20/2/2019 08:21

Cidade do Avenida, adversário da Copa do Brasil, tem seu Corinthians e já decidiu título nacional com o paulista

Foto: Tomás Rosolino/Gazeta Press

O Corinthians encara nesta quarta-feira, pela primeira vez na sua história, o Avenida-RS, pela segunda fase da Copa do Brasil. Além da importância futebolística dentro do planejamento para a temporada, o duelo traz ao encontro do clube do Parque São Jorge com um time de Santa Cruz do Sul, cidade gaúcha que mantém o seu próprio Corinthians e já duelou por uma conquista nacional com o Timão.



O hoje União Corinthians, sediado no município que abriga o Avenida, surgiu em 2015 e é uma junção de duas agremiações históricas, uma delas homônima dos alvinegros. “Fomos Corinthians nos títulos, na vibração, na emoção. (…) Somos resultado da fusão do Clube União e do Corinthians Sport Club”, diz a página da equipe na internet, explicando de onde surgiu a referência ao gigante paulista.

Datado de 1939, o Corinthians gaúcho perambulou entre esportes até encontrar no basquete sua maior afinidade, responsável justamente pelo maior duelo entre o Todo Poderoso Timão e um dos seus xarás espalhados pelo Brasil. Com direito à presença de Oscar, o Mão Santa, Corinthians/Amway-SP e Corinthians/Pony-RS fizeram as finais do Campeonato Brasileiro de Basquete de 1996, vencida pelos paulistas e registradas pela Gazeta Esportiva.

Disputadas em maio daquele ano, as decisões receberam um bom destaque no então principal jornal esportivo do país, ainda que ofuscadas pelo atribulado calendário do futebol. As capas se destinavam a Marcelinho Carioca, Edmundo e companhia, que tiraram o 100% de aproveitamento da máquina do Palmeiras em 1996, disputavam Libertadores, Copa do Brasil e, além disso, tiveram que superar um acidente de avião durante uma estada no Equador.

Ainda assim, a última página do jornal, a chamada contracapa, era quase sempre totalmente dedicada à decisão do basquete. As matérias citavam a longevidade de Oscar, que acreditou no recém-criado projeto do clube do Parque São Jorge, aos 38 anos de idade, e o confronto com Ary Vidal, treinador da Seleção à época e no histórico título do Pan de 1987.

Depois de uma derrota no primeiro jogo, o Timão conseguiu mostrar a força da sua equipe, deu a Oscar mais possibilidade de arremessar e venceu os quatro jogos seguintes, levantando o troféu no ginásio do Parque São Jorge. Sem choro, fato destacado pelo jornal, ele celebrou o triunfo do projeto. “Estava em jogo a possibilidade de reerguer o esporte no Brasil”, disse o ala, que comandou a festa e terminou com média de 30,9 pontos por jogo.



Coadjuvante naquela ocasião, o Corinthians/Pony-RS motivou algumas ocasiões hilárias. Diversos títulos nem levavam o nome Corinthians nas notícias, optando sempre por diferenciar entre paulistas e gaúchos. Em quadra, a equipe conseguiu dar o troco sobre os alvinegros um ano depois.

Campeã nacional na liga de 1994, a equipe voltou com força para 1997 e devolveu o 3 a 1 sobre o time do Parque São Jorge, superando inclusive os 38 pontos de média de Oscar, que se despediria do Timão na sequência. Vice-campeão ao ser derrotado por 3 a 2 pelo Franca, o time perdeu força nos anos seguintes e teve o projeto encerrado nos anos 2000, com breves reaparições desde então.




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1764 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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