A punição ao Corinthians por causa de cantos homofóbicos entoados por parte de seus torcedores em jogo contra o São Paulo, em maio, pelo Brasileirão, é vista como um marco na luta contra a homofobia no futebol no Brasil pelo Canarinhos LGBTQ+. O grupo reúne coletivos e torcidas organizadas LGBTQ+.
"Para nós do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, a decisão é histórica e marca um novo momento de combate à discriminação no futebol Brasileiro. Esperamos que isso alerte os clubes para a importância de trabalhar a temática de combate à discriminação dentro da sua torcida e comunidade interna", disse o coletivo em nota.
Na última quinta (6), o Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu o Alvinegro com um mando de campo com portões fechados por causa do episódio no Majestoso.
A mesma pena já havia sido aplicada pela 3ª Comissão Disciplinar do órgão, mas o clube paulista conseguiu um efeito suspensivo para não cumprir a punição até o julgamento no Pleno. O jogo com portões fechados será contra o Vasco, provavelmente em 30 de julho.
De acordo com o STJD, essa é a primeira vez que um clube recebe esse tipo de pena desde que a CBF anunciou a adoção dessa medida para o Brasileirão, em fevereiro deste ano.
"Acredito que [a punição ao Corinthians] vai ter um impacto rápido, sobretudo nos clubes que têm esse tipo de conduta recorrente", afirmou à coluna Onã Rudá Silva Cavalcanti, um dos fundadores da Canarinhos LGBTQ+.
Opinião semelhante tem o presidente da corintiana Fiel LGBT, Railson, que prefere não divulgar seu sobrenome.
"Nós do coletivo achamos bem justo manter a punição. Para que fique de exemplo. Talvez agora o clube possa orientar mais o seus torcedores, e talvez até os próprios torcedores se conscientizem. Cabe ao Corinthians agora agir antes do jogo para combater esses cânticos na arena. Acredito que agora os cânticos comecem a diminuir", disse Railson.
1839 visitas - Fonte: UOL