As camisetas do Corinthians estão mostrando a marca Vai de Bet.com. A empresa Neoway, a maior de Big Data Analytics e Inteligência Artificial para negócios da América Latina, se viu envolvida em uma polêmica de intermediação da Vai de Bet no Corinthians. Parte da intermediação do contrato da patrocinadora Vai de Bet no Corinthians foi depositada para uma empresa de fachada: a Neoway Soluções. O problema é que existe uma empresa de fato chamada Neoway. A Neoway real precisou explicar aos seus clientes que não tem nada a ver com o Corinthians e se viu prejudicada em algumas negociações com novos parceiros.
A utilização do nome de firmas reais é comum em esquemas de corrupção. A Neoway tem entre seus serviços justamente a prevenção de fraudes com empresas de fachada, o que torna irônico o fato de ter sido escolhida para esse tipo de intermediação. A Neoway é uma empresa de tecnologia e análise de dados há 15 anos no mercado, com sede em São Paulo e Florianópolis e mais de 500 funcionários. Em 2021, foi adquirida pela B3. São mais de 1100 clientes corporativos em mais de 20 indústrias diferentes, incluindo financeiro, seguro, saúde, automativo, entre outros.
A Neoway Soluções, empresa de fachada, recebeu R$ 1,042 milhão. A firma tem Edna Oliveira dos Santos como proprietária, uma mulher que sobrevive com o Bolsa Família na cidade de Peruibe, litoral de São Paulo. O pagamento de comissão de R$ 25,2 milhões à empresa Rede Social Media Design é a origem da desconfiança. O valor foi combinado pela intermediação dos R$ 730 milhões do patrocínio master da Vai de Bet no Corinthians. A Rede Social Media Design pertence a Alex Fernando André, conhecido como Alex Cassundé, que trabalhou na campanha do presidente Augusto Melo. Cassundé é parceiro do diretor de marketing do Corinthians, Sergio Moura. Sergio pediu licença do cargo.
A Rede Social Media Design repassou pouco mais de R$ 1 milhão para a empresa laranja Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda. Os dois pagamentos de comissão para a Rede Social foram feitos em um intervalo de três dias e à revelia do diretor financeiro do Corinthians, Rozallah Santoro, que estava fora do Parque São Jorge. As transferências foram determinadas pelo diretor administrativo, Marcelo Mariano, sob alegação de que a Rede Social havia emitido notas fiscais e pagado os impostos.
Em nota oficial, o Corinthians disse que a negociação foi legal e que não se responsabiliza sobre eventuais repasses a terceiros. "Todas as negociações, incluindo patrocínios, se deram de forma legal com empresas regularmente constituídas. O clube destaca que não guarda responsabilidade sobre eventuais repasses de valores a terceiros. Caso sejam apresentadas quaisquer provas de ilícitos, estes serão discutidos junto ao Conselho Deliberativo para providências que se fizerem necessárias".



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