alisson, uma solicitação do técnico Dorival Júnior, devido a impasses financeiros com o São Paulo. Essa decisão reflete a necessidade de contenção de gastos e priorização de recursos no clube, uma vez que a negociação poderia resultar em custos de até R$ 20 milhões por um empréstimo.
Enquanto o clima é de expectativa para a disputa da Supercopa, fica em evidência o dilema enfrentado pela diretoria: equilibrar a necessidade de um desempenho competitivo e a urgência em resolver questões financeiras internas. O sucesso na Supercopa poderia não apenas aumentar a receita, mas também melhorar o moral da equipe em um momento crítico.
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