7/12/2018 08:13

Aposentado, Sheik celebra as amizades

Foto: Marcio Komesu/UOL Esporte

A corrida famosa que deixou um argentino comendo poeira no início da jogada do gol do título do Corinthians na Libertadores. O espírito decisivo que fez o Fluminense voltar à rota de títulos do Campeonato Brasileiro depois de 26 anos. As polêmicas, dezenas delas, da mais antiga, a que lhe fez virar "gato", às mais recentes, com críticas à CBF e até provocações aos rivais à la anos 1990. Emerson Sheik é muito mais do que isso. O agora ex-atacante também mostra que é carisma puro - ou, como ele mesmo define, um "cara maneiro para c...".



Mas como um jogador que viu a violência na porta de casa e que perdeu dezenas de amigos na luta ingrata contra a pobreza mudou de forma tão abrupta os rumos da própria vida? Como ele consegue juntar tantas pessoas diferentes, de companheiros de profissão a craques históricos, de artistas a políticos? Ele mesmo responde: a autenticidade e a simplicidade possibilitaram que reunisse um elenco que vai de Romário a Tite em sua despedida - além dos amigos famosos do mundo artístico participando de suas festas privadas na mansão de Mangaratiba, costa verde do Rio de Janeiro.

Em uma entrevista franca ao UOL Esporte, Sheik abre o coração na semana em que dará adeus à profissão de jogador de futebol, uma das muitas que teve na vida. Como lhe é habitual, o multicampeão não fugiu dos temais mais espinhosos, falou das conquistas, rasgou elogios a Tite e explicou por que não se arrepende de ter defendido a seleção do Qatar, que ajudou a lhe afastar da seleção brasileira.

PREPARADO PARA A APOSENTADORIA

"Eu estou me preparando há muito tempo. A ideia era parar no final de 2017. A ideia era voltar pro Corinthians fazer o primeiro semestre, ganhar o Paulista, ganhamos, aí eu achei: "ah, é agora". Só que o Fábio [Carille] no Paulista ele me usou muito nos jogos, e daí o Fábio acabou o Paulista e falou: "ó, não vai. Fica até o final do ano. Vamos ficar, vamos brigar pelo Brasileiro". A ideia foi do Fábio. Eu gostei da ideia. Dizer não ao Corinthians a chance é zero. Nunca na vida. Aí a diretoria aprovou, porque o primeiro semestre teve resultado no Paulista, ganhou. Daí fizemos o acordo até o final do ano, até o momento, mas assim preparado, minha vida tá organizada, tá tudo certinho, cabeça boa. Não sei qual o caminho. Tenho algumas opções. Acabou, acabou o Emerson Sheik, acabou, agora é aqui. O que vou fazer? Então, é aqui que eu tenho de me dedicar, aqui iniciando, aqui que é do zero mesmo e vamos embora, vamos para briga".

AGORA É HORA DE CURTIR

"Eu quero aproveitar, mas agora, com 40 anos, de maneira diferente. Um pouco mais próximo dos meus filhos, um pouco mais próximo da família, da namorada, mas agora eu vou aproveitar de uma outra forma. A juventude é diferente. Você é jovem. Você quer ir para tudo que é lugar. Ainda bem que eu não tive essa possibilidade. Vai que eu empolgo muito. Mas agora tem tempo para aproveitar e eu vou aproveitar de uma maneira diferente. Maneira essa que eu acho hoje muito mais proveitosa".

MUDARIA RUMOS DA VIDA PESSOAL

"No pessoal, mudaria porque foi um período da minha vida que muitas coisas aconteceram. Exemplo: eu vinha bem no profissional, a minha vida inteira fui casado, daí eu me separo e daí a carreira, por coincidência, ela tem uma projeção diferente do que vinha sendo antes, e daí tudo o que eu nunca tive começa a aparecer. Talvez num período ali eu tenha me perdido algumas vezes. Principalmente nos relacionamentos com algumas mulheres que é absolutamente normal para um cara solteiro. Só que um cara solteiro e famoso, em evidência na época - eu tava muito -, isso pode ter um efeito contrário. As pessoas podem interpretar de uma maneira diferente. Eu não sou daquele jeito. Eu não sou aquilo, ou seja, um cara que sai com uma, com outra mulher, não. Não, nunca fui. Fui casado. Só que um período da minha vida, imagina... Queria curtir, queria zoar. Foi uma fase da minha vida que ficou marcada por ser um cara, sei lá, pegador. Me envolvia com mulheres famosas porque acaba sendo meu círculo de amizade, hoje eu conheço muita gente conhecida do público, mas não, não sou aquilo. Isso talvez tenha sido algo que eu mudaria. Se pudesse. Não posso. Vivi na época intensamente tudo aquilo. Estava feliz na época. Não faria isso hoje de maneira alguma".

AOS 40 ANOS, ESTÁ MAIS TRANQUILO

"Cabeça completamente diferente. Voltado 100% para família, e antes de toda essa confusão eu era um cara casado, morava fora, tinha meus filhos ali perto, a mãe dos meus filhos, e realmente foi um período curto. Aproveitei, talvez tenha passado um pouquinho ali naquele momento, mas hoje não. Já tem alguns anos que a vida mudou".

O HERÓI DA LIBERTADORES RELAXOU UM POUCO

"Talvez eu tenha relaxado profissionalmente um pouco naquela época [em 2014], mas não teve absolutamente nada a ver com a minha vida particular. Durante a minha carreira, eu sempre consegui separar muito bem o lado profissional, meu trabalho, os companheiros, sabia da importância que eu tinha pro grupo. E digo no pacote Flamengo, Fluminense, Botafogo, enfim, todos, mas eu acho que não tem nada a ver. Uma coisa é diferente da outra. Foi um pouquinho de falta de sorte também. Por que foi um período curto de não sei se foi uma segurada, mas, assim, o rendimento ele caiu. Foi num período curto de 20, 30 dias. Só que esse período foi o período errado. E daí aconteceu tudo aquilo de eu ter que sair [em abril de 2014, o Corinthians emprestou Sheik ao Botafogo]. Era o Mano [Menezes] na época. Daí o Mano não quis contar mais, que é um direito dele, inclusive, mas foi um período curto também. A minha carreira foi incrível. Eu saio muito satisfeito. 'Ah, mas caiu um pouquinho'. Caiu, mas eu estava lá comprometido, só que é a nossa vida. Altos e baixos. E naquele momento eu tava vivendo um momento difícil. Encontrei um treinador na época que tinha as ideias dele e optou em não usar, mas não foi 'ah, largou'. Isso nunca durante a minha carreira inteira".

MANO MENEZES FOI RUSGA, MÁGOA...E PERDÃO

"Na época, eu fui muito incisivo nas minhas opiniões em relação a ele. O que eu falei na época vendeu muito. Na época, eu fiquei bravo, magoado e falei o que eu pensava. Se fosse hoje, eu certamente teria agido de uma maneira diferente. A mágoa sim, mas hoje, por exemplo, acabou, passou, eu tenho 40 anos. Não quero trazer isso para o meu coração. Era um direito dele. A maneira que ele fez eu não vou mudar a minha opinião. A maneira que ele fez eu entendo até hoje que poderia ser diferente, sim, mas era um direito dele. Mas se o Mano, como eu já disse, 'se o Mano passar do outro lado da rua eu corro, eu não quero nem passar perto desse cara', imagina, não, mudou muita coisa. A ideia de que ele agiu de uma maneira que não foi legal permanece, mas se porventura encontrá-lo em qualquer situação, e se ele tiver a cordialidade de me cumprimentar, vou com o maior prazer do mundo".



SHEIK SEMPRE VENDEU MUITO

"Tem que tomar cuidado, né? Eu sempre tive esse cuidado. Teve alguns episódios 'nossa, esse cara é louco'. Não. Eu vou te dar um exemplo. CBF [Sheik disse que a entidade era uma vergonha depois de ser expulso quando defendia o Botafogo, em 2014]. É um direito meu, é um direito meu. Eu falo sempre que talvez o lugar poderia ser diferente. O lugar poderia ser diferente, mas o manifesto em relação à CBF é um direito meu, assim como foi um direito do Mano".

ROMERO É O ÚLTIMO DOS MOICANOS

"Não consigo lembrar [de jogadores com o mesmo perfil que o dele]. Eu comentei do Romero, que nem é brasileiro, olha a situação. O Romero é o que mais brinca. Eu acho o maior barato. Primeiro, eu compartilho muito dessa ideia, e não é só a favor do Corinthians. É a favor de todos. Isso apimenta, isso dá uma entonação diferente ao esporte. Aquela brincadeira do Romero [contra o Palmeiras, quando ele controlou a bola dom a cabeça] repercutiu de uma maneira absurda. Ele não buscou a bola aqui embaixo, não. Ele dominou a bola, a bola já caiu aqui e ele aproveitou o momento para fazer a zoeira. Foi uma zoeira, e todos sabem disso. Mas eu acho que isso se perdeu. É difícil encontrar um atleta hoje com o perfil de fazer as brincadeiras, até porque ele vai ficar sozinho, vai ficar no vácuo".

LEVOU UM PUXÃO DE ORELHA DE TITE POR FALTA DE FAIR PLAY

"Eu levei uma bronca uma vez, não foi nem uma bronca, foi um pedido de 'não repete'. Um arremesso lateral que um atleta nosso caiu e tinha que ser atendido pelo departamento médico do clube. Na reposição de bola, eu chutei a bola um pouquinho mais longe porque ela tava próxima do nosso gol e já tava 40 minutos do segundo tempo, 0 a 0 o jogo e próximo do nosso gol. Eu devolvi a bola, só que eu devolvi longe e eu levei uma bronca, 'não, devolve aqui'. Foi o Tite. E compartilho disso. Aprendi isso com ele hoje. É lealdade isso. É ser justo. A bola tava ali, e o adversário teve fair play e foi querido e atencioso em jogar a bola para lateral para que um atleta do meu time fosse atendido".

RELAÇÃO COM ANDRÉS E DUÍLIO É DE AMIGO FORA DO FUTEBOL

"O Andrés e o Duílio se tornaram amigos ao longo desses sete anos de clube, e a coisa mais incrível entre nós é que no início eu estranhei, mas eu tive discernimento para poder entender e seguimos. Trabalho é uma coisa, nossa amizade é uma outra situação completamente diferente, ou seja, se ele tiver que me chamar a atenção no clube, no momento do trabalho, ele vai chamar como funcionário do clube. Saímos dali, acabou. A gente tem uma amizade. Na hora de lazer, na hora em que a gente não tiver no CT ou no momento da partida na Arena, nós somos amigos. Agora, entrou no trabalho, ele é o presidente do clube, o respeito por ele é o máximo, e com 100% de certeza eu vou te falar que não tem nenhum tipo de brincadeira. Eu nem consigo fazer essas brincadeiras com o Andrés que eu normalmente faço quando a gente tá em outros momentos, assim como o Duílio também. E essa é a parte mais incrível do nosso relacionamento, porque a gente consegue virar a chavinha quando entramos no CT, entramos no ambiente de trabalho, e conseguimos voltar essa chavinha quando saímos do CT. Acho que por esse motivo que esse relacionamento entre nós é tão bacana. E cobram. Absurdamente$escape.getQuote().a

SABIA QUE ERA 'GATO'

"A situação do documento que todo mundo já sabe, é Márcio Passos de Albuquerque, que virou Márcio Emerson Passos, ainda na infância. Era criança, aquela história do que quer ajudar, que vai sair dessa situação. É óbvio que eu sabia o que estava acontecendo até por conta do nome que mudou. Eu mudei dois anos. Eu não. Foi mudado dois anos. Tinha 15 na época, foi para 13. E o nome também. Eu sabia o tempo inteiro. Engraçado que eu cheguei no São Paulo, vi que não precisava nada daquilo, mas já tava feito. Momento importante dessa alteração foi quando nós conseguimos retificar tudo e voltar pro que de fato é. Foi um momento mágico na minha vida, na vida da minha família. Minha mãe, principalmente, que ela nunca aprovou".

SHEIK NÃO FOGE DA RESPONSABILIDADE

"Não quero usar isso como uma desculpa. Tinha 15 anos, pior que isso era menor na época, eu tinha discernimento para tomar uma decisão 'não, não quero porque não é legal'. Todo cenário naquela época me fazia acreditar que vai ser legal. Lugar, casa, necessidade, tudo que faltava, tudo que não tinha, ou seja, todo o cenário me colocava no caminho para poder ir embora. Acho que isso aí vai mudar completamente a minha vida'. Mudou? A minha vida mudou, mas, honestamente, falo isso a vida inteira, cheguei no São Paulo, foi onde eu iniciei a minha carreira, fiz toda a minha base no São Paulo, com três meses de clube eu já estava na minha categoria, inclusive isso é provado, é só buscar".

SITUAÇÃO MEXEU COM A CABEÇA

"O lance de você estar usando algo que não é real, na época a documentação não era, incomoda, é chato. A desconfiança das pessoas também. Isso mexeu muito com a minha cabeça na época. Inclusive quando eu consegui mudar tudo, retificar tudo. Eu sabia o que eu tava fazendo. Não estava roubando ninguém. Não estava fazendo nada de errado. A única coisa que tinha era uma informação na minha documentação que não era certa, mas eu estava super de boa, tinha consciência de que nada muito grave poderia acontecer".



MÚSICA DO FLAMENGO NO ÔNIBUS DO FLUMINENSE

"Era um funk do Rio de Janeiro e uma música que falava dos quatro grandes do Rio. Eu cantei essa música junto com todos os outros atletas, e na hora da parte do Flamengo, o presidente só ouviu a parte do Flamengo e fez toda aquela maluquice de chamar no quarto do hotel, na Argentina, me desligar do elenco depois de um título importante, de ter colaborado para um título tão importante para história do clube. Fiz o gol do título. Vinte e seis anos após um título nacional. Uma situação muito triste que eu vim entender depois de um tempo, por conta de uma reclamação que eu fiz de melhorias. Inclusive para o Fluminense na época. Uma vez que tinham prometido pro Muricy [Ramalho]. O Muricy estaria saindo do clube por conta das promessas não serem cumpridas, e eu, por entender que era um momento de crescimento para o clube, fui manifestar a minha decepção pelo não-atendimento àquilo que tinha sido prometido ao treinador que teve um baita sucesso aquele ano em relação à equipe, de montagem, de dar uma identidade, de buscar um título importante. O presidente ficou com bronquinha, ficou chateadinho e fez tudo aquilo".

REENCONTRO COM PETER SIEMSEN

"O meu filho estudava na mesma escola que o filho do presidente, e por coincidência, ou coisa de Deus, na mesma sala. E homenagem Dia dos Pais. Eu treinei, corri pro aeroporto para pegar um voo à noite, perdi o voo. "Vou amanhã de manhã". Saí de manhã de São Paulo e cheguei atrasado na apresentação. Só que apresentação de criancinha de cinco, seis anos é diferente. Não é no palco, os pais ficam próximos ali, aquela coisa toda, e eu cheguei um pouquinho atrasado porque estava em São Paulo e tive que ir pro Rio. Só tinha um lugar para sentar. É lógico que vocês imaginam onde, né? Foi ao lado do presidente do Fluminense, mas era um momento completamente diferente com as crianças, obviamente que nos cumprimentamos ali, mas foi engraçado. Não sei se isso passou dentro dele. Se ele sentiu isso, mas eu sei que eu não fiz nada de errado. Eu não fiz nada de mal ao Fluminense, mas ele fez algo que não ficou legal, que não foi justo. Eu acho que naquele momento ali ele deve ter pensado: 'Putz, por que eu fiz aquilo?'".

SHEIK E O TIME DA INFÂNCIA

"Lenda, né [que era vascaíno]. Lenda total. Meu pai foi, meu irmão é, meus sobrinhos, mas lenda. Essa história de novo ninguém merece. Por exemplo, meu filho hoje é corintiano. Explica. Mas o Emerson já foi flamenguista. Ué, mas já foi botafoguense, ou seja. Sabe o que eu acho que surgiu? Acho o seguinte. Minha história no Flamengo é muito bacana. Eu brinco com o Vasco desde sempre. Eu acho que em algum momento, alguém criou essa história para criar uma conclusão. Deu tudo errado. Eu não vou mais brincar com o Vasco, eu juro, até porque acabou tá, gente? Ee já não sou mais atleta, acabou, vocês deram sorte, viu".

DÁ PARABÉNS AO VASCO

"Hoje eu daria os parabéns. Daria os parabéns porque quase caiu, e que bom pro futebol carioca e pro futebol brasileiro. Isso é real. Que bom que o Vasco não caiu, porque para o futebol brasileiro ia ser muito ruim. O Vasco está entre os quatro grandes do Rio de Janeiro. O Vasco tem uma história bacana no cenário nacional, e acho que pro futebol brasileiro é uma grande perda ter o Vasco, não desmerecendo a Série B, mas o lugar do Vasco, por mais que tenha feito campanhas aí... E é uma grande verdade isso, muito abaixo daquele Vasco antigo, com Romário, com Edmundo, com Felipe, Juninho Pernambucano, é um Vasco diferente. O torcedor vascaíno deve sentir muitas saudades dessa época e desses atletas que passaram pelo clube. É verdade isso".

FUTEBOL PAULISTA x FUTEBOL CARIOCA

"A estrutura oferecida dos clubes do São Paulo, hoje o Flamengo está próximo, ou igual, é diferente da estrutura oferecida no Rio de Janeiro, e todo mundo sabe disso, ou seja, quanto mais estrutura dada a um atleta, a capacidade dele evoluir profissionalmente é muito grande. Uma coisa é o atleta treinar num campo com o gramado perfeito e um com buraco. Um com academia muito bem equipada e uma academia... faz uma enorme diferença. Acima de tudo com profissionais capacitados e com profissionais profissionais. É diferente. Eu não estou falando mal do Rio, mas é uma realidade que é só perguntar. A estrutura do futebol paulista é infinitamente maior que a do carioca".

VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA

"Muita coisa feia [Sheik cresceu em Nova Iguaçu]. Coisa de lugares que têm pouca segurança, que o índice de criminalidade é altíssimo e que a violência bate na porta toda hora. Tudo que você imaginar de ruim era visto, mas aí você tem opção de escolhas".

PERDEU MUITOS AMIGOS

"Uns dez, rapidamente. Mas é aquilo, você tem escolha. Você pode optar em perder fins de semana dentro de um quarto de hotel, em pegar voo toda semana, em abrir mão da sua juventude, em não passar Páscoa, Dia dos Pais, Dia das Mães, aniversário da mãe, aniversário do pai, aniversário dos filhos, sobrinhos, namoradas, noivas, esposas. Você tem essa opção também. Eu escolhi essa opção e felizmente eu escolhi essa opção porque a outra opção que tinha eu não sei nem se eu estaria aqui para contar história. Então, que bom que eu optei em perder minha juventude. Eu vou ter tempo agora para poder fazer algumas coisas".

1734 visitas - Fonte: UOL

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