10/1/2017 12:12

Além de carisma, Kazim acrescenta ao Corinthians alternativa para jogo aéreo

Ele vestia o verde do Coritiba, mas ninguém vai se lembrar: Kazim já chegou dizendo que "o gringo é da favela". Ele é assim, carismático como só um Marinho parece conseguir ser.

E, além de poder dar entrevistas em inglês, o que ajuda a internacionalizar a marca Corinthians, seus números indicam que ele foi escolhido por acrescentar qualidade ao jogo aéreo do Corinthians, o que tem sido um diferencial de equipes vencedoras: ele tem cerca de dez centímetros a mais do que Ángel Romero e Guilherme, o que o favorece no jogo aéreo, e faz muito mais assistências aéreas do que os dois atacantes que mais jogaram pelo Corinthians. O Espião Estatístico levantou os números dele.

No Brasileirão-2016, Kazim fez 36 finalizações pelo Coritiba e 20 delas nasceram de jogadas aéreas (56%), finalizadas de cabeça ou com os pés, mas com a bola viajando pelo alto. Pelo Corinthians, Romero conseguiu 41 finalizações sendo 21 após jogadas aéreas (51%). Guilherme conseguiu 28 finalizações, 12 após bolas altas (43%). Isso faz uma diferença considerável e deve ser pensado com cuidado ao analisar quem está disponível no mercado.

No Brasileirão-2016, o Corinthians teve a defesa que menos gols sofreu a partir de jogadas aéreas (13), empatado com Atlético-PR, Flamengo e Palmeiras, e com seis gols sofridos a menos do que Atlético-MG, Botafogo e Santos (19), todos rivais que estão classificados para a Libertadores.

Se defender dessas jogadas não vem sendo problema para o Timão. Mas fazer gol assim, sim: o Corinthians teve apenas o oitavo melhor desempenho (21 gols) no quesito, atrás de Palmeiras (30), Atlético-MG (27) e Flamengo (22), que lutaram até o fim pelo título de campeão brasileiro.

Para alguém fazer gol a partir de jogadas aéreas, alguém tem de levantar essa bola com precisão. No Corinthians, o paraguaio Ángel Romero foi quem conseguiu mais assistências para gols no último Brasileirão: foram seis. Já Kazim, pelo Coritiba, fez três assistências que resultaram em gol. Não há dúvida em relação a isso: Romero, que chegou ao Brasil dois anos antes de Kazim e é seis anos mais novo, foi muito mais eficaz não só em relação às assistências: fez mais gols, também (cinco contra três).



Só que quando analisadas as assistências em geral (não apenas aquelas que resultaram em gol, mas todas as que resultaram em finalização), a distância cai consideravelmente: Ángel Romero fez 25, Kazim, 24. Se a bola acaba ou não no gol é responsabilidade também de quem conclui. O Corinthians fez sete gols a mais do que o Coritiba no Brasileirão (48 a 41)

E ainda é preciso ponderar esses números: Ángel Romero esteve em campo por 2.099 minutos, enquanto Kazim, por 1.651. Considerada essa diferença, Romero fez uma assistência para finalização a cada 84 minutos, enquanto Kazim fez uma a cada 69 minutos.
Em números mais miúdos, enquanto Romero colocava a bola para os companheiros fazerem quatro finalizações, Kazim colocava cinco bolas.

Em relação à bola aérea, Kazim se destaca muito mais: foram 16 assistências para finalizações a partir de jogadas aéreas contra sete de Romero, pouco mais que o dobro. Guilherme chegou mais perto: fez 12 assistências aéreas.

FINALIZAÇÕES
Kazim é inglês e se naturalizou turco para atuar pela seleção desse país, mas parece não empolgar nem turcos nem outros manos. No Vai e Vem do Mercado, há praticamente um empate técnico entre aqueles que festejam e aqueles que lamentam tanto a saída dele do Coritiba quanto a chegada ao Corinthians.

Os gráficos aqui oferecem um bom termômetro para entender por que, afinal, o atacante não empolga: ele faz poucos gols.
Considerado apenas o Brasileirão-2016, aos 30 anos e com 1,85m, Kazim esteve em campo pelo Coritiba praticamente (diferença de 4%) o mesmo número de minutos (1.651) que Guilherme (1.578), de 28 anos e 1,75m, pelo Corinthians.



Kazim conseguiu fazer uma finalização a cada 46 minutos enquanto Guilherme a cada 56. A diferença parece pequena, mas mais uma vez enquanto Guilherme conseguia quatro finalizações, Kazim fazia cinco. Ponto para o "gringo".

Só que mesmo finalizando 20% mais, Kazim fez um gol a cada 550 minutos em campo, enquanto Guilherme marcou um gol a cada 263 minutos. Ponto para o maranhense. Enquanto Kazim fazia três gols, Guilherme comemorava seis. (A mesma proporção em relação a Ángel Romero nas assistências.)

Pode-se dizer que essa característica de ter dificuldade para vencer os goleiros adversários acompanha Kazim desde sempre. Ao ser contratado pelo Coritiba, em junho do ano passado, a repórter Gabriela Ribeiro, do GloboEsporte.com, entrevistou o técnico Zico, que comandou Kazim na Turquia.

- Treinei o Colin (Kazim) por um ano, na minha segunda temporada no Fenerbahçe. Ele era muito jovem. Na época, era um cara que tinha uma força muito grande, tinha uma arrancada. Ele tinha uma velocidade boa, jogava pelos cantos ou pelo meio. Aproveitou as oportunidades que teve. É um bom profissional, um cara bem firme. Ele é um atacante puro. Não é finalizador, mas é um cara mais de arrancada, de bola na frente, que também passa ao setor de trás.

Kazim estreou pelo Coritiba na rodada #12 e logo na rodada #14 virou titular. Finalizações até que ele fez bastante, mas fez poucos gols, o que é uma outra história.

Ainda comparando com Guilherme, que curiosamente atuava na Turquia ao ser contratado pelo Timão, o percentual de finalizações erradas de ambos é praticamente o mesmo: a grosso modo, de cada dez finalizações, erram seis. A grande questão, mesmo, é que de cada dez finalizações, Guilherme fez dois gols. Na média, para conseguir dois gols, Kazim precisou de 25 finalizações.

Os gráficos de finalização mostram mais detalhadamente as diferenças, como Kazim finalizou bem mais e acertou mais a meta, mas não conseguiu fazer a bola entrar.

Mas, se vem encontrando dificuldades para balançar a rede no Brasil, tem facilidade para aceitar o papel de coadjuvante, o que mostrou ao lado de Kleber, Leandro e cia. no Coritiba.

Algumas questões precisam ser levadas em consideração ao vê-lo no Corinthians: uma é que Kazim já está um pouco adaptado ao ritmo do futebol brasileiro. Outra é que ser comparado em condições de igualdade ao meia-atacante Guilherme é um bom sinal. Se ambos forem mais bem aproveitados neste ano do que Guilherme foi em 2016, a "festa na favela", deverá ser cantada mais frequentemente pela torcida corintiana.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Eduardo Sousa, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Leandro Silva, Paula Carvalho, Roberto Maleson, Valmir Storti e Wilson Hebert.

7251 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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Jose Leones     

mais uma peso morto, joga nada do mesmo nivel do presidente!!!

thiago marinho     

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