21/11/2023 12:34

Ex-atacante, estudioso e patinho feio: 10 fatos sobre Carlos Augusto, titular do Brasil contra a Argentina

Ex-atacante, estudioso e patinho feio: 10 fatos sobre Carlos Augusto, titular do Brasil contra a Argentina

Carlos Augusto é a principal novidade da seleção brasileira para enfrentar a Argentina, nesta terça-feira. Com apenas um jogo com a amarelinha - no mês passado -, o lateral-esquerdo de 24 anos foi escolhido pelo técnico Fernando Diniz para iniciar o clássico no Maracanã, às 21h30 (de Brasília), no lugar de Renan Lodi.

Tendo atuado por pouco tempo no Brasil, defendendo o Corinthians, Carlos Augusto ainda é pouco conhecido por parte da torcida. Por isso, abaixo o ge apresenta 10 fatos sobre o passado e o presente do lateral-esquerdo da Inter de Milão. Confira!

Carlos Augusto é novidade na seleção brasileira para enfrentar a Argentina — Foto: Joilson Marconne / CBF

Carlos Augusto é novidade na seleção brasileira para enfrentar a Argentina — Foto: Joilson Marconne / CBF

1 - "Patinho feio"

Carlos Augusto nunca foi um dos protagonistas na base do Corinthians. Mesmo no profissional, demorou a se firmar e, quando teve sequência, logo foi negociado com o Monza, da segunda divisão da Itália, em 2020.

– Se a gente pegar o histórico do Carlos, ele foi jogar de verdade no sub-20. Nunca era aquele cara que todo mundo apostava, mas nos juniores a gente percebeu que ele realmente tinha potencial – contou Dyego Coelho, ex-técnico do lateral, na base corintiana.

O próprio Carlos Augusto admitiu isso em entrevista no mês passado, quando estreou pela Sleeção:

– Sempre fui o patinho feio na base. Até fiquei trocando de posições, atacante, meia, zagueiro, fiz tudo. Quando você vem ao lado desses jogadores, pensa que aquilo foi um aprendizado, foi bom para crescer como pessoa. Só tenho que agradecer por esses momentos.

Veja também: + Raio-x da Seleção no Maracanã: maior vítima, artilheiro, goleadas e mais curiosidades + Endrick revela ter sido vítima de racismo na infância: "Vou seguir de cabeça erguida"

2 - Mudanças de posição

Logo no início da carreira, Carlos era atacante, que jogava aberto pelos lados. Com o tempo, técnicos e o próprio jogador notaram que ele tinha maior aptidão para jogar mais recuado.

A mudança para a defesa veio no sub-15 do Corinthians, durante a disputa de uma Copa Votorantim. O lateral-esquerdo da equipe se machucou, e o técnico Marcio Zanardi pediu para Carlos quebrar um galho na posição, já que era o único canhoto disponível.

– Com o tempo, a gente começou a perceber que tinha uma potência na lateral esquerda. Mas, para a gente usufruir desse menino, era preciso colocá-lo em algumas posições que dessem noção de defesa para ele. Vamos jogar com três zagueiros? Aí colocávamos ele como zagueiro pelo lado esquerdo. Ele tem muita força para chegar no ataque, mas o forte que a gente via era na parte defensiva – explicou Coelho.

Carlos Augusto na base do Corinthians — Foto: Rodrigo Gazzanel / Ag.Corinthians

Carlos Augusto na base do Corinthians — Foto: Rodrigo Gazzanel / Ag.Corinthians

3 - Futsal

Antes de ir para os campos, Carlos Augusto jogou futsal, no Pulo, de Campinas.

- O Carlos Augusto era um jogador muito diferente, era um jogador muito forte, de muito arranque, atleta de uma raça descomunal. Você via que era diferente, que iria vencer. Ele jogou aqui dos nove aos 13 anos. Foi quando ele disputou o último Campeonato Paulista pelo Pulo. Chegou em terceiro lugar sub-13. Ele já era monitorado e já treinava, às vezes, no Corinthians. Depois ele só ficou no campo – contou Jefferson Novaes, o Jeffão, idealizador do projeto do Pulo Futsal, em entrevista recente ao ge .

4 - Lugano

Por conta dos cabelos loiros, Carlos recebeu apelido na infância em referência ao zagueiro uruguaio.

– Quando era criança, na escolinha Chute Inicial, me chamavam de "Lugano" porque eu parecia com ele, na aparência, não no futebol. Tem gente que na minha cidade que me chama assim, eu não ligo – relembrou o jogador.

Carlos Augusto atuando com a camisa do Pulo Futsal — Foto: Arquivo pessoal

Carlos Augusto atuando com a camisa do Pulo Futsal — Foto: Arquivo pessoal

5 - Em busca de afirmação

Contratado no meio deste ano pela Inter de Milão, Carlos Augusto tem sido bastante utilizado pelo clube, mas foi titular apenas uma vez no Campeonato Italiano - em outras 11 oportunidades ele entrou no decorrer do jogo.

Já na Liga dos Campeões, ele iniciou três partidas e entrou em outra.

6 - Estudioso

O lateral-esquerdo sempre foi aplicado na escola e colecionava boas notas, segundo relatos. Carlos chegou a cursar o primeiro ano da faculdade de Administração enquanto jogava no Corinthians.

O jogador fala fluentemente italiano e inglês.

7 - Desenvolvimento

Na Europa há três anos, Carlos Augusto evoluiu em aspectos técnicos e táticos, além de ter ficado mais forte fisicamente.

Pessoas próximas ao atleta apontam que o técnico Raffaele Palladino, que o dirigiu no Monza, foi um dos principais responsáveis pelo crescimento dele.

8 - Personalidade

Quem conhece Carlos mais intimamente relata uma pessoa calma, caseira e muito disciplinada. O jogador não é afeito a baladas e, quando sai com amigos, prefere restaurantes, especialmente o de culinária japonesa. O passatempo predileto do lateral é jogar videogame.

9 - Recusa à Azzurra

O lateral possui cidadania italiana e recentemente foi convidado a defender a seleção do país europeu. Porém, sem pensar duas vezes, ele recusou a investida:

– Eu fui chamado, mas nem pensei na hipótese de aceitar. Cresci no Brasil. Por respeito aos italianos, não me via como italiano, meu coração sempre foi brasileiro, nem pensei na hipótese de ir – contou.

Veja a coletiva de Carlos Augusto antes de Brasil x Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas

10 - À vontade

A primeira convocação de Carlos Augusto foi em outubro, para jogos contra Venezuela e Uruguai. Na segunda partida, ele foi escolhido por Fernando Diniz para ser titular.

Embora novato, o lateral se mostrou integrado ao grupo nos treinos na Granja Comary, em Teresópolis.

– Foi muito rápido, mudança de time, vinda para cá. A chegada aqui todo mundo me abraçou, é um grupo extraordinário, todos os capitães vieram falar comigo. Sobre o trote, é mais fácil jogar em estádio cheio do que subir naquela cadeiera para cantar. Só gaguejei na hora da música (risos). Foi "Melhor eu ir" (a música) – contou Carlos, em sua estreia.

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