O uruguaio Bruno Méndez completou um ano de Corinthians há pouco tempo, mas já demonstra conhecimento da história do clube. Em entrevista ao site "La Diaria", de seu país, o zagueiro falou sobre a Democracia Corinthiana, movimento da década de 1980 que encampou a luta política pelas "Diretas Já".
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Bruno, porém, disse que a Democracia Corinthiana não é tema de conversas entre os jogadores do Timão. Segundo o jogador, ele conheceu a história antes mesmo de vestir a camisa alvinegra, lendo um livro do escritor uruguaio Eduardo Galeano:
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Eu sabia da Democracia Corinthians porque tinha lido um livro de Galeano que ganhei de presente de Joaquín Noy (jogador uruguaio), e lá está essa história. É um livro de fragmentos inéditos que ficaram depois da morte dele. Sinceramente, desde que cheguei não se fala disso. Se sabe, está presente, mas não se fala. Os torcedores ainda usam a camisa do Sócrates. É muito difícil que algo assim volte a acontecer – comentou Bruno Méndez.
O zagueiro ainda destacou o tamanho da Fiel torcida, presente em todo território brasileiro, e o que pedem os corintianos:
– O Corinthians tem uma história muito linda, é o clube do povo, são quase 40 milhões de torcedores. Você se dá conta quando viaja: vai ao Norte, ao Sul e sempre vão te esperar no hotel, no aeroporto. E essa torcida não para nunca de cantar. Talvez a gente imagine o brasileiro apoiando o jogo bomito, mas no primeiro jogo que eu vi o Vagner Love se atirou ao chão e a torcida se levantou. "Estamos no Uruguai", eu disse. Isso não acontece em todas as equipes do Brasil. No Corinthians, pedem sangue, sangue no olho.
Bruno Méndez ainda não conseguiu se firmar como titular do Corinthians. Desde que chegou ao clube, ele disputou 13 partidas, a última delas contra a Inter de Limeira, em 9 de fevereiro.
Na entrevista ao "El Diario", o uruguaio exaltou também a estrutura do Timão:
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Aqui nós temos tudo, não pode se queixar, tem que ganhar porque tem tudo. Seis auxiliares, quatro fisioterapeutas, dois médicos. Eu só estive no Montevideo Wanderers, mas de todas as formas tem que ver quando clubes da América do Sul tem o que o Corinthians possui no Brasil – disse o zagueiro, que ainda arrematou:
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Às vezes não é necessário chegar à Europa para escrever história.
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Esse joao paulo e frango velho filho da puta
Esse cara tem q ser titular absoluto ao lado de gil
Democracia é trmpo antigo tudo era na humildade, hoje só tem jogador si preocupa com a aparência
BRUNO MÉNDEZ FALA DA "DEMOCRACIA CORINTIANA"...O BRASIL QUE NÓS BRASILEIROS DESCONHECEMOS!!!
Já não sei mais o que dizer em relação ao nosso atual momento, deve ser uma administracao