6/4/2021 09:00

Treinador lembra trajetória dos jovens do Timão nas quadras de futsal

Roni, Piton, Donelli, Vitinho, Biro e Mantuan começaram nas quadras do Parque São Jorge

A chegada de jovens jogadores do time profissional do Corinthians em 2021 não é apenas uma vitória de suas famílias e dos membros do departamento de formação do clube. Mas também do futsal.



Técnico da categoria sub-18 do Timão e com dez anos de futsal no clube alvinegro, Daniel Magalhães vibra com cada conquista dos garotos que viu crescer dentro do Parque São Jorge.


Do elenco atual, passaram por suas mãos o goleiro Matheus Donelli, os laterais Lucas Piton e Guilherme Biro, o volante Roni, os meias Vitinho e Gustavo Mantuan e o atacante Rodrigo Varanda.


Os exemplos geram inspiração nas crianças do clube, que sonham em ter o mesmo destino:


"Este espelho já vem da época do Malcom, do Marquinhos, e mais atrás com Fagner e Jô. Hoje nossos jovens já olham para esses meninos, Biro, Piton, Roni, Donelli e Varanda. Espero formar mais jogadores, fazer mais histórias dentro do clube. Isso nos engrandece, minha função é formar jogadores vencedores na vida e no esporte", contou Daniel, que já tem 21 anos de estrada na categoria.



Com 41 anos, o treinador vivenciou diversas situações ao lado dos garotos dentro do clube. E tem em Lucas Piton um exemplo de persistência.


Reprovado num teste para o campo aos 13 anos, o garoto foi integrado ao futsal, campeão mundial em 2018 aos 16 anos e só então levado ao campo.


"Uma das maiores referências do Corinthians no futsal foi o Malcom. Ele chegou no Corinthians aos dez anos, jogava futsal e futebol, jogou até os 15 no futsal, e deixou claro que não tem a idade certa para ir para o campo. Claro que quanto mais cedo for, vai se aclimatar mais rápido e entender o processo, mas hoje sabemos que não precisa ir muito cedo. Não passar num primeiro momento não é o fim. Lucas Piton é o maior exemplo. Aos 13 anos ele não foi aprovado no futebol, eu trouxe ele aos 14 para o Corinthians no futsal, ele viveu um processo até ir ao campo aos 16. Às vezes a maturação é tardia, e nosso departamento enxerga isso", destacou o profissional.



Abaixo você confere histórias dos garotos que passaram pelo futsal e hoje brilham no campo:


Diferentemente de muitos garotos, Lucas Piton foi quem teve a transição mais tardia para o campo., chegando apenas no sub-17, aos 16 anos. Como vê essa situação?

Daniel: Temos ele como exemplo do trabalho que é desenvolvido, nossa modalidade também é um processo formador de jogadores. Lucas Piton é um caso atípico. Quando ele tinha 16 anos nós disputamos um Mundial Sub-18 na Espanha, eu o convoquei para aquele Mundial, ele já era um atleta que nós enxergávamos com potencial para o futsal. E ele com 16 anos me confidencia numa conversa que gostaria de fazer uma avaliação no futebol.

"E eu como funcionário do clube, como formador, conversei com o treinador do futebol, ele passou uma semana treinando com o Leandro (Mehlich) e foi aprovado. E aí teve essa ascensão, logo chegou ao profissional. O futsal é importante neste processo, e é o que o Brasil tem de diferente dos outros países. O atleta é inserido no futsal desde a infância e chega no futebol com uma diferença cognitiva e técnica em relação aos outros".



O que esses jogadores trazem do futsal?

"Para você ver a importância, o Matheus Donelli foi campeão mundial com a seleção brasileira sub-17 e o diferencial dele era saber trabalhar com os pés. Uma situação que ele evoluiu muito, ele tinha dificuldade quando era criança e desenvolveu. O diferencial é essa resposta cognitiva. Hoje o treinador quer que o atleta venha com uma carga de cognição para chegar resolvendo os problemas. A técnica e o talento eles têm. O atleta trabalhar com o pé direito e com o pé esquerdo, saber defender e atacar, são situações que ele a todo momento enfrenta no futsal. São o diferencial, a carga de cognição e a intensidade do jogo. Por isso esses meninos estão inseridos no profissional do Corinthians".


Rodrigo Varanda já se destacava quando garoto?

"Lembro dele com 10 anos no sub-11, no primeiro ano da categoria, fizemos um jogo em Diadema contra uma equipe famosa, que é a equipe da Mercedes, o jogo estava enroscado, a gente perdendo por 3 a 1. Então olhei para o banco, vi ele com brilho no olho, coloquei e ele arrebentou. Ganhamos de 4 a 3, ele fez os três gols, em um que até deu um chapéu num menino. Aí depois veio com personalidade falando: "Olha aí, Daniel, tá vendo? Eu tinha que jogar". Aos 10 anos ele já tinha esse brilho no olho".


O sonho do Lucas Piton era o campo?

"Uma vez eu estava indo embora do treino no clube e vi ele mancando. Ele treinou machucado, não falou pra ninguém e estava indo embora para o metrô andando. A distância é de 1,5km. Falei: "Onde você vai? Por que não avisou que estava machucado?" E ele falou que queria jogar. Lembro que liguei pro pai dele, o Zé, e disse que ia levá-lo em casa, ele morava na casa de uma tia dele. E nessa conversa no carro ele já contava do sonho de jogar futebol. Eu dizia que o futsal podia ser uma ponte".


Como era a relação com os outros?

"Com o Gustavo Mantuan a gente teve várias passagens, lembro que minha equipe técnica substituiu ele num jogo, e a mãe desceu da arquibancada reclamando (risos). A gente explicava que fazia parte do processo. É um menino maravilhoso, os pais também são".


"Roni lembro que fez um gol de bicicleta na Federação, com dez anos, um gol que ficou para a história. Biro era um menino bem individualista, conduzia muito a bola e a gente cobrava que ele fosse mais coletivo, que desenvolvesse o jogo de tabela. E aí num jogo ele sai arrastando, dribla todo mundo e faz o gol. Era um indisciplinado criativo (risos)".


"E tivemos o Vitinho, que jogou dos seis aos 14 anos com a gente. Ele é destro, aí os caras marcavam ele na direita e ele fazia os gols de esquerda. Ele tinha essa qualidade para finalizar com o pé ruim. A gente tem muita história, muito aprendizado e isso fica de legado para as próximas gerações. Que a criança acredite que tem condição de chegar".


Eles viraram inspiração dentro do clube?

"Sim. Hoje com a pandemia, do sub-7 ao sub-18 estamos fazendo atividades online. Minha categoria treina todos os dias com a preparação física e a fisiologia. E aí fazemos alguns bate-papos, levamos ex-jogadores do futsal que estão no futebol para palestras. Já tivemos o Donelli, o Piton também. Temos uma ação para trazer o Rodrigo Varanda, meninos que estavam há pouco tempo na quadra. Queremos Fagner e Jô para também participar".



Do Fagner e do Jô você não foi técnico, né?

"(Risos) Não, mas é muito engraçado. Tenho dez anos de Corinthians, comecei como técnico aos 20. Quando eles estavam no futsal, eu estava iniciando a minha carreira nos estudos. Jô é cinco anos mais novo que eu. Eu era treinador de outra equipe, e o Jô já jogava futsal, todo jogo que ele entrava ele era decisivo. Fagner, que fez uma história no futsal do Corinthians, e Jô seguiram a carreira como jogadores, e eu como nunca fui um diferenciado comecei a carreira cedo como treinador".

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