17/10/2018 08:32

Ídolo dos finalistas se diz decepcionado com Corinthians e aposta no Cruzeiro

Palhinha será eternamente lembrado pelos corintianos pelo memorável título do Campeonato Paulista de 1977, que findou o jejum do clube de quase 23 anos sem levantar uma taça. Após isso, o então ponta de lança ainda formou uma parceria de sucesso com Sócrates nos dois anos seguintes, quando voltou a ser campeão com a camisa corintiana.



Mas quando chegou ao clube do Parque São Jorge, Palhinha já era considerado um medalhão pelo que havia feito defendendo o Cruzeiro. Responsável por suprir a saída de Tostão da Raposa, o atual empresário de Belo Horizonte chegou a ser campeão e artilheiro da Libertadores da América, se tornou no nono jogador que mais vezes vestiu a camisa Celeste e ainda é o sétimo maior goleador do clube.

Com tamanha propriedade para falar sobre a grande final da Copa do Brasil, a ser disputada às 21h45 dessa quarta-feira, em Itaquera, Palhinha foi procurado pela reportagem da Gazeta Esportiva e não titubeou ao passar suas percepções. Nem mesmo quando questionado sobre quem deve ficar com o título nesse ano.

“Tem tudo para ser o Cruzeiro. Com essa vantagem, o Mano sabendo armar bem o time na defesa, para contra-atacar, complica muito para o Corinthians, que tem dificuldade no ataque”, avaliou Palhinha, a espera de uma resposta dos donos da casa.

“Um jogo que normalmente se espera mais da equipe do Corinthians, porque aqui (no Mineirão) o time não deu um chute no gol. Com o apoio do torcedor, que eu conheço bem e é um espetáculo, eu espero que o Corinthians consiga atacar mais”.




O fato dos comandados de Jair Ventura não terem incomodado o goleiro Fábio gerou profunda irritação em Palhinha. O ex-jogador garantiu que não irá escolher um time para torcer nessa final, mas voltou a reforçar sua crítica sobre a postura dos paulistas no confronto.

“Torço pelo melhor futebol. E acho que está mais para o Cruzeiro. O Corinthians mostrou um futebol ridículo. Um time de expressão, como é o Corinthians, não pode. Até teve uma posse de bola, mas não deu um chute no gol”, comentou, isentando Jair Ventura de maior culpa.

“Nunca vi o Corinthians jogar tão mal. O treinador é um menino que eu conheço desde criança, bom treinador, jovem, mas o time é muito limitado. Não tem uma estrela. Quem é a estrela do Corinthians? Hoje o Corinthians é na garra, na luta”.

A sensação de Palhinha, segundo o próprio, é compartilhada pela maioria dos cruzeirenses e até da mídia especializada em Minas Gerais.




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“É um jogo de grande expectativa. Por aqui há muito otimismo por causa do resultado em casa. O Corinthians decepcionou, fica difícil de acreditar (em uma virada)”.

Por fim, depois de trocar o Cruzeiro pelo Timão nos anos 70, Palhinha se diz um felizardo pela história construída em dois dos maiores clubes do país. Apesar das opiniões de momento, o homem de 68 anos chegou a brincar durante a entrevista ao lembrar de sua primeira e única vez na Arena Corinthians, palco da finalíssima dessa quarta.

“Eu fui uma vez, no evento de inauguração, com os ídolos. Quebrei o braço, coloquei 14 pinos e fiquei 10 dias no hospital. O primeiro gol foi do Rivellino, mas ele estava no outro time. Trocou de camisa para bater o pênalti. Eu não fiz o gol, mas o primeiro pênalti foi em cima de mim. Não fiz o gol, mas deixei essa marca”, concluiu, aos risos.


567 visitas - Fonte: Globo Esporte

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Paulo Moreira     

Tem q fazer como no paulista de 95 e na copa do brasil onde enfrentamos times poderosos como palmeiras e gremio na epoca. Mas tinhamos marcelinho carioca e um time operario n tinha ninguem fominha mas ganhamos os dois títulos. Entao q sirva de exemplo e q esse time resgate a raca e a garra corinthiana. N da na técnica vai na raca n temos craques nem elenco entao vamos no amor e na vontade. Hj é o jogo da vida o jogo do ano e um título com mais sabor ainda pq as criticas sao fortes mas acredito q hj o time será um time de vdd com faca nos dentes tapa na orelha e sangue em campo

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