23/7/2021 11:02

Análise: Rento Augusto da inteligência ao meio do Corinthians e Giuliano pode contribuir

Ídolo retorna ao clube após seis anos. Na China, jogou em várias funções diferentes e pode formar dupla de armação no meio-campo com Giuliano

Mais um retorno: Renato Augusto é do Corinthians. Após cinco temporadas no Beijing Guoan, da China, o meio-campista de 33 anos é o segundo reforço da equipe para a temporada e chega com contrato válido por dois anos e meio, até o fim de 2023.



Ídolo e principal peça do time que encantou o país no segundo semestre de 2015, sob o comando de Tite, Renato Augusto é um dos jogadores mais inteligentes do futebol brasileiro nos últimos anos. Por executar todas as funções do meio-campo, ganhou o apelido de "todocampista" ainda em 2015, quando foi eleito Craque do Brasileirão.



Foram três treinadores em cinco anos na China: José González, Roger Schmidt e Bruno Genésio. Os três exploraram sua qualidade de jeitos e posições diferentes. Já a função em campo era quase sempre a mesma: organizar o jogo para os companheiros mais atrás, geralmente na faixa esquerda do campo.

Desde os tempos de Alemanha, o forte de Renato é a construção do jogo. Ele organiza como e quando seu time irá chegar à grande área. Por isso, prefere atuar mais recuado, como na imagem. Assim, vê o campo e os companheiros de frente e analisa a movimentação de cada um. Escolhe a melhor opção: quem se movimenta e fica livre, recebe um passe ou lançamento dele. Se não há espaço, toca para trás.



Apesar de ser destro, Renato tem forte preferência por jogar do lado esquerdo. O mapa de passes deixa claro como ele prefere o lado. Se há uma região que domina, é justamente o pedaço no lado esquerdo entre o círculo central e a área.



A explicação está na posição corporal. Como é destro, Renato precisa virar o corpo em diagonal para dominar a bola quando está do lado esquerdo. Se estivesse no lado direito, ele teria que virar mais o corpo e ficaria de costas para o gol. Jogar pela faixa esquerda é uma forma de manter a cabeça virada para os companheiros mais à frente, o que encurta o raciocínio de jogo e facilita o papel de armação.

O frame abaixo é um exemplo: ele recebe a bola com o corpo inclinado, vendo ao menos seis companheiros para escolher a melhor opção de jogo. Nessa função, Renato também recebe uma marcação menos cerrada, porque encontra mais o atacante ou ponta do adversário, e não o volantão. Uma forma de ter mais espaço.


Além de ter jogado de verde (não vale multa!), Renato teve Fernando, aquele ex-Grêmio e Seleção, como principal companheiro no meio-campo.

O reconhecido papel de armação vem junto com alguns chutes a gol. A maioria é fora da área e do lado esquerdo, naquele pedaço de campo do qual é rei. Ele também pode entrar na área, mas seu forte é o chute de média distância. Normalmente quando não há espaço e prefere "arriscar" ao gol.


Renato pode complementar Giuliano e transformar o meio-campo do Corinthians
É quase impossível falar de Renato Augusto sem mencionar Giuliano, a primeira contratação do Timão para 2021. Os dois não apenas podem jogar juntos. Devem. Precisam. Porque um complementa o outro em inteligência, característica e qualidade.


Giuliano joga mais à frente, nos espaços que a marcação deixa. Gosta de receber, girar e já correr para a área. Já Renato atua mais atrás, organizando o jogo justamente para quem faz o papel de Giuliano.

No exemplo, um jogador do Beijing vira o corpo para Renato, se mantém entre as linhas de marcação, e cria uma linha de passe. Por estar de frente, Renato pode tocar a bola rapidamente, e Giuliano acrescenta o giro rápido para não perder a bola e já ir para frente. Nesse momento, os outros atacantes já começam a correr para receber a assistência - pode ser Jô, Vital, Mosquito...

É um complemento de raciocínio de jogo. Pense que, em dois passes, o Corinthians coloca alguém na cara do gol. A elaboração do jogo fica mais rápida e inteligente, o que ajuda a surpreender as defesas adversárias. Mais ou menos, o que Renato fazia com Jadson em 2015.

Na China, jogou pouco na função do Corinthians de 2015
No Corinthians de 2015, Renato era o principal construtor e se movimentava até perto dos zagueiros. Entrava menos na área, mas circulava mais pelo campo. Mesma função que fez na Seleção Brasileira e que tanto faltou no jogo contra a Bélgica.

Por mais que seja um articulador, Renato vem jogando mais à frente na China e não volta tanto como no tempos de Corinthians. Bruno Genésio, seu treinador nos últimos dois anos, não mudava o tom de construção pela faixa esquerda. Mas posicionava Renato ou como um meia central num 4-3-1-2 ou até como segundo atacante num 4-4-2, papel que executou em seu último jogo, ainda em 2020.

O papel é o mesmo. A diferença é o lugar de campo do qual ele sai para executar esse papel. Como segundo atacante, Renato demorava mais para buscar a bola lá naquele pedaço favorito. Tempo significa marcação mais fechada, maior dificuldade de encontrar espaço e mais toque de lado...

Por isso Tite o posicionou como meia esquerdo naquele 4-1-4-1. Isso possibilitava que ele ficasse sempre em sua região favorita, sem ir e voltar o tempo todo.
Bruno Genésio também colocava Renato como um meia central num losango no meio-campo. Por incrível que pareça, quem fazia o papel de buscar a bola dos zagueiros e iniciar a construção das jogadas era Fernando, que além da forma física avantajada, mostrava uma inteligência maior do que a vista nos tempos de Grêmio.


O único treinador a manter Renato como meia-esquerdo de fato foi o alemão Roger Schmidt (o melhor que Renato teve na China). No mesmo losango no meio-campo, Renato era o volante pela esquerda durante a temporada 2017, 2018 e 2019 - seu auge na Seleção. Na época, era o único estrangeiro da equipe junto ao atacante Bakambu.


A diferença de metros em campo percorridos era imensa.

Renato era o faz tudo do time e vinha buscar a bola até dos zagueiros. Em alguns momentos, dos goleiros. A movimentação dos companheiros ajudava: todo o meio-campo, incluindo o teoricamente primeiro volante, circulava na frente do então camisa 5 para criar passes curtos e fazer o time avançar ao ataque. Foi o momento em que Renato deu mais assistências e gols na China.


Sylvinho tem tudo para aproveitar a comprovada inteligência de Renato em muitos sistemas táticos.

Pensando hoje, o meio-campo dos sonhos no Timão é com Cantillo, Renato Augusto e Giuliano. Pode tanto ser um 4-1-4-1 (com Giuliano retornando mais) ou um 4-2-3-1, com Renato fazendo um segundo volante. Se Sylvinho optar por posicionar Giuliano pelo lado, Renato pode ser um meia central e Gabriel fica mais atrás com Cantillo, no mesmo 4-1-4-1.



Se Roger Guedes chegar, o time ganha profundidade, ou seja, um jogador sempre pronto para receber o passe de Giuliano depois que ele gira. O sistema pode ser o 4-1-4-1 atual ou o 4-2-3-1.

Opções não faltam. Hoje, Renato Augusto chega como titular em qualquer time do Brasil e tem tudo para mudar a cara do meio-campo - e a temporada - do Corinthians em 2021.



Corinthians, Renato Augusto, Análise



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627 visitas - Fonte: globoesporte.com

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Wilson Fernandes     

Sylvinho ve se não inventa deixa o Renato Augusto e o Giuliano jogarem da forma que sempre jogaram,e não escala jogador morto,pé de rato pra jogar ao lado fos dois e vai Corinthians

marselo kkj     

esse RENTO é craque ein

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