O Corinthians está em meio a uma negociação que visa aumentar seu patrocínio máster, porém, a situação interna do clube levanta preocupações. Nesta sexta-feira, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo abriu um inquérito civil para avaliar a possibilidade de intervenção judicial, conforme solicitação do promotor Cassio Conserino. Ele está à frente de investigações sobre o uso irregular de cartões corporativos por ex-dirigentes do clube.
Por atuar na área criminal, Conserino não pode propor a intervenção diretamente, mas encaminhou a questão para uma promotoria civil adequada. O inquérito será conduzido pelo Ministério Público, que pode realizar diligências como a coleta de documentos, depoimentos e perícias. Essa investigação poderá culminar em uma ação civil pública, caso sejam encontrados indícios de irregularidades.
O promotor Luiz Ambra Neto, ao acatar a sugestão de Conserino, ressaltou a importância de apurar os fatos, dada a "imagem de inadimplente" que atualmente mancha o Corinthians, resultado de gestões administrativas desastrosas. Diversos elementos foram apresentados por Conserino, incluindo laudos de auditores externos que apontam irregularidades e denúncias contra ex-presidentes do clube, decorrentes de práticas como posse indébita e lavagem de capitais.
Além disso, o inquérito investiga outros aspectos, como a existência de um sistema de compliance inoperante, endividamento elevado, possíveis práticas de gestão temerária e a relação do clube com empresas supostamente ligadas ao crime organizado. O promotor destacou a necessidade de proteção ao patrimônio cultural que o Corinthians representa, o que justifica a ação do Ministério Público.
Conserino também elencou uma série de motivos pelos quais considera necessária a intervenção judicial, abrangendo desde a falta de cumprimento de obrigações legais até indícios de crimes organizados. A investigação inclui práticas irregulares que envolvem desde a gestão financeira do clube até problemas com contratos e relações comerciais, indicando um cenário caótico que precisa ser devidamente analisado.
O ex-presidente Andrés Sanchez e outros dirigentes já foram denunciados pelo uso indevido de cartões corporativos, sendo apontados por fazer compras pessoais com os recursos do clube. Outro aspecto que chama a atenção é o desvio de materiais esportivos, com auditoria interna revelando que houve um excedente de quase 300% na retirada de itens relacionados ao contrato com a Nike.
Além das possíveis consequências legais que podem surgir, como recomendações para ajustes de gestão e ações civis públicas, a situação do Corinthians ilustra os diversos desafios enfrentados por instituições esportivas em suas gestões. O futuro do clube dependerá das apurações e das decisões que poderão ser tomadas pelo Ministério Público a partir deste inquérito.



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