21/1/2020 09:18

Favorito? Quarta força? Veja como Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo começam o Paulistão

GloboEsporte.com analisa rivais em cinco critérios; saiba quem venceu e vote no favorito

Foto: GloboEsporte.com

No ano em que os quatro clubes grandes vão disputar juntos a Copa Libertadores pela primeira vez, o Campeonato Paulista serve de aperitivo para o torcedor ver como Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo iniciam a temporada. Apesar da Libertadores, o Paulistão também terá sua importância em 2020. Atual tricampeão, o Corinthians tenta um tetracampeonato inédito em sua história. O Santos, por sua vez, quer retomar a hegemonia estadual. Palmeiras e São Paulo pretendem encerrar longos jejuns no torneio – o Verdão não vence desde 2008, e o Tricolor desde 2005.



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Mas quem entra como favorito? Quem é a quarta força? O GloboEsporte.com analisou os rivais em cinco critérios (elenco, treinador, momento, finanças e estabilidade política) e contou com votos de repórteres e editores, que deram de uma a cinco estrelas para cada um dos quesitos. Da soma dessas estrelas, dividida pela quantidade de votantes, saiu a média apresentada abaixo. Vale observar que foram atribuídos pesos diferentes a cada critério, de acordo com a importância dele. Elenco é o fator que tem peso maior: três. Assim, as médias desse quesito foram multiplicadas por três para se chegar aos valores finais.



1º – Palmeiras – 36 pontos
Sem vencer o Paulistão desde 2008, o Palmeiras conta com Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas e um elenco mais enxuto (porém ainda com muita qualidade) para reconquistar o título. Luxa foi justamente o comandante dessa última taça e chega em alta. O momento é de cobrança, já que o Verdão não levantou taças em 2019.

O clube mudou seu direcionamento com relação aos últimos anos e ainda não contratou reforços. Negociou nomes como Borja, Deyverson, Matheus Fernandes, Thiago Santos, Hyoran e Carlos Eduardo. E quer dar mais espaço a jogadores da base: Patrick de Paula e Gabriel Menino, por exemplo, tiveram oportunidades como titulares no Torneio da Flórida. Mesmo assim, o elenco continua sendo uma força do Palmeiras, que teve avaliação superior à dos rivais no quesito.

Fora de campo, o clube vive momento estável financeiramente. O orçamento de 2020 prevê redução de 14% nas despesas do futebol profissional com a maior utilização da base (leia aqui a análise completa de Rodrigo Capelo). A ideia é justamente manter as contas equilibradas.

No panorama político, a principal personagem é Leila Pereira, conselheira e figura da patrocinadora do clube – a eleição presidencial é em 2021, e ela poderá concorrer à sucessão de Mauricio Galiotte.



2º – Corinthians – 34,5 pontos
Atual tricampeão paulista e com duelos decisivos da segunda fase da Libertadores logo no início de fevereiro, o Corinthians foi quem mais se reforçou entre os quatro grandes – vale ressaltar que a janela de transferências tem sido mais calma que o usual.

Além do técnico Tiago Nunes, o clube contratou Luan, Victor Cantillo, Sidcley e Matheus Davó. Apesar das perdas (Júnior Urso, Clayson, Sornoza...), o elenco está mais encorpado e mostrou bons sinais no Torneio da Flórida. Luan deve ser o "cara" do time, que só terá Pedrinho em meados de fevereiro – o meia está com a seleção brasileira na disputa do Pré-Olímpico.

Politicamente, o clube é estável, apesar das diversas correntes de conselheiros. O grupo de Andrés Sanchez continua no comando, e Duílio Monteiro Alves, atual diretor de futebol, deve ser candidato da situação na eleição presidencial, no fim de 2020.

Por outro lado, o Corinthians começa a temporada já com previsão de prejuízo de R$ 21 milhões, de acordo com o orçamento. Há a necessidade de reduzir a folha do futebol em R$ 60 milhões no ano, e cortar gastos será o principal desafio de Andrés e sua diretoria. Leia aqui a análise completa de Rodrigo Capelo.




3º – Santos – 27 pontos
Apesar da saída do técnico Jorge Sampaoli e de alguns jogadores "velhos de casa" (Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique...), o Santos encerrou 2019 em alta e começa 2020 com a mesma esperança de surpreender, agora sob comando do português Jesualdo Ferreira.

Foram duas contratações até o início do Paulistão: o lateral-direito Madson e o atacante Raniel. A aposta é na manutenção de peças que deram certo e brilharam em 2019, casos de Marinho e Soteldo, pilares do ataque em mais uma temporada – o venezuelano perde o início do Paulistão por estar com a seleção de seu país no Pré-Olímpico.

O momento em campo é bom, já que o Peixe vem de um vice-campeonato brasileiro, mas a instabilidade financeira e política derrubou a pontuação do Peixe na votação.

O presidente José Carlos Peres é rompido com o vice, Orlando Rollo, e o Conselho Fiscal acredita que Peres tem tomado decisões que ameaçam a saúde financeira do clube – em 2019, só no primeiro trimestre, o Santos apresentou déficit de R$ 18 milhões. A folha salarial subiu e passou dos R$ 12 milhões. A missão é reduzir os custos do futebol.




4º – São Paulo – 26,5 pontos
O São Paulo ficou como "quarta força" do início do Paulistão muito por causa da instabilidade fora de campo e das dúvidas dentro dele – um bom elenco que ainda não entregou o que se esperava e um técnico com menos bagagem do que Luxemburgo e Jesualdo Ferreira e menos conquistas do que Tiago Nunes.

Cabe a Fernando Diniz tirar o máximo do elenco que tem em mãos, já que o São Paulo não fez contratações para 2020 e apostou em dois pilares: garotos da base entre os profissionais e aquisição em definitivo de quem já fazia parte do grupo, casos de Tiago Volpi e Vitor Bueno.

Sem títulos desde 2012, o São Paulo também tem a pressão pesando contra. Fora de campo, o clube tenta reduzir custos e confia na venda de jogadores para passar o ano com maior tranquilidade – recentemente, o Tricolor recusou ofertas na casa dos 15 milhões de euros por Antony.

Leco entra em seu último ano de mandato presidencial pressionado por resultados dentro de campo e fora dele. Além de o São Paulo não ter conquistado nenhum título sob seu comando, o clube registrou um déficit de R$ 180 milhões ao fim de 2019. Para "salvar" sua imagem, o dirigente tem a missão de diminuir consideravelmente a dívida e lograr resultados esportivos. Conselheiros acusaram o presidente de gestão temerária e pediram seu impeachment recentemente.





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