4/3/2024 04:07

Cinco motivos para a eliminação prematura do Corinthians no Paulistão

queda precoce do Corinthians no Paulistão: consequências da gestão conturbada e instabilidade dentro e fora de campo.

Cinco motivos para a eliminação prematura do Corinthians no Paulistão

Embora a eliminação precoce no Paulistão possa ser amenizada com a clara evolução do time com António Oliveira, o Corinthians protagonizou uma participação constrangedora no estadual. Fora da fase de mata-mata com uma rodada de antecipação, o Timão cometeu alguns pecados que culminaram na queda. Mesmo com a vitória por 3 a 2 sobre o Santo André, o Corinthians acabou eliminado com a vitória da Inter de Limeira sobre o Ituano, na noite de sábado. A queda precoce alvinegra vem como consequência de um início de ano turbulento tanto dentro quanto fora de campo. A reportagem do ge elenca cinco motivos que ajudam a explicar o fato de o maior campeão paulista sequer avançar para a fase mais decisiva da competição. Turbulências no início de gestão A gestão Augusto Melo conviveu com turbulências desde o momento da posse, em 2 de janeiro, cerca de três semanas antes do início da disputa do Campeonato Paulista. O presidente admitiu nos primeiros dias de mandato que a situação econômica e administrativa do clube era "pior do que o imaginado", o que teve consequência na remontagem do elenco. A começar pela novela Gabigol, que estampou o noticiário ao ser alimentada pela própria diretoria do Corinthians, enquanto a viabilidade do possível negócio era questionada pelo estafe do atacante e pelo próprio Flamengo. A multa nacional estava na casa dos R$ 700 milhões. Uma das principais promessas de campanha, a contratação de um executivo de futebol veio somente com a disputa em andamento do Paulista. A chegada de Fabinho Soldado melhorou os protocolos internos, especialmente no mercado da bola, segundo fontes do clube. O auge da turbulência veio no caso Lucas Veríssimo. O zagueiro trabalhou toda a pré-temporada como titular de Mano Menezes, mas na véspera da estreia contra o Guarani deixou o Corinthians. Houve troca de acusações entre o defensor e a nova gestão sobre a culpabilidade pela saída do atleta, peça fundamental desde o ano passado. O fato, porém, é que o Timão perdeu o melhor zagueiro um dia antes de iniciar a campanha.

Lucas Veríssimo deixou o Timão na véspera da estreia — Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
Crédito da imagem: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

Em meio ao mercado, o Timão ainda encarou um imbróglio para trazer Matheus França. O lateral-direito chegou a participar do treino aberto no Parque São Jorge, porém retornou ao Flamengo com divergências na negociação. O Corinthians, posteriormente, resolveu as diferenças e trouxe o ala. A gestão Augusto Melo ainda precisou lidar com um problema interno pesado durante a competição: Matías Rojas. Ainda no fim do ano passado, nos dias derradeiros da gestão Duilio Monteiro Alves, o meia cogitou ir à Fifa para romper contrato. A atual gestão fez um acordo, mas não cumpriu com o combinado em fevereiro e viu Rojas deixar o clube às vésperas do duelo contra o Santo André. O meia não vai jogar mais pelo Timão, e a diretoria deve neste início de semana acelerar a conversa para chegar a um consenso sobre a rescisão de contrato. O compromisso do camisa 10 vale até o meio de 2027.

Choque de remodelação A promessa de Augusto Melo ao vencer a eleição era promover um choque de gestão. A remodelação do elenco de futebol profissional foi grande, mas feita de maneira paliativa, o que prejudicou diretamente a participação do Corinthians no Paulistão. Nas primeiras rodadas, Mano Menezes precisou contar com muitos garotos das categorias de base para reforçar o banco de reservas, como o meio-campista Yago, o zagueiro Rafael e o lateral Guilherme. O elenco sofreu com limitação de peças até quase o fim da fase de grupos, quando António Oliveira já estava no comando. Na virada do ano, mais de dez atletas saíram; entre eles, Renato Augusto, Gil, Giuliano, Cantillo e o jovem Pedro. A temporada ainda começou com Rafael Ramos, recentemente negociado com o Ceará, e Matheus Bidu fora dos planos. Portanto, um elenco com poucas peças de reposição até a diretoria fechar com todos os dez reforços que atualmente fazem parte do grupo de atletas. O último apresentado, Igor Coronado, estreou somente na partida do último sábado contra o Santo André. Tanto Mano Menezes quanto António Oliveira encararam uma situação que popularmente poderia ser exemplificada com os “pneus do carro sendo trocados em movimento”.

Igor Coronado só estreou pelo time na penúltima rodada do estadual — Foto: Marcos Ribolli
Crédito da imagem: Marcos Ribolli

Caso Garro Neste quesito de reformulação de elenco, o caso de Rodrigo Garro merece uma menção à parte. Anunciado na posse de Augusto Melo, em 2 de janeiro, o argentino só estreou pelo Corinthians em 7 de fevereiro, na metade da fase de grupos do Paulistão. O argentino treinava normalmente no CT Joaquim Grava enquanto a diretoria travava uma disputa com o Talleres, clube argentino que negociou o meia por US$ 7 milhões (R$ 34 mi, segundo cotação atual). Em 24 de janeiro, o Corinthians pagou US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões), referentes à primeira de três parcelas e aos custos adicionais da operação. Parte do valor, no entanto, teve o abatimento de impostos. O clube argentino assegurou que o combinado era o pagamento do valor líquido, o que aumentaria a transferência. O embate atrasou o envio das documentações de Garro em mais de um mês e prejudicou o início de campanha, ainda mais pelo impacto do meia no time. Garro estreou na derrota para o Santos, mas ajudou na reação corintiana na temporada. Foram sete jogos com argentino em campo nos quais o Timão venceu quatro e empatou dois. A outra derrota da equipe foi diante da Ponte Preta.

Garro demorou a estrear pelo Corinthians; quando jogou, teve impacto positivo — Foto: Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
Crédito da imagem: Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Correção de rota tardia O Corinthians teve um início muito abaixo no Campeonato Paulista. Derrotas para Ituano, que só venceu o Timão no estadual; São Bernardo, próximo rival na Copa do Brasil; e Novorizontino, em casa, prejudicaram completamente o andamento da equipe na competição. Ainda houve o peso histórico do tabu quebrado pelo São Paulo, que venceu pela primeira vez na arena. Precisaram quatro derrotas seguidas no Estadual para a diretoria decidir pela saída de Mano Menezes, que já viveu um 2023 com uma equipe de desempenho abaixo do esperado, como na goleada sofrida para o Bahia na Neo Química Arena. A correção de rota viria com Márcio Zanardi, primeira opção da diretoria para assumir o cargo de treinador. Contudo, o técnico do São Bernardo não poderia dirigir o Corinthians no Paulistão, o que obrigou Augusto Melo e companhia a procurar novas opções. Neste meio tempo, o Corinthians foi com um interino (Thiago Kosloski, que saiu do clube) para o clássico contra o Santos. A derrota na Vila Belmiro, quinto resultado negativo seguido, praticamente sepultava as chances de classificação para o mata-mata. Veio António Oliveira, o time melhorou, mas não obteve resultados suficientes para conseguir contornar o péssimo início.

Vacilo final António Oliveira e o Corinthians reforçado teriam uma missão complicadíssima pela frente. Em seis rodadas, praticamente um aproveitamento perfeito dos pontos levaria a equipe, que brigava contra o rebaixamento, para a fase decisiva da competição. A queda com uma rodada de antecipação teve um vacilo final do elenco: a derrota em casa para a Ponte Preta, diante de mais de 40 mil pessoas na Neo Química Arena. Em uma partida na qual o Corinthians empilhou chances e fatalmente sairia com a vitória se apresentasse maior eficiência no ataque, o Timão viu a distância para Inter de Limeira e Mirassol se tornar praticamente inalcançável. O Corinthians precisava vencer o Santo André e que os dois times do interior não vencessem mais na competição. A Inter, ainda no sábado, bateu o Ituano, que só venceu o Timão no torneio, e fez o maior campeão estadual dar adeus com uma rodada de antecedência.

Iago Dias comemora o gol da Ponte contra o Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Crédito da imagem: Marcos Ribolli


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