20/8/2019 07:48

João fugiu do atletismo e agora pode apagar incêndio na zaga do Corinthians

O Corinthians abre a disputa das quartas de final da Copa Sul-Americana nesta quinta-feira, às 21h30, contra o Fluminense. Fábio Carille contará com o máximo da força de seu time titular na Arena Corinthians, mas enfrenta um problema na formação do banco de reservas: além de Gil e Manoel, o técnico conta apenas com o garoto João Victor, 21 anos, para a zaga.


Desconhecido da maioria da torcida, o zagueiro treina com o elenco profissional desde a pré-temporada, jogou três amistosos e foi relacionado para algumas partidas oficiais, sem sair do banco. Ele a única mudança do Corinthians na lista de inscritos do torneio continental, pois Henrique foi vendido ao futebol árabe, Léo Santos voltou de empréstimo, mas ainda trata lesão, e Bruno Méndez não pode jogar a Sul-Americana por já ter sido inscrito pelo Montevideo Wanderers.

A chance caiu no colo de João Victor, que agora é a única opção de ofício para apagar um incêndio no setor defensivo caso Gil ou Manoel tenham problemas de suspensão ou lesão. "No começo do ano tinha sete, oito opções de zagueiro. Eu nem esperava estar como estou hoje, trabalhando muito para para ter uma oportunidade. Se quando tinha sete opções eu trabalhava muito, agora que tem só duas eu vou trabalhar ainda mais", diz o garoto, ao UOL Esporte.

Carreira curta no atletismo

Airton José Marcelino, pai de João Victor, leva um dos hobbies de sua vida pessoal bem a sério: ele pratica corrida. Fará a primeira maratona ainda neste mês. Atleta amador em Bauru, interior de São Paulo, e fã de atletismo, tentou levar os dois filhos com Rosemeire para o esporte. Primeiro foi Guilherme Augusto, hoje aos 28 anos, mas não vingou. Hoje ele é formado em Publicidade e trabalha na área. Depois foi João, que é sete anos mais jovem. Aí o problema foi outro.

"Meu pai sempre foi atleta e desde pequeno eu queria fazer alguma coisa também, não gostava de ficar em casa. Então ele começou a me levar para o atletismo. Eu comecei a correr. Mas no meio da pista tinha um campo de futebol e eu sempre ficava olhando o pessoal jogar. Meu pai percebeu aos poucos que o que eu queria mesmo era estar ali no meio brincando de bola. Então ele me colocou numa escolinha e eu peguei gosto, até trocar o atletismo totalmente pelo futebol. Mas me ajudou bastante, hoje uma das minhas maiores características é velocidade", conta João Victor.

O pai já aceitou a derrota: "Ele era muito bom no atletismo, tanto que começou jogando de volante nas escolinhas, porque tinha muita velocidade. Mas o atletismo deu uma base boa para ele de, velocidade. Ele corria bem, chegava no ataque."

"O João fazia corrida curta, 100m, 200m. Eu já sou da corrida de rua, de fundo, 10km, 15km, 21km, até hoje estou no esporte, com 55 anos. Você não pode parar, tem que dar continuidade. Eu ensinei meu filho a não gostar de perder.".

Teste na base da Fiorentina

Depois de ingressar na escolinha aos 9 anos, João Victor foi parar no Noroeste, principal time da cidade de Bauru, para jogar um Campeonato Paulista sub-15. No ano seguinte foi para o sub-17 do Botafogo, em Ribeirão Preto, já como zagueiro, e mais um ano depois chamou atenção do Atlético-MG. Era um destaque nas categorias de base, tanto que viveu uma convocação para a seleção brasileira sub-20 em 2016, pelas mãos do técnico campeão olímpico Rogério Micale.

oram dois anos no Galo, com boa projeção, o que rendeu uma semana de testes na base da Fiorentina, na Itália. Não assinou contrato. Em 2017, foi emprestado pelo Coimbra, clube ligado ao banco BMG, ao Corinthians, por indicação do ex-lateral Coelho, hoje técnico do time sub-20. Ficou. Chegou a ser capitão sob o comando de Eduardo Barroca, que hoje treina os profissionais do Botafogo, e foi integrado ao time principal depois de atingir a idade limite da base.

"O Carille sempre vinha me acompanhando. Ainda não tinha sub-23, então fiz a pré-temporada com o profissional, ele foi gostando cada vez mais de mim e fiquei definitivo. Nesse período eu evoluí em posicionamento, hora de sair jogando, hora de transferir responsabilidade, orientar bem melhor, conversando com laterais e volantes e posicionando eles, essas coisas. O Carille prioriza muito a defesa", conta João Victor, que tem contrato com o Corinthians até julho de 2021, 55% dos direitos econômicos detidos pelo clube e muita vontade de entrar em campo como profissional.

"Tudo é o momento de Deus, tem que esperar, trabalhar, se dedicar. Você esperando, trabalhando e se dedicando uma hora vai aparecer, como está aparecendo essa oportunidade agora na Sul-Americana para mim. Claro que quero muito jogar, o mais rápido possível. Mas estou tranquilo, me preparando bastante para quando entrar dar conta do recado. E quem sabe não sair mais.".

Pelo menos o Seu Airton está aí para colocar os pés do filho no chão: "Sempre digo assim: 'filho, tenha paciência, trabalhe para isso'. É nos treinos que você ganha o merecimento, no dia a dia que você ganha o respeito das outras pessoas."



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Vamos aguardar. Se um dia entrar em campo como titular, vai sentir o peso da torcida e se encantar, a partir daí um abraço.

Devanil Souza     

Da uma chance para o garoto

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