9/5/2021 09:00

Queridinhos das mamães! Cinco delas contam como é ver o filho no elenco principal do Timão

Mães de Raul, Matheus Donelli, Gustavo Mantuan, Cauê e Biro falam neste dia especial

O sonho deles é também o sonho delas.



Num ano em que o Corinthians aposta tanto nas suas crias da base, o ge ouviu o depoimento de cinco mães de jovens jogadores neste 9 de maio, domingo em que se comemora o Dia das Mães e o Timão encara o Novorizontino pela última rodada da fase classificatória do Paulistão, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena.


São mulheres entre 39 e 51 anos que têm filhos em início de carreira. Leia abaixo relatos de:


Luciana, mãe de Raul, que viu o filho homenagear a irmã que morreu há nove meses;

Márcia, mãe de Mantuan, que acompanha a luta do filho em sua terceira cirurgia de joelho;

Silvia, mãe de Matheus Donelli, que vê o filho tentar copiar os passos de Cássio;

Regia, a mãe do caçulinha Biro e a preocupação com os cabelos do filho no trote do profissional;

E Claudete, mãe do Cauê e de mais um menino do sub-13 do Timão.


Dos cinco, apenas Matheus Donelli deve começar jogando neste domingo, já que Cássio foi poupado pelo técnico Vagner Mancini assim como todos os outros titulares.


A mãe de Raul

É da cidade mineira de Lagoa Santa, próxima a Belo Horizonte, que a mãe de Raul Gustavo acompanha os passos do filho no Corinthians.


Depois de sofrer com a distância quando o garoto se aventurou no futebol da Croácia por um ano entre 2018 e 2019, Luciana Inez Pereira, de 45 anos, está muito mais aliviada em vê-lo no Brasil.


"Por toda vida eu acompanhei o Raul nas peneiras quando eram nas cidades próximas. A fase mais difícil para a gente foi quando ele foi para a Croácia. era contato só por telefone e não dava para acompanhar nada dos jogos. Agora está mais tranquilo", disse Luciana.


Há nove meses, Luciana perdeu sua filha mais velha num acidente automobilístico. Incentivadora de Raul, Fabíola virou tema de homenagem para o jogador depois de seu primeiro gol como jogador profissional, na vitória por 2 a 0 contra o Santos.


"Ela gostava muito de futebol, torcia demais por ele. Essa vitória é mais dela, que sempre esteve firme com ele. O começo foi complicado. Um dia ele me pediu para mandar uma foto deles, que ele ia mandar fazer uma camiseta para estar sempre usando. A gente ficava rezando para ele fazer um gol. Naquele dia, ninguém estava esperando. Foi uma emoção enorme. Uma coisa linda para todo mundo".



Torcedora do Atlético-MG, Luciana não vê a hora de acompanhar o filho de 22 anos em campo na Neo Química Arena.


"Eu vejo todas as reportagens sobre ele, assisto a todos os jogos. Quando passar essa pandemia, quero acompanhar mais de perto, ir ao estádio. Costumo ir, sou de gritar. Hoje sou atleticana e corintiana (risos). A Fiel é vibrante, uma torcida doente pelo time. Estou doida para sentir isso".


A mãe de Mantuan

Márcia Mantuan, de 43 anos, terá um Dia das Mães no companhia do filho mais novo – mas não vê nisso um motivo para comemorar. O meia Gustavo segue em tratamento de uma cirurgia no joelho.


"Tomara Deus que ele não esteja em casa no Dia das Mães no ano que vem, que ele esteja fazendo o que mais gosta, que é jogar bola", disse Márcia.


Gustavo Mantuan é irmão de Guilherme Mantuan, de 24, que também foi da base do clube. O volante Guilherme foi campeão da Copa São Paulo em 2017, subiu para o profissional com Fábio Carille, virou lateral-direito, mas não teve sequência. Hoje está em Portugal, no Gil Vicente.


Gustavo, aos 20 anos, encara sua terceira cirurgia de joelho. O procedimento foi feito em novembro e o retorno aos gramados está previsto para o segundo semestre.


"Somos uma família muito unida e em todas as situações nós estivemos juntos, nunca deixamos a bola cair. É a terceira cirurgia do Gustavo, todas foram muito difíceis. Ele nunca me viu chorar, mas no meu momento é claro que tenho minhas fraquezas. Não queremos nunca ver nossos filhos sofrendo".



Nas duas primeiras lesões de Gustavo, ainda na base, o casal estava na arquibancada do Parque São Jorge. Na terceira e mais recente, em amistoso pela seleção sub-20, dias após o meia marcar o primeiro gol no profissional do Timão, eles viram tudo pela televisão.


"Eu e Alexandre (marido) fomos atletas de handebol da seleção. A gente viveu o esporte de alto rendimento há 20 ou 25 anos. Não deixamos esmorecer. Lesão acontece. Gustavo é um menino alegre, nunca reclama. Ele vai passar por mais essa, está quase acabando. Quando ele machuca, todo mundo fica com um ponto de interrogação: como ele vai voltar? Ele sempre volta melhor".


A mãe de Donelli

Enquanto a maioria das mães sonha em ver os filhos fazendo gols pelo Corinthians, o desejo de Silvia é diferente. Mãe do goleiro Matheus, de 18 anos, o que ela sempre quer é que a bola não chegue ao gol.


"É sempre um frio na barriga. Goleiro não tem chance para erro. Estou sempre torcendo muito por ele".


Matheus tem 18 anos e está desde os oito no Corinthians. Começou no futsal e não demorou a ir também para o campo. Neste período todo, Silvia e a família se acostumaram com grandes atuações, mas também com os dias ruins.


"Eu sou muito tranquila e consciente de tudo o que pode acontecer no futebol. Do mesmo jeito que tem a fase boa, vai ter a ruim, o momento de vacilo. Mas é saber usar de lição para não falhar novamente e bola para frente. Não pode ficar remoendo, não", afirmou ela, de 39 anos.


Campeão mundial com a seleção sub-17 em 2019, o goleiro é tratado como uma joia dentro do clube. Em 2021, mesmo com pouca idade, foi titular no empate contra o Palmeiras por 2 a 2 e na vitória por 2 a 1 contra a Ponte Preta, no Paulistão, num período em que Cássio esteve afastado por Covid-19.


"A estreia foi uma emoção bem diferente para a gente, inesperada e de repente. Mesmo estando no profissional, a gente não esperava que acontecesse tão rápido. Passou um filme na cabeça. É muito gostoso ver a trajetória que ele teve depois de tanta dedicação. E foi uma noite com chuva, com bola escorregadia. Fiquei tensa".




O que tem deixado Silvia tranquila é o suporte que o garoto tem recebido do ídolo Cássio. Aos 33 anos e com 520 jogos pelo clube, o capitão do Timão acolheu Matheus e tem facilitado a adaptação do jogador ao time principal. Algo que, claro, deixa a mãe muito feliz.


"A gente não conhecia o Cássio, mas ele realmente surpreende muito. É um grande espelho para o Matheus, conversa muito com ele, é uma parceria mesmo. Cássio tem um coração de gigante, não é só apelido não (risos)", disse Silvia.


A mãe de Biro

Regia Mafra, de 42 anos, é mãe de Guilherme, de 17 anos, o caçula do elenco corintiano. Ou melhor, de "Biro", como ele é conhecido no futebol.


"Eu acho legal, fica uma marca registrada, o Biro Biro foi um excelente jogador, ele gosta também do apelido. Mas, para mim, é Guilherme. Eu só chamo de Guilherme".


O filho, que ainda cursa o Ensino Médio à distância, tem outra marca registrada: o cabelo. Promovido ao elenco profissional neste ano, o lateral-esquerdo passou pelo tradicional trote dos jogadores em transição da base e conseguiu passar ileso à máquina zero – ou quase isso.


"Pouparam o Guilherme. Eu estava preocupada, ele mais ainda (risos). Ele tem adoração naquele cabelo, usa desde os sete anos. Mas aí chegaram num consenso e cortaram a sobrancelha. Ela até já cresceu. Brinquei com ele que, quando estrear, já não vai ter nenhum vestígio do trote".



Regia ainda não viu o filho em ação no time profissional. Quando Fábio Santos e Lucas Piton se ausentaram por Covid-19, ele foi promovido do sub-20, viveu a expectativa de estrear, mas viu Vagner Mancini improvisar o zagueiro Bruno Méndez na função.


"Quando ele foi convocado, ficamos muito ansiosos, numa felicidade interna. Ele não estreou, teve mais um jogo e acabou não jogando. Agora estamos aguardando esse momento chegar. Agora teve também uma lesão, mas acho que semana que vem já volta a treinar para brigar por uma oportunidade. Tudo acontece na hora certa. Ainda não era para ser".


Com passagem por seleção de base, o garoto é visto como parte do futuro corintiano:


"Dá muito orgulho ver onde ele já está, tendo o trabalho reconhecido. Guilherme joga futebol desde os cinco anos, abriu mão da infância para isso, deixava de sair e de fazer coisas que adolescente gosta para se dedicar aos treinos. Desejo que chegue muito mais longe. O sonho dele se tornou o nosso".


A mãe de Cauê

Cauê tinha 14 anos quando foi visto por um olheiro do Novorizontino num campeonato realizado na cidade de Guará, onde vivia. Chamado para o primeiro teste de sua vida, passou e iniciou carreira no futebol profissional a cerca de 260 quilômetros da cidade onde morava com os pais.


"Aqui é cidade pequena, interior, não tinha muita oportunidade para ele. Cauê precisou começar a trabalhar cedo para ajudar em casa, então quando chamaram ele para o teste, nossa ficha não caiu: "Será que é isso mesmo?". Quando ele passou, fiquei desesperada. Nunca tinha saído de perto da gente", contou Claudete Santos, de 51 anos.


Claudete acompanhava o filho de longe e sofreu junto dele quando, no sub-15 do Novorizontino, o garoto escorregou num treino em dia de chuva e travou um dos dedos da mão para dentro do gramado. Teve de fazer cirurgia e muita fisioterapia, o que atrasou seu ano na categoria.


"Mas no ano seguinte ele já recuperou o espaço dele. No primeiro jogo como titular, fez três gols".


Com a ida de Cauê para o Corinthians em 2019, toda a família trocou o interior pela capital paulista. Dentro da casa de dona Claudete hoje estão os sonhos de Cauê e também do caçula Iago, de 12 anos, que joga no time sub-13 do Corinthians.


"Ele estava no São Paulo, era monitorado desde os oito anos pelo São Paulo. Quando o Cauê foi para o Corinthians na base, eles sugeriram: "Traga o Iago também". Para a gente foi melhor, pois ficaria difícil ter de levá-lo para Cotia. Eles têm seis anos de diferença. Já pensou os dois jogando juntos? Seria um sonho. Como o Iago é meia, deixaria o Cauê fazer muitos gols (risos)", brincou a mãe orgulhosa.


Segundo Claudete, o mais velho tenta ser uma referência para o mais novo dentro de casa. Aos 18 anos, o centroavante fez seu segundo gol pelo Timão no meio desta semana, contra o Sport Huancayo, do Peru, pela Copa Sul-Americana.



"Cauê conversa muito com o Iago, diz que tem que focar, que tem que treinar. O Cauê treina muito. Quando olho para o Iago, eu penso: "Vamos começar tudo de novo" (risos). A gente espera que dê certo a carreira dos dois".



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