Por Iúri Medeiros O Corinthians não fez um grande jogo contra o Palmeiras no Allianz Parque. Mas, pelo menos até o primeiro gol sofrido, superou grande parte das expectativas e competiu diante do atual campeão brasileiro, empurrado por cerca de 40 mil pessoas. O que resolveu o clássico para o Alviverde, como de costume, foi a bola parada. A equipe comandada por António Oliveira começou o clássico nervosa, com erros "bobos", mas foi se encontrando na partida. O comandante português optou por sacar Igor Coronado do time titular para a entrada de Gustavo Mosquito, o que funcionou de certa forma, já que o ponta deu muito suporte a Léo Mana no momento defensivo. Na esquerda, Wesley teve menos tarefas defensivas, já que Marcos Rocha pouco pisou campo de ataque, enquanto Estêvão era vigiado por Hugo. Esse contexto favoreceu o Filho do Terrão, que teve mais campo para correr e conseguiu atormentar a defesa palmeirense a cada toque na bola. No meio, Breno Bidon repetiu seu importante papel de organizar a equipe e aparecer em diferentes setores do campo, ajudando com e sem bola. Rodrigo Garro buscou muito a posse, mas sem a mesma eficiência. Basicamente, o Corinthians suportou a pressão inicial do Palmeiras e, aos poucos, foi tendo repertório ofensivo para trocar mais passes e assustar a defesa adversária. Quando Anderson Daronco apitou o fim do primeiro tempo, o Allianz foi tomado por mais vaias do que aplausos. Na segunda etapa, quando o cenário parecia mais favorável ao Corinthians, o Palmeiras matou o confronto em uma de suas especialidades: a bola parada. Raphael Veiga bateu falta rasteira na cabeça de Fabinho, que desviou e "matou" Matheus Donelli. Depois, Vitor Reis subiu mais que toda a defesa corintiana em cobrança de escanteio e deu números finais ao confronto. Como Veiga empurrou Garro na frente do Daronco e foi expulso, o Corinthians ainda esboçou uma pressão final, com chutes de média distância e cruzamentos. Mas, mesmo em superioridade numérica, pouco assustou Weverton. Os detalhes fazem a diferença em um jogo desse grau de dificuldade. Mesmo com um desempenho digno, o Corinthians não foi capaz de anular todas as armas de um desfalcado Palmeiras. A bola parada, inclusive, vem sendo um problema recorrente do Alvinegro em Derbys, com diferentes treinadores. A derrota era esperada, mas pressiona ainda mais o técnico António Oliveira no cargo. Ao final do clássico, o comandante desconversou sobre seu futuro e projetou o duelo contra o Vitória, na quinta. Mas fato é que não se sabe se o treinador estará à beira do campo no compromisso válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro ou não.



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