O 31º título paulista do Corinthians teve um sabor especial. Não só pela vitória contra o maior rival e evitando um inédito tetracampeonato seguido , mas por ter tido, após algum tempo, figuras marcantes e que caíram nas graças da torcida na conquista de um título importante. Após levantar a taça, nos arredores da Neo Química Arena, a Fiel cravou quem foi o nome mais decisivo nos confrontos de ida e volta. Apesar o peso e qualidade do trio Memphis, Garro e Carrillo, os gringos do Timão não foram os protagonistas das ações mais decisivas do Corinthians nas duas partidas. Outros dois nomes brasileiros que chegaram ao time com menos pompa e com a obrigação de se provarem dentro do clube - por mais que em períodos diferentes - tomaram conta dos dois jogos e foram de extrema importância para o alvinegro levantar a taça. A concorrência estava claramente entre Hugo Souza e Yuri Alberto. O goleiro e o centroavante marcaram os "dois gols" do Timão nas partidas de ida e volta. No Allianz Parque, foi dos pés de Yuri que o Corinthians fez 1 a 0 e levou para a o confronto de volta a vantagem no placar, que foi concretizada após um empate sem gols diante da torcida. Yuri Alberto foi um dos principais jogadores do título do Corinthians no Paulistão.

E esse placar zerado só foi possível graças a uma defesa de pênalti de Hugo Souza, feita no meio do segundo tempo após cobrança de Raphael Veiga, e que foi comemorada como se fosse um gol pela Fiel presente na Neo Química Arena. Após o apito final, foi a dupla quem mais se emocionou e atraiu os olhares durante as comemorações no gramado. Antes do apito final, o próprio Yuri Alberto já estava chorando na expectativa pelo fim da partida. Não há como dizer que houve unanimidade, já que alguns poucos torcedores ecoaram o nome de Yuri Alberto. Mas a presença massiva da torcida alvinegra escolheu Hugo Souza como o grande craque corintiano das duas finais. Muito pela sua defesa de pênalti, que foi a segunda contra o Palmeiras no Paulistão 2025. Isso porque o arqueiro já havia pegado uma batida de Estêvão em duelo pela fase de grupos, dentro do Allianz Parque. O jovem Cauã Miguel, de 14 anos, estava acompanhado do pai na noite desta quinta-feira. E não é pela pouca idade que o garoto teve dificuldades de escolher e explicar o goleiro como o grande craque da decisão.

Outro debate que surgiu nas ruas ao redor do estádio após o título foi sobre a presença, ou não, de novos ídolos do Corinthians no elenco. Com opiniões mais divididas, Hugo Souza e Yuri Alberto foram os mais mencionados, mais uma vez. A escolha do goleiro para entrar no hall de ídolos do clube era sustentada pelas defesas de pênalti contra o Palmeiras no Paulistão e também pelas grandes noites vividas ainda no ano passado, como a classificação na Copa Sul-Americana , que contou com três penalidades defendidas pelo goleiro. Por outro lado, muitos corintianos foram cautelosos ao dizer que Hugo e Yuri ainda não carregam o status de idolatria, mas que estão no caminho certo para que isso aconteça. Neste ano, além do Brasileirão e da Copa do Brasil, esse elenco briga na Copa Sul-Americana, uma competição que nunca foi conquistada pelo Corinthians e pode ser inaugurada neste ano e com este elenco.