13/8/2017 07:46

Reforços? Tática? Veja como funciona o centro de inteligência do líder Corinthians

Trabalho analítico é muito utilizado pelo técnico Fábio Carille e rende frutos ao Timão

Denis Luup, coordenador do CIFUT, observando imagens de jogo do Corinthians (Foto: Marcelo Braga)

A inteligência é uma das armas do líder Corinthians neste Campeonato Brasileiro. Isso, porém, não se refere à esperteza da equipe para decidir jogos, nem à experiência para resistir a pressões ou à maturidade contra provocações adversárias, mas sim ao CIFUT, Centro de Inteligência de Futebol do clube.



O departamento de análise de desempenho do Timão foi criado há dez anos e tem sido muito usado pelo técnico Fábio Carille e seu auxiliares nesta temporada, desempenhando tarefas como:

Observação de adversários e dos jogos

Produção de vídeos (do time e dos rivais) para exibir aos atletas

Fornecimento de relatórios ao treinador no intervalo das partidas

Correção de erros por meio de imagens e treinos específicos

Prospecção de atletas a serem contratados

O CIFUT conta atualmente com seis profissionais, sendo um deles o coordenador Denis Luup. Ao GloboEsporte.com, ele detalhou o trabalho desempenhado pelo setor na campanha do líder do Brasileirão, invicto há 34 partidas na temporada, e apresentou algumas novidades tecnológicas utilizadas.

Confira abaixo a entrevista:

O trabalho do CIFUT é destacado há anos, mas qual a parcela de importância atualmente na campanha do líder Corinthians? O Carille dá importância à análise de desempenho?

Ele usa bastante o Cifut. Dos que eu trabalhei aqui, é um dos que mais usa, está sempre no departamento. Os três auxiliares também estão sempre conosco quando não estão dando treino. Creio que essa é uma diferença do Corinthians para os demais clubes. Isso ajuda muito, até para o nosso crescimento e para podermos entregar um material cada vez melhor.

Quais as novidades tecnológicas do centro de inteligência?
O trabalho é muito parecido com o que vinha sendo desenvolvido desde os tempos do Mano e do Tite. Mas destaco uma câmera que estamos utilizando. Já utilizávamos a filmagem em plano aberto, que é comum na maioria dos clubes hoje em dia, mas agora temos na Arena uma câmera tática. Acredito que o Corinthians seja o único que tenha esse recurso.

Ela fica no arco da cobertura do estádio, lá no teto, e é controlado por controle remoto. Com este equipamento, nessa posição, é possível ter uma noção de estruturação do espaço mais real. Por outros ângulos, a gente perde um pouco de profundidade. Por essa dá pra ver melhor os espaços que podem ser explorados, por exemplo. Como temos imagens de todos os jogos, vamos criando um banco de dados e estudando nossa própria equipe também.

Estas imagens são usadas durante os jogos ou apenas depois das partidas?
É tudo em tempo real. No intervalo, os vídeos feitos por essa câmera ficam à disposição do Carille. Temos uma cabine na Arena que possui comunicação com o vestiário. Antes do segundo tempo, apresentamos essas imagens ao Carille, caso ele queira, ou vídeos feitos de outro ângulo e também estatísticas.

O Carille gosta de usar estes dados no intervalo ou só em casos específicos?
Gosta. Sempre há um auxiliar com a equipe do CIFUT acompanhando aos jogos. Então, muitas vezes, nem precisamos falar no intervalo, só vamos mostrando a imagem em cima do que é comentado entre o técnico e os auxiliares.

Os atletas também recebem vídeos, certo?
Sim, mas antes e depois dos jogos, não no intervalo. Enviamos aos jogadores, via WhatsApp, vídeos dos atletas que vão cair no setor deles, com duração de dois minutos e meio aproximadamente. Mandamos de quatro a seis vídeos, dependendo da posição do atleta em questão. Os caras de meio, por exemplo, recebem menos vídeos do que os atacantes, porque têm menos adversários na faixa de campo em que atuam. E no dia seguinte às partidas enviamos um vídeo detalhando como foi a participação do atleta na partida. Além disso, em situações específicas, Carille e auxiliares isolam alguns lances e chamam o jogador em uma sala para correção. Ou mesmo todo o setor, como o defensivo, quando pega os quatro jogadores da primeira linha.

Quais são os jogadores que mais exigem de vocês, gostam de vídeos, estudam...?
Tem vários, mas acho Pablo, Gabriel e Jô são os principais. O Marquinho Gabriel também. Ele quer estudar tudo, é um cara que pede muito mais que os outros.

O CIFUT também filma treinos. Qual o objetivo disso?
A partir dessas imagens, fazemos correções com o Carille e os auxiliares, Cuca, Osmar Loss e Fabinho. São trabalhos específicos. Hoje mesmo fizemos uma abordagem com o Léo Santos, outro dia teve com Carlinhos, Pedrinho... esses últimos que subiram da Copa São Paulo. São trabalhadas técnicas de cabeceio, posicionamento corporal, coisas desse tipo.

Vocês também têm imagens dos atletas da base quando eles sobem?
Também filmamos os treinos e jogos do sub-20. Os bancos de dados da base e do profissional são integrados. A gente tem tudo registrado do que fez na base e no profissional, as duas comissões recebem.

A maioria das contratações do Corinthians nesta temporada deu certo. Qual o papel do CIFUT nisso?
O trabalho de observação é uma via de mão dupla. O CIFUT faz observação da Série B, campeonatos regionais, campeonatos sul-americanos, mas também recebe indicações da comissão técnica e da diretoria. Gosto de deixar claro que não contratamos jogador, nem falamos "esse tem que ser contratado". Se vamos procurar um lateral, por exemplo, listamos as qualidades dele e de outros, como força, técnica, se gosta de jogo apoiado... Dentro do nosso modelo de jogo, apresentamos as opções variadas. Aí a comissão e a diretoria escolhem dentro do que eles pensam para a equipe.

Neste ano, a demora para definir o técnico dificultou a busca por reforços?
Começamos a observação muito antes. O Pablo, por exemplo, a gente observava desde 2014, no Avaí, na Ponte Preta. Temos relatórios dele desde essa época. O Camacho a gente também observava há um bom tempo.

E o Drogba?
A gente sempre olha jogadores de fora, que estão com contrato no fim, podem ser viáveis, acima de 30 anos e talvez não tenham tanto mercado lá fora. Mas o Drogba não chegou nem a passar pelo CIFUT.



3525 visitas - Fonte: Globo Esporte

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É, quem foi que autorizou este idiota a dar essa entrevista e explicar detalhadamente o tipo de trabalho realizado no cifut, em detalhes, isso não existe, qualquer empresa de tecnologia tem seus segredos mantidos em sigilo absoluto.

Porra! A ideia dessa reportagem é ensinar os adversários a trabalhar agora? Deixem os adversários continuarem a chamar trabalho de retranca.

agora os outros clubes cópia as mesmas coisas com inveja do nosso timão.

Inaldo Silva     

é nós vai CORINTHIANS sempre

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