Na última terça-feira, a Justiça de São Paulo validou o plano de regularização de dívidas do Corinthians, que já se arrastava por mais de um ano. O clube, inicialmente, comunicou que suas dívidas totalizavam R$ 367 milhões; no entanto, o montante final, considerando juros e correções, ultrapassa R$ 450 milhões. Desses, aproximadamente R$ 200 milhões estavam já em processos de execução judicial.
Essas dívidas incluem compromissos com empresários, fornecedores e jogadores, que possuem direitos de imagem a receber. Entretanto, não estão inclusas as dívidas tributárias nem o financiamento da Neo Química Arena realizado junto à Caixa Econômica Federal. O Corinthians terá um prazo de dez anos para liquidar esses valores, com um plano que prevê o pagamento de parcelas progressivas: 4% das receitas recorrentes no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano.
O processo de Regime Centralizado de Execuções (RCE) foi conduzido pelos advogados Elias Mubarak e Júlio Mandel, com a participação de conselheiros e dirigentes do clube. A nova estrutura proporcionará ao Corinthians a oportunidade de eliminar os bloqueios constantes que têm afetado suas contas bancárias, promovendo assim uma reestruturação financeira fundamental para o clube, que atualmente enfrenta dívidas que superam R$ 2,7 bilhões.



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