Em 1982, o Corinthians, conhecido como o "Corinthians da Democracia", se destacou no cenário esportivo brasileiro com uma geração talentosa que incluía Sócrates, Casagrande e outros grandes nomes. Eles enfrentaram o São Paulo, então bicampeão paulista, na final do Campeonato Paulista. No dia 12 de dezembro, a equipe corintiana garantiu a vitória por 3 a 1, interrompendo assim a possibilidade do Tricolor conquistar o tricampeonato consecutivo.
A conquista do título naquele ano não representa apenas mais uma vitória na história do clube, mas também simboliza um movimento significativo no futebol brasileiro: a Democracia Corintiana. Este foi um período em que o Corinthians se destacou não apenas pelo desempenho nas partidas, mas também por sua gestão interna, que valorizava a participação e a voz dos jogadores. Para que aquele momento entrasse para a história de forma definitiva, um título dentro de campo era essencial.
Após conquistar o primeiro turno do campeonato, o Corinthians viu seus papéis se inverterem no returno; o São Paulo assumiu a liderança, relegando o Alvinegro à vice-liderança. Seguindo o regulamento, os dois times se enfrentaram em uma final de ida e volta. O São Paulo, respaldado por um elenco mais experiente e por títulos anteriores, aparece como um concorrente forte, tendo sido campeão em 1980 e 1981.
Na primeira partida da final, realizada no Morumbi, o São Paulo iniciou com uma postura agressiva, mas, apesar da pressão, não conseguiu abrir o placar. Na segunda metade do jogo, o Corinthians se reergueu e marcou com Sócrates, aproveitando um escanteio cobrado por Zenon. Na partida decisiva, também no Morumbi, o São Paulo precisou adotar uma postura ofensiva para reverter a situação. Mesmo sob pressão, o Corinthians demonstrou confiança e controle, mantendo a vantagem até o intervalo.
No segundo tempo, o Corinthians voltou ainda mais determinado e, após uma bela jogada de tabela entre Biro-Biro e Sócrates, abriu o placar. O São Paulo conseguiu empatar com Dario Pereyra, mas a equipe corintiana não se abalou e confirmou a vitória com um novo gol de Biro-Biro, seguido por um gol de Casagrande, selando o resultado em 3 a 1. Esse triunfo marcaria o 18º título paulista do Corinthians e ficaria imortalizado como "a vitória da Democracia".
Na época, a Gazeta Esportiva ressaltou a união e o senso de coletividade que imperavam na equipe corintiana, destacando o papel fundamental do diretor de futebol Adilson Monteiro Alves, do treinador Mario Travaglini e do líder Sócrates. Por outro lado, os atletas do São Paulo demonstraram sua frustração após a derrota, a maioria deles ainda se lembrando das vitórias passadas em 1980 e 1981 e desejando mais um título. O meia Éverton expressou confiança antes da partida, mas, após o desfecho, o zagueiro Oscar lamentou a falta de união no elenco tricolor, que acreditam ter prejudicado o desempenho na decisão.



Oficial! Corinthians anuncia saida de joia de 18 anos vendida ao Chelsea
Corinthians define data para quitar salários de junho e derrubar primeiro transfer ban
Entenda a situação de Gui Negão no Corinthians
Corinthians recusa proposta milionária da Espanha por Gui Negão
Corinthians abre janela de transferências sufocado por três transfer bans ativos
Fernando Diniz define titulares para reestreia na temporada contra o Remo! Confira
Novo transfer ban! Fifa pune Corinthians por calote de R$ 8 milhões em José Martínez.
ALVO DEFINIDO: Ex-Barcelona é o plano A do Corinthians de Fernando Diniz em 2026
Lamentável! Corinthians sofre novo Transferban, acumula punições da FIFA e complica contratações
Marcelo Paz admite saídas de craques e promete derrubar transfer ban do Corinthians