10/3/2014 07:51

Invasão: Gobbi se isenta sobre versão de Paolo Guerrero e ataca sindicato.

Presidente do Corinthians prefere não comentar depoimento distinto em relação ao peruano e critica entidade por pedido de multa ao clube do Parque São Jorge

O presidente Mário Gobbi preferiu não criar polêmica ao comentar o fato de ter uma versão distinta do atacante Paolo Guerrero em relação à invasão ao CT Joaquim Grava, ocorrida há pouco mais de um mês.

O mandatário disse que já fez a parte dele, entregando imagens gravadas pelo sistema interno de segurança às autoridades, e que agora apenas aguardará a apuração dos fatos, com todas as provas e dados colhidos.

– Eu tomei ciência do que aconteceu, determinei ao chefe de segurança que colhesse provas e que fosse aberto um inquérito para apurar o caso.
Ele colheu todas as provas que tínhamos lá no CT e eu fui pessoalmente ao delegado.

Relatei tudo o que sabia, fiz a minha parte. Cada um faz a sua. O depoimento do Paolo é problema dele com a polícia, não é meu – afirmou.

Horas após a invasão, Gobbi deu uma entrevista dizendo que Guerrero havia sido esganado por torcedores dentro do CT, enquanto os outros jogadores se esconderam no vestiário.

A versão foi negada pelo próprio peruano, que disse não ter recebido qualquer agressão dos responsáveis pelo que aconteceu naquele dia.

Uma dúvida que intrigou os responsáveis pela apuração do caso.

O presidente do Corinthians acredita que seja um caso completamente individual, independentemente de todos serem funcionários da mesma instituição. Sobre a invasão, todos são testemunhas e devem apenas relatar o que sabem dos fatos.

– A testemunha é só um tipo de prova. Existem outras formas a serem produzidas.

Não é problema meu o que os seguranças ou os funcionários disseram.

Não tenho poder de obriga-los a dizer o que quero que digam. Eu denunciei e tomei as providências.
Agora é a polícia quem vai dizer o que aconteceu
– completou.
O fato de o Sindicato dos Atletas de São Paulo (Sapesp) ter pedido uma indenização de mais de R$ 6 milhões aos jogadores pela invasão irritou Gobbi, que disparou contra a incompetência do poder público e comemorou o fato de estar próximo do fim da gestão no Corinthians.

– O que entendi é que o sindicato quer que o Corinthians dê segurança para que se trabalhe lá.

O clube tem todo um esquema montado. O que ocorreu foi uma avalanche inesperada e imprevisível. Eu vejo tudo isso com tristeza.

O nosso erro é achar que o clube tem de cuidar do torcedor. Tirar do ombro do Estado? Por que a gente paga tanto imposto? Ainda bem que em dezembro estou saindo fora.
A mediocridade é muito grande – desabafou, entre risos irônicos.



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3663 visitas - Fonte: Globo Esporte

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