A convite da reportagem do ge , a lateral-esquerda Tamires, um dos símbolos do vitorioso time do Corinthians e da seleção brasileira, escreveu uma carta neste Dia Internacional da Mulher na qual conta sobre suas lutas, suas dores e como o esporte serviu para ela se tornar uma voz potente no futebol feminino brasileiro. No depoimento, Tamires fala sobre resiliência e como estourar a "bolha" do futebol feminino é motivo de orgulho para uma carreira com títulos dentro de campo. Fora das quatro linhas, ser voz e inspiração para novas gerações surge como motivação. Ela quer deixar um legado acima do esporte.
Depoimento de Tamires Dias ao ge Resiliência vem da força de querer mostrar e crescer, de deixar um legado para a modalidade e nas coisas que acredito. A mulher vem com esse espírito de brigar pelas causas desde nova. Quando decidi ser jogadora, foram muitas barreiras de preconceito. Acho que isso vem desde pequena quando escutava: “Você é mulher e vai jogar futebol?”. Sim, sou mulher e esse é meu sonho. As equipes pelas quais passei me fizeram ser resiliente. Técnicos e técnicas como a Magali, que nos meus 15 ou 16 anos me desafiou muito para crescer como jogadora e pessoa. As coisas eram restritas. Jogava em campo de terra; sem chuteira adequada, a gente colocava esparadrapo. Tudo para vislumbrar um lugar na Seleção, alcançar um patamar maior.
Depois virei mãe e quis dar uma vida melhor para o meu filho. A minha resiliência como mulher vem do dia a dia. Sou uma mulher forte, mas posso ser mais. A mulher não pode perder a sua força, todos os dias temos novos desafios a serem superados. Ouvia nos jogos: “Vá lavar uma louça”. A minha geração ouviu muito esse comentário. Temos tantas mulheres f..., feras, para não falar outra palavra. Inspiradoras.
Eu me tornei uma referência na vida de atleta e mãe, e me orgulho por ser uma mulher, por ser uma mulher que joga futebol e por ser uma mulher que joga futebol e ainda é mãe. Foi muita coragem, muitos desafios superados. Foi tudo às mil maravilhas? Não. Entendo que a maternidade é algo muito difícil. Como mãe, a gente se culpa o tempo todo, mesmo não tendo culpa de nada. Quando voltei, o mais difícil foi a distância do Bernardo. Chegava em casa, e ele estava dormindo. Foi difícil não participar diretamente de alguns processos, mas estava convicta em ser uma jogadora profissional de futebol.
Quando a gente expõe e escutamos outra falando, aprendemos. Passei por esse processo sem ter uma referência no esporte de mães atletas, mas fui vendo mulheres usarem a voz para causas importantes, causas pelas quais eu batalhava timidamente desde pequena. Vi a Alex Morgan, a Rapinoe levantando as vozes. Isso acendeu a chama para ser uma voz das mulheres no Brasil, a fim de mudar o patamar do futebol feminino. Penso coletivamente, falo instintivamente. Muitas vezes, instintivamente faz as pessoas sentirem mais, porque vem do coração.



CBF revela áudio de expulsão anulada do Mirassol em vitória sobre o Corinthians
Corinthians enfrenta o Santa Fé na Libertadores; Saiba onde assistir!
Mirassol x Corinthians: onde assistir
Mirassol x Corinthians; Saiba onde assistir
ONDE ASSISTIR: Mirassol e Corinthians se enfrentam em duelo decisivo pelo Brasileirão
20 anos da noite em que o Pacaembu parou o futebol e traumatizou o Corinthians! Relembre!
GOOOOOOOOOL! ELE DE NOVO!! GH SALVA O TIMÃO DA DERROTA
Análise Tática:Início de Fernando Diniz no Corinthians surpreende com defesa sólida e desempenho superior aos trabalhos no Cruzeiro e Vasco
Santa Fe x Corinthians; Saiba onde assistir!
Fora do próximo jogo: Volante é suspenso contra o Mirassol e desfalca o Corinthians